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SL Benfica 1-0 BvB Dortmund: A sorte misturada com a inteligência

João Neves · 3 min

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O Estádio da Luz recebeu esta noite a primeira mão dos Oitavos de final da UEFA Champions League entre o Benfica e o Dortmund. No encontro em que Luisão completou os 500 jogos de águia ao peito, o Estádio da Luz encheu-se para ver o grande duelo que colocou frente e a frente o vencedor do grupo F, a equipa de Tuchel e o vice vencedor do grupo B, a equipa de Rui Vitória.

O Benfica entrou em campo com o seu habitual 4-4-2 com Rafa Silva a ser a novidade no 11 inicial. O polivalente português entrou para o lugar de Jonas jogando nas costas de Mitroglou. O Dortmund entrou em campo com uma equipa rechegada de jogadores defensivos e com escolhas suficientes para mudar o sistema tático ao longo da partida. Nota para a presença do campeão europeu Raphael Guerreiro no 11 dos alemães.

O jogo iniciou-se com as equipas muito trancadas no meio do terreno, mas com equipa da Luz a ter a primeira jogada de perigo. Nelson Semedo voltou a dar espetáculo e a mostrar trabalho ofensivo ganhando um canto logo aos 2 minutos. Os primeiros 10 minutos deu para perceber claramente que o Dortmund entrou em campo para jogar em contra-ataque apostando nas flechas de ataque, Reus, Dembélé e Aubameyang. O avançado do Dortmund acabou por “borrar a escrita toda” ao falhar uma oportunidade de golo clara em frente a Ederson aos 10 minutos de jogo. Surgia assim a primeira oportunidade de golo para os visitantes. Contudo os minutos iniciais foram diferentes dos restantes. O Dortmund começou a mostrar trabalho com a sua tática (3-4-3) ao ganhar mais de metade da posse de bola da primeira parte apostando no jogo de passe e deixando a equipa do Benfica fechada na defesa aguardando uma oportunidade de contra-ataque.

A segunda metade do encontro iniciou-se com uma substituição. Carrillo deu o lugar ao reforço de inverno, Filipe Augusto, optando Rui Vitória por adicionar um jogador ao meio campo da equipa benfiquista. Este recomeço de encontro ficou marcado por uma avalanche de bola dos encarnados acabando por abrir o marcador ao minuto 47. Após canto de Pizzi, Luisão participa na jogada, mas é o grego, camisola 11, Mitroglou, que finaliza a jogada e marca o primeiro do jogo. A acompanhar este golo do Benfica, a Luz entrou em erupção e o Inferno chegou ao encontro da Champions. A resposta surgiu imediatamente com os alemães a apostarem no seu futebol ofensivo. A resposta foi tal que, ao minuto 57, o Inferno da Luz sentou-se para ver uma grande penalidade do Dortmund. Contudo, o silencio transformou-se em euforia pois Ederson, gigante guarda-redes do Benfica, defendeu um remate potentíssimo de Aubameyang. Segundo penalti defendido pelo camisola 1, neste edição da Champions e que levou consequentemente ao delírio dos adeptos. A partir deste momento, notou-se claramente que o Benfica passou a jogar em 4-5-1, optando por aumentar o número de elementos no meio campo. Os restantes minutos ficaram marcados pelo regresso do futebol de posse do Dortmund com o Benfica a tentar o mesmo sempre que tinha o esférico. Estes momentos de jogo obrigaram o Benfica a baixar muito as suas linhas fazendo com que os extremos, Salvio e Cervi (acabou por entrar) acabassem por ser autênticos defesas laterais ofensivos. O jogo começou a aproximar-se do fim e a pressão do Dortmund intensificou-se devido às substituições da equipa alemã. Do lado do Benfica, salvou o muro amarelo, nada mais nada menos que Ederson, a parar todas as bolas que viessem a caminho da baliza norte da Luz até ao minuto 90.

Em resumo, foi um encontro com diversos momentos de jogo, onde o Dortmund apresentou-se como uma equipa de posse mas teve o azar de ter pela frente um Benfica com ideias bem definidas (ao nível defensivo). Do lado dos vencedores, o Benfica surgiu em campo com a lição bem estudada e com o principal objetivo de vencer sem sofrer golos. Que venha a segunda mão!

A FIGURA

Fonte: Facebook Oficial de Ederson
Fonte: Facebook Oficial de Ederson

Ederson – Desculpa, Luisão. Queria que fosses tu mas… O Ederson merece mais este troféu. O guarda-redes brasileiro mostrou todo o seu talento ao ser decisivo em defender diversos remates, incluído a grande penalidade durante a segunda parte. Não há duvidas que é um dos melhores da Europa e provou que está preparado para voos mais altos.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Carillo – O peruano acabou por sair ao intervalo e do pouco que fez no encontro, esteve longe da exibição da última jornada. Nota-se uma clara falta de forma do jogador, sendo útil em momentos de contra-ataque devido à sua velocidade.

João Neves

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