Última hora2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica
Publicidade

Um novo mercado a explorar | SL Benfica

Tiago Serrano · 3 min

Um novo mercado
Foto: Carlos Silva/ Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Benfica

Achas que os encarnados deveriam virar as atenções para o norte da Europa?

 

O mercado de transferências do Benfica que acabou de terminar destacou-se por uma particularidade no mínimo, curiosa. O Sport Lisboa e Benfica contratou um total de nove jogadores neste mercado, de oito nacionalidades diferentes.

Entre estas nacionalidades, destacam-se algumas com as quais o Benfica não tem um grande historial de jogadores que deixassem marca no clube, entre as quais, as nacionalidades norueguesa e dinamarquesa.

O Benfica contratou o lateral-direito internacional dinamarquês Alexander Bah e o médio internacional norueguês Fredrik Aursnes, dois jogadores oriundos de países com os quais o Benfica não tem um grande historial de jogadores, mas que defendo que o Benfica deveria explorar mais.

Nos anos 80, quando os sócios do Benfica já tinham aprovado em Assembleia Geral a contratação de jogadores estrangeiros, o Benfica viria a criar e a desenvolver uma tradição em jogadores suecos, com jogadores como Grenn Stromberg, Mats Magnusson, Jonas Thers e Stefan Schwartz.

Nesse mesmo período, um dinamarquês também deixaria a sua marca no clube encarnado. O ponta-de-lança Michael Manniche jogou de águia ao peito entre 1983 e 1987, e sagrar-se-ia no melhor marcador estrangeiro da história do Benfica, sendo posteriormente superado por Mats Magnusson. No entanto, mais nenhum dinamarquês deixaria a sua marca de águia ao peito.

Antes de Aursnes, o ponta-de-lança Azar Karadas seria o único futebolista norueguês a jogar oficialmente pelo Sport Lisboa e Benfica, na temporada 2004/2005. Apesar de não ter deixado muitas saudades entre os adeptos encarnados, o norueguês sairia do Benfica com um campeonato no currículo.

Voltando a falar nos jogadores recém-contratados Alexander Bah e Fredrik Aursnes, estes já não se encontravam a jogar nos seus respectivos países de origem. No entanto creio que estas duas contratações deveriam servir de abre-olhos para o Benfica começar a explorar outros mercados.

Nos últimos anos, os campeonatos do norte da Europa têm se vindo a revelar como autênticos viveiros de jovens talentos, nos quais vários clubes e jogadores se têm destacado.

Na Dinamarca, clubes como o Midtjylland e o Nordsjaelland têm se destacado pelo seu trabalho a potenciar jovens jogadores. Na Noruega, o Bodo/Glimt tem causado sensação quer no seu país, quer na Europa. Na Suécia, também tem havido vários jovens a destacaram-se em vários clubes.

Há muito tempo que defendo que o Benfica deveria apostar em talentos oriundos de campeonatos periféricos do futebol europeu. E, visto que um mercado tradicional como o sul-americano está a ficar cada vez mais concorrido e inflacionado, o mercado nórdico torna-se num alvo bastante apetecível para o Benfica recrutar prospects a preços acessíveis.

Tiago Serrano

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Benfica

2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.