O Sport Lisboa e Benfica tem aproveitado a abertura de mercado para reforçar o seu plantel com o intuito de atacar a nova temporada. Recentemente aterrou em Lisboa Soualiho Meité, médio centro de 27 anos proveniente do Torino FC, ainda que na temporada transata tenha jogado pelo AC Milan.

Internacional pelas camadas jovens gaulesas, Meité chega à Luz para o miolo encarnado, podendo atuar tanto na posição “6” como na posição “8”, pese embora não tenha uma qualidade de excelência em ambas. Não deixando de ser um bom jogador, chega para terrenos ocupados por Weigl e João Mário/Pizzi, respetivamente, e será difícil ganhar um lugar no onze inicial.

Meité chega, creio, para ser médio defensivo e é um jogador de passada larga, que recupera a sua posição defensiva rapidamente e com capacidade de se impor fisicamente. No entanto, tem um concorrente a altura no plantel, um jogador que foi, inclusive, um dos melhores do Sport Lisboa e Benfica na temporada passada.

Quando comparado a Weigl, Meité é claramente inferior em posse e com pior capacidade de decisão no transição para o plano ofensivo, até porque tem mais dificuldade em jogar sob pressão e em espaços curtos. Em terrenos mais subidos, o médio peca pela falta de criatividade no último terço.

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Julgo que a contratação de Meité não faz muito sentido quando se tem Florentino no plantel. E se era uma alternativa a Al Musrati, fica muito a desejar. João Mário parece ser a opção de Jorge Jesus para a posição “8” e a alternativa passará sempre por Pizzi ou Taarabt e nunca por Meité, daí considerar a vinda do ex-Torino FC desnecessária.


Contudo, há uma alternativa que coloca Meité como uma contratação viável e seria apenas se o SL Benfica pretender jogar com um meio-campo a três. Num esquema tático 4x3x3, com Weigl e Meité a jogar nas costas de João Mário, a equipa teria mais soluções defensivas, mas colocariam outros problemas para o técnico encarnado, tais como o elevado número de jogadores disponíveis para a frente de ataque que ficariam sem espaço.

Jogadores como Chiquinho e até mesmo Waldschmidt, que não são pontas de lança, mas sim segundo avançados, ficariam sem lugar na equipa e não teriam grandes hipóteses para jogar. Também Haris Seferovic, Rodrigo Pinho, Darwin Nunez, Carlos Vinícius e Gonçalo Ramos estariam todos a lutar por um lugar, o que não se torna viável.

Um meio-campo a três poderia funcionar, até porque daria continuidade ao esquema tático utilizado na formação e que traria mais facilidade de adaptação aos jovens que sobem à primeira equipa encarnada, no entanto, quando analisados os jogadores que estão na equipa principal, torna-se praticamente impossível implementar-se este modelo de jogo.

Falou-se, durante muito tempo, do interesse do Sport Lisboa e Benfica em Al Musrati, do Sporting Clube de Braga e se Soualiho Meité chegou como seu substituto, os encarnados ficaram claramente a perder. O líbio é muito mais jogador, para além de ter como vantagem o conhecimento que tem pela Primeira Liga.

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