Hélder Cristóvão: «Todo o mérito é do Lage, tudo o que fiz já não conta»

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Hélder Cristóvão voltou a lamentar a falta de reconhecimento pelo seu trabalho na equipa ‘B’ do SL Benfica. Foi na mais recente edição de Bola na Rede TV que reforçou as declarações ao jornal O Jogo, onde afirmava que “Bruno Lage tinha o trabalho feito quando voltou ao Benfica”, numa entrevista publicada a 24 de Dezembro e numa altura que procurava ainda um projecto aliciante para as suas ambições.

Quase cinco meses depois, já como treinador do Dunasjka Streda (terceiro classificado da Liga Eslovaca), Hélder foi convidado do BnRTV e não teve pejo em reclamar para si parte do sucesso na aposta do Seixal, de forma peremptória: “Não posso falar, se não pensam que estou a puxar a brasa à minha sardinha. Todo o mérito é do [Bruno] Lage e todo o trabalho que fiz nunca é valorizado. Mas João Félix, Renato Sanches, Nélson Semedo e Rúben Dias nunca enganaram”.

Hélder, que comandou a equipa ‘B’ dos encarnados de 2013 a 2018, teve a responsabilidade de consolidar as gerações de 1994 (Bernardo Silva, Victor Lindelof, João Cancelo ou Hélder Costa como exemplos) e ’95 (Rapahel Guzzo, Pedro Rebocho, João Nunes ou Rochinha) na II Liga e de introduzir ao profissionalismo as gerações de ’96 (Gonçalo Guedes, Hildeberto Pereira ou Romário Baldé), ’97 (Rúben Dias, João Carvalho, Renato Sanches, Ferro, Pêpê Rodrigues ou Diogo Gonçalves) , ’98 (Kalaica, Tiago Dias ou Diogo Mendes) e a de ’99 (Gedson Fernandes, Jota, Florentino Luís ou João Félix), esta última de grande relevância no título de campeão nacional em 2018-19.

Outros grandes nomes desenvolveram capacidades sob a sua orientação antes da subida à equipa principal: Oblak, Ederson ou Nélson Semedo, este que se fixou definitivamente na lateral direita durante a passagem pela equipa secundária, depois de ser contratado ao Sintrense pelas exibições como médio-centro.

Ao seu comando, os ‘B’s conquistaram 90 vitórias em 214 jogos, o suficiente para se manter sempre acima da linha-de-água na classificação final e alcançar o principal objectivo.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Pedro Cantoneiro
Pedro Cantoneirohttp://www.bolanarede.pt
Adepto da discussão futebolística pós-refeição e da cultura de esplanada, de opinião que o futebol é a arte suprema.

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