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Luca Waldschmidt | A ligação que faltava ao SL Benfica

Gonçalo Batista · 2 min

Luca Waldschmidt chegou este verão à Luz
Foto: Diogo Cardoso/ Bola na Rede

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Luca Waldschmidt chegou ao SL Benfica, este verão, para ser o segundo avançado no esquema de Jorge Jesus. A verdade é que o ex-Freiburg SC ainda não se conseguiu assumir e tem, assim como grande parte do plantel, oscilado muito a nível exibicional.

Waldschmidt foi um elemento preponderante nesta última boa fase da equipa encarnada. A forma como o alemão estava a conseguir ligar o jogo foi decisiva para a subida de rendimento da equipa. Contudo, a passagem para o esquema de três centrais prejudicou vários elementos, sobretudo o alemão. Mesmo tendo mantido a titularidade, Waldschmidt foi encostado à ala direita.

Apesar de procurar muito o espaço interior, o alemão está muitas vezes afastado das zonas onde pode fazer diferença: atrás do avançado. Waldschmidt é, na minha opinião, o jogador do SL Benfica que melhor joga entre linhas e aquele que melhor consegue ligar o jogo.

O falso ala neste sistema de Jorge Jesus aproxima-se muito mais de um terceiro médio, com papel na construção, do que propriamente um extremo invertido ou um médio ofensivo que seria o ideal para o alemão. Este desaproveitamento das melhores qualidades do camisola 10 das “águias” faz lembrar os jogos que João Félix, um jogador com características semelhantes, realizou na ala com Rui Vitória.

O nível exibicional de Waldschmidt tem sido intermitente
O nível exibicional de Waldschmidt tem sido intermitente
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Depois existe toda a questão do estilo de jogo do treinador das “águias”. O futebol de Jorge Jesus foca-se muito naquilo que é o jogo nas alas e a relação entre o extremo e o lateral. Mesmo com Waldschmidt no centro do terreno, a bola poucas vezes passa pelas suas zonas. Os jogadores do centro do terreno dos encarnados tem muito pouca preponderância no último terço do terreno.

Após a surpreendente derrota frente ao Gil Vicente FC, Waldschmidt saiu do onze inicial. Esta tem sido a tendência cada vez que o alemão tem uma exibição menos conseguida. Aqui fica bastante visível que Luca Waldschmidt não foi escolha do técnico das “águias”.

Não será fácil – nem Jorge Jesus parece ter muita vontade de o fazer – encaixar Waldschmidt nesta maneira de jogar. No entanto, a qualidade do alemão é inegável. É o jogador da Primeira Liga com mais passes de rutura. Leva sete golos e duas assistências em apenas 1200 minutos.

Para mim, uma equipa estará sempre mais perto de vencer quando tem um elemento com a capacidade técnica e o entendimento do jogo de Waldschmidt.

Gonçalo Batista

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