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Mão cheia de expectativas

João Pedro Óca · 2 min

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Melhor era quase impossível. O Benfica começa o ano a golear, a impressionar e a deixar água na boca dos adeptos. Uma mão cheia de golos e uma exibição segura e autoritária conduziram as águias para os quartos-de-final da Taça de Portugal, numa partida que deixa antever uma boa exibição no clássico do próximo fim-de-semana.

O jogo de hoje, no Estádio da Luz, foi de sentido único e no novo relvado da Luz só uma equipa procurou vencer e convencer. Desde o início, o Benfica mostrou querer evitar facilitismos e não entrou em “rodriguinhos”. Aliás, logo aos três minutos de jogo foi o próprio Rodrigo a inaugurar o marcador, após uma bela jogada colectiva. Volvidos dezassete minutos de jogo, o sérvio Markovic tratou de aumentar a vantagem e nesse momento o jogo ficou praticamente resolvido a favor dos encarnados.

                                                            Rodrigo e Markovic foram dos melhores na goleada do Benfica. Fonte: Maisfutebol
Rodrigo e Markovic foram dos melhores na goleada do Benfica
Fonte: Maisfutebol

Uma entrada demolidora do Benfica deixou o Gil Vicente completamente rendido à superioridade encarnada e a partir daí as águias limitaram-se a controlar o jogo e a acelerar quando necessário.
Gaitán, Lima, Markovic e Rodrigo, os homens mais avançados de um onze de primeira linha do Benfica, mostravam-se plenos de confiança em todos os seus movimentos e iam coleccionando lances de elevada nota artística, revelando toda a sua qualidade técnica. Os dois primeiros golos saíram dos pés destes jogadores e o terceiro é também obra deste quarteto. Grande passe de Lima para Gaitán e o bis de Rodrigo, ainda antes do intervalo.

Com três golos de vantagem, o Benfica entrou para a segunda parte tranquilo e confiante e adoptou um estilo de jogo mais pausado, já pensando no jogo do próximo domingo, diante do Futebol Clube do Porto. Também as substituições efectuadas por Jorge Jesus tiveram em conta esse duelo. Matic, Enzo e Rodrigo foram poupados e, de entre os jogadores que entraram, foi o sérvio Djuricic quem se mostrou mais eficiente. Procurou a bola e combinações com os colegas e esteve em evidência nos lances do quarto e quinto golos do Benfica – golos esses que apareceram de forma natural, dado o fluxo atacante das águias. Maxi Pereira sofreu falta do guarda-redes gilista dentro da área e Lima converteu o castigo máximo. Pouco depois, o mesmo avançado bisou na partida e estabeleceu o resultado final.

O primeiro jogo no novo ano simbolizou o regresso às boas exibições e os adeptos (os poucos que estiveram presentes na Luz) puderam finalmente sentir uma porção do perfume de alguns jogadores. A quinta vitória consecutiva dos encarnados assumiu contornos formosos e autoritários, vislumbrando-se a classe e a fluidez que o jogo do Benfica pode ter nesta segunda metade da temporada.

João Pedro Óca

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