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Os 5 pontos fortes do FC Porto pelo olhar benfiquista

Bruno Rocha · 4 min

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A temporada está a chegar ao fim, mas antes disso, ainda falta decidir o vencedor da Taça de Portugal. Pois bem, se para o FC Porto vencer a prova rainha do futebol português seria o culminar de uma temporada bastante positiva, para o SL Benfica é a oportunidade de se redimir da desilusão que foi o campeonato.

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Os dragões procuram vencer a Taça que lhes fugiu na temporada transata frente ao Sporting CP. Já as águias procuram terminar a temporada tal como começaram – a ganhar.

Assim, em véspera de mais um dos grandes clássicos, irei apontar cinco pontos fortes do Porto a que o Benfica deveria estar especialmente atento.

5.

O coletivo bastante motivado – Se jogar a final da Taça de Portugal já é motivação que baste para trazer confiança e união a um plantel, jogá-la após ser campeão nacional traz aos portistas ainda mais vontade de vencer. O facto de ser contra o seu maior rival torna este jogo ainda mais importante.

Claro está que o SL Benfica vai a jogo para ganhar, como sempre, mas pela frente vai encontrar um adversário muito motivado pelas suas conquistas recentes – ainda mais se tivermos em atenção a forma como venceram o campeonato! Recuperaram toda a desvantagem que tinham para o SL Benfica (8 pontos a dada altura) e terminaram a temporada com mais cinco pontos do que o segundo classificado.

O coletivo dos dragões está mais forte e motivado do que nunca, e esse é um fator que pode pesar no jogo deste sábado.

4.

A profundidade e verticalidade da equipa – O Futebol Clube do Porto é uma equipa bastante perigosa em fase de transição. E fá-lo muito bem, sobretudo dada a profundidade que os seus avançados conferem ao jogo.

Tendo no plantel avançados rápidos e ágeis, Sérgio Conceição utiliza isso em prol da equipa e coloca, em várias situações de jogo, o adversário em posição de perigo. Moussa Marega é o nome a ter mais em atenção, pois o maliano é extremamente rápido e pode ser decisivo neste clássico. Também Fábio Silva e Tiquinho Soares são nomes a ter em atenção na ofensiva azul e branca.

Assim, o FC Porto incute no seu jogo, muitas vezes, mais verticalidade, fazendo com que os médios aproveitem a rapidez dos homens que estão à sua frente.

3.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Solidez defensiva – O FCPorto não só não demonstra ter grandes problemas no ataque, como não tem também qualquer tipo de preocupações na defesa.

No campeonato, os nortenhos foram o melhor ataque e a melhor defesa, com 22 golos sofridos. Pois bem, a verdade é que a equipa da cidade Invicta é bastante sólida defensivamente, muito por culpa da experiência do seu central Pepe.

No entanto, Pepe, o líder da linha mais recuada dos dragões, não é o único responsável pelo sucesso da equipa a nível defensivo. O seu companheiro do eixo central, Mbemba, e os laterais Alex Telles e Manafá também merecem crédito (sobretudo Alex Telles. Que jogador!).

2.

As individualidades do plantel do FC Porto – Sérgio Conceição tem um plantel motivado e unido e jogadores capazes de decidir jogos sozinhos.

Jesus Corona tem vindo a subir de rendimento. É um jogador imprevisível que a qualquer momento pode tirar um coelho da cartola, ou seja, consegue descompensar a defesa encarnada sozinho e atrair para si as atenções, soltando os seus companheiros de equipa.

Por sua vez, muita atenção a Alex Telles – aquele que é, para mim, o melhor jogador no plantel do FC Porto. Um lateral que não tem medo de subir para zonas mais avançadas do terreno é sempre perigoso. A destreza ofensiva do brasileiro aliada à sua capacidade inegável de cruzar bolas para o coração da área tornam-no num dos jogadores a ter mais em conta. Já para não falar das bolas paradas. Repito, que jogador!

Poderia ainda falar de Pepe e Danilo, que são jogadores que, de uma forma ou de outra, podem mudar o curso do jogo.

1.

Bolas paradas – Não há sequer margem para dúvidas! O Futebol Clube do Porto é especialmente letal neste aspeto do jogo. No total foram 35(!) os golos de bola parada marcados pelos dragões nesta temporada só no campeonato, quase metade dos seus golos totais (74).

São números impressionantes e, ao que parece, o laboratório de Sérgio Conceição trabalha muito bem este tipo de situações.

A grande capacidade de transformar bolas paradas em golos é (ou deveria ser) uma das grandes preocupações dos encarnados, até porque pode ser um dos aspetos a decidir este jogo.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Bruno Rocha

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