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Chegámos ao final do ano civil e é necessário analisar quais foram as melhores escolhas de Rui Vitória ao longo do ano. Uma espécie de melhor onze que tivemos com o decorrer da segunda metade da época passada e primeira da presente época, num esquema tático de 4-3-3 – aquele que tem vindo a ser usado pelo Benfica.
O 11 ideal foi escolhido com base nas prestações individuais e coletivas dos jogadores. Não devemos, de forma alguma, deixar de realçar a importância do restante coletivo de jogadores, que, ao longo de 2018, contribuíram direta e indiretamente para os jogos do Sport Lisboa e Benfica.
GUARDA-REDES

Odysseas Vlachodimos – Ao longo deste ano vimos dois guarda-redes a mostrar serviço ao longo do ano: o escolhido e Bruno Varela. A escolha é fácil. Se por um lado vimos o grego a mostrar muita qualidade e a dar descanso aos nossos corações nos lances mais perigosos, Bruno Varela mostrou, ao longo de toda a temporada passada, que não tem qualidade suficiente para defender as cores do SL Benfica de uma forma titular. Odysseas chegou, viu e conquistou o lugar. Precisou de pouco para convencer o técnico e os próprios adeptos de que é um jogador com muitíssima qualidade. A sua tenra idade e a já muita qualidade fazem dele um dos casos sérios deste plantel e uma cara que pode ter uma passagem bem curta pelo clube encarnado.
LATERAL-DIREITO

André Almeida – Quase não existiam opções. Foi escolha regular ao longo de todo o ano. Muitas vezes levado ao esforço por falta de opções ou por opção do treinador. Melhorou ao longo da época, marcou dois golos memoráveis e foi a escolha habitual. Por razões óbvias, é a minha escolha para defesa-direito ideal. É um jogador que não dá mais do que aquilo que se tem visto, muito pela falta de qualidade nos jogadores concorrentes à posição. Precisa de algum treino ofensivo, pois os seus movimentos ainda não são aqueles a que Nelsons Semedos e Maxis Pereiras nos habituaram nos últimos anos ao serviço do SL Benfica.
DEFESA-CENTRAL

Rúben Dias – Que boa surpresa chegou do Seixal. Conquistou o lugar e atirou para o banco o capitão Luisão. Mostrou, no início, alguma insegurança, mas aos poucos elevou a qualidade e tornou-se até internacional A pela Seleção Nacional. É, de caras, a escolha ideal para o lugar de central. Hoje em dia é um dos lideres do balneário, uma cara da Formação e um jogador que sairá a troco de muitos milhões. A corrigir algum aspeto seu, seria apenas a força bruta que usa para disputar lances com os adversários.
DEFESA-CENTRAL

Jardel – Jardel é o novo “Luisão”, isto é, a importância que tem dentro das quatro linhas, seja futebolisticamente falando, seja como líder da equipa, faz dele uma das mais importantes peças deste onze. A idade continua a avançar para Jardel, que até entrou nos trinta, mas a sua presença regular nas escolhas do treinador é mais do que esperada. O Capitão é, sem dúvida, um dos melhores centrais do futebol português, e um jogador que deixa qualquer adepto descansado nas bancadas.
LATERAL-ESQUERDO

Álex Grimaldo – Um pouco semelhante ao caso de André Almeida, e também pela qualidade individual e coletiva que tem, Grimaldo é, sem dúvida alguma, a escolha para defesa-esquerdo. Jogou quase todas as partidas de 2018 e sempre com muita qualidade ofensiva. Defensivamente tem falhas, mas nada de extraordinário. Ao longo do ano, percebemos a dependência que tínhamos em Grimaldo, visto não existir opção nenhuma no banco que ofereça o mesmo bom futebol que o espanhol. Grimaldo é já um caso sério do futebol português e espanhol e podemos perdê-lo num próximo mercado de transferências.
MÉDIO-DEFENSIVO

Ljubomir Fejsa – Já não há palavras para descrever Fejsa. Não dá hipótese a qualquer outro concorrente ao seu lugar. Desculpa, Samaris. Desculpa, Semedo. Desculpa, qualquer outro. Fejsa é um autêntico muro para qualquer adversário. Mostrou, ao longo do ano, que a sua estadia em Lisboa pode ser muito curta, pois a sua qualidade futebolística é procurada por muitos clubes europeus. Corta a bola. Transporta a bola. Passa, com brilhantismo, a bola. Cabeceia a bola. A sua relação com a bola é uma história romântica sem divórcio à vista. A atual crise de resultados do Benfica e a péssima passagem pela UEFA Champions League poderiam ser bem piores se Fejsa não estivesse a contribuir como tem estado para o futebol do SL Benfica.
MÉDIO-CENTRO

Filip Krovinovic – Krovinovic sofreu aquilo que nunca mereceu: uma lesão. Mas a sua lesão não foi suficiente para o tirar desta lista de jogadores. Quando jogou, jogou sempre muito bem. Mostrou ser um jogador com muita qualidade, que se adaptou à posição “oito” com muita rapidez e perfeição. Desapareceu do mapa das escolhas de Rui Vitória quando mais precisávamos dele, mas, quando regressou, regressou cheio de força e com o futebol do costume. Tem um pé direito com muita classe e faz aquilo que tem faltado ao SL Benfica: o médio receber a bola, levantar a cabeça, descobrir linhas de passe e criar jogo.
MÉDIO-CENTRO

Andrija Zivkovic – Desculpa, Pizzi: a presença do sérvio neste meio campo tira-te das opções ideais. Pizzi foi importante no triângulo do meio-campo, mas nunca jogou com uma linha de qualidade constante. Tinha jogos bons e outros em que não se via em lance algum. Por essa razão, e pelo surgimento de Zivkovic, tanto no meio, como na ala, foi o sérvio a minha escolha para ocupar a última vaga de médio ideal do plantel. Zivkovic tem imensa qualidade, tem um pé esquerdo com imensa técnica e teve uma boa e rápida adaptação ao centro do terreno. Quando Krovinovic se lesionou, e com a fraca prestação de João Carvalho, o bombeiro foi o camisola 17 e esteve muito bem em todas as partidas. Tanto a surgir no meio, como a transportar bola para áreas mais laterais em conexão com Grimaldo e o extremo Cervi, foi um jogador importante em 2018.
EXTREMO

Eduardo Salvio/Rafa Silva – É um pouco complicado decidir entre o argentino e o português. Por um lado, Salvio foi a figura que mais vezes jogou, mas, por outro lado, teve um rendimento um pouco casual. Do outro lado, Rafa esteve muitas vezes no banco de suplentes, mas mostrou aos poucos que podia agarrar o onze inicial. Ambos estão longe de render aquilo que se pretende, mas tiveram prestações muito semelhantes, algo que contribui para que seja impossível escolher um deles em detrimento do outro.
EXTREMO

Franco Cervi – Oh, devia ser quem? Digam-me lá. Desde que conquistou o lugar, quase nunca mais o largou. Mostrou sempre boa qualidade futebolista do meio-campo para a frente e também muita qualidade na contribuição defensiva. Não apenas individualmente, mas também coletivamente, mostra imensa química na hora de criar lances de perigo com a equipa. São poucos os aspetos a corrigir no futebol do Cervi e é fácil prever que o seu futuro passa por usar Portugal e o SL Benfica como um trampolim para outros mundos futebolísticos.
PONTA DE LANÇA

Jonas: Jonas será sempre Jonas. Na segunda metade da época passada, teve uma prestação ao nível daquela a que estamos habituados a ver. Esta temporada, fora do período de lesão, foi sem dúvida uma cara sempre em destaque. Seja de cabeça, de pé esquerdo ou direito, Jonas foi a cara da equipa do ano 2018. Um estatuto que não surpreende nenhum adepto.
Texto revisto por: Mariana Coelho
Foto de Capa: SL Benfica









