Última horaJosé Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano
Publicidade

Nico Gaitán: o bom filho a casa torna?

João Pedro Coelho · 1 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Foi no dia 20 de maio de 2016 que Osvaldo Nicolás Fabián Gaitán realizou o seu último jogo de “águia” ao peito, na final da Taça da Liga frente ao CS Marítimo, no qual marcou o quarto golo dos encarnados, no triunfo por seis bolas a zero.

O argentino partiu, então, para o Atlético de Madrid por uma verba a rondar os 30 milhões de euros. No entanto, sob o comando de Diego Simeone, nunca chegou a afirmar-se nos colchoneros.

Seguiu-se uma breve passagem pelos chineses do Dalian Yifang, onde somou quatro golos e 11 assistências em 30 partidas oficiais. Gaitán encontra-se atualmente ao serviço do Chicago Fire FC, onde é uma das principais figuras da equipa norte-americana.

No entanto, o contrato acaba em dezembro e, apesar de existir a opção de prolongar o contrato por mais um ano, fontes americanas revelam que o astro argentino pretende regressar à Europa.

Nico Gaitán soma quatro golos e 11 assistências pelos norte-americanos na presente temporada
Fonte: Chicago United FC

Tudo indica que o seu futuro passará pela Premier League, em particular pelo Aston Villa ou pelo West Ham, que estarão na frente da corrida pelo passe do médio ofensivo. Todavia, os encarnados estarão atentos a um possível regresso do “camisola 10”.

Ao que tudo indica, o Benfica irá fazer uma limpeza do plantel no próximo mercado de inverno, sendo que a contratação de um extremo/médio ala passará pelos planos dos dirigentes encarnados.

Nico Gaitán é um jogador perfeitamente familiarizado com a realidade do futebol português, para além de ser um jogador de créditos firmados na História do Sport Lisboa e Benfica.

O argentino conta com 253 jogos oficiais de “águia” ao peito, 41 golos marcados e 88 assistências
Fonte: SL Benfica

Logo, o hipotético regresso de Gaitán viria trazer não só um acréscimo de qualidade às opções de Bruno Lage para a zona intermediária do terreno, como ajudaria a fortalecer o balneário dos encarnados. O argentino já conhece os cantos à casa, pelo que a sua vinda contribuiria para alicerçar a mística encarnada.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

João Pedro Coelho

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

José Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano

SEVILHA, ANDALUZIA- Espanha não tem sido notícia apenas por boas razões nos últimos meses, bem pelo contrário. A queda do governo de Pedro Sánchez está na ordem do dia e tal ‘crise’ justifica-se com vários pontos: alianças políticas que já não estavam a funcionar, aumento do descontentamento da população, salários que não acompanham o custo de vida, crise habitacional que levou a manifestações por todo o território… No entanto, a memória é traiçoeira. Faz-nos pensar que certos acontecimentos já ocorreram há bastante tempo, quando não é bem assim. Quantos se recordam do dia 30 de julho de 2026? Foi nessa data que ocorreu o começo da crise migratória de Ceuta e as consequências da mesma ainda se fazem sentir hoje em dia. 70 mil pessoas oriundas de Marrocos entraram no território a partir do mar durante as 48 horas, provocando uma crise migratória totalmente inesperada. As razões que estiveram na origem desta entrada em massa não são o foco desta análise. A maioria das pessoas teria uma boa índole, procurando o melhor para si e para os seus. Histórias de vida diferentes umas das outras, mas o objetivo comum de atingir a felicidade. No entanto, também existiu o outro lado da moeda: quem procurou o conflito e a criação de um ambiente tóxico.

Ricardo João Lopes · 5 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Quem é o rei da Andaluzia? É o Real Bétis. Ah, bem me parecia!

SEVILHA, ESPANHA- As últimas temporadas permitiram confirmar um novo paradigma no futebol espanhol. A Andaluzia, recheada de históricos por todas as suas províncias, acabou por ver o Real Bétis transformar-se na instituição mais forte da região. O designado de número 1. Há poucas missões mais difíceis que esta. Uma Comunidade Autónoma larga, com cidades com um espólio enorme, não é fácil de dominar. Para isso, os béticos lograram montar um projeto com vários prazos e uma figura central, beneficiando também do mau momento vivido por outras instituições. Ao pensarmos no futebol na Andaluzia, sem dúvida alguma que o Real Bétis é um dos primeiros emblemas que nos vêm à cabeça. No entanto, o Sevilha já foi o Rei da Europa League e é lembrado em primeiro lugar por muitos. Málaga, Granada, Cádiz, Almería, Real Jaén… as preferências dividem-se, como em tudo. Porém, o domínio estabelecido pela instituição do Benito Villamarín é inegável. Vivemos tempos em que o verde e brancos está na moda no sul de Espanha.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.