Publicidade

Um recomeço construído por Lage

Daniel Oliveira · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Bruno Lage é um trienador que subiu da formação para a equipa principal. É um treinador que gosta de liderar os mais jovens, que já os trabalhou e que confia na sua qualidade. Bruno Lage é um treinador que não tem receio de arriscar, de apostar num jogador que tal justifique nos treinos. É um treinador que traz novas ideias, que traz um novo oxigénio ao balneário do Sport Lisboa e Benfica.
Em três meses, já podemos falar dos jovens Ferro, Florentino, Félix e Jota. Mas Lage traz-nos mais que a aposta no maravilhoso produto que há no Seixal. Samaris, Gabriel e até Taarabt. Isto para não falar de um verdeiro Haris Seferovic.

Bruno Lage merece a oportunidade de criar o seu plantel. De explorar as suas ideias. De testar, arriscar, apostar, gerir e determinar.

Esta época está agora no seu pico, a cheirar a meta. Contudo, somos já obrigados a olhar para aquela que se segue, até porque já temos informações sobre viagens de pré-temporada que o SL Benfica irá fazer.
Sabemos que, no início de julho, os jogadores irão chegar a conta-gotas. Depois, teremos um final de julho com viagens e jogos pelos Estados Unidos – Califórnia, para defrontar o Chivas, New Jersey, para defrontar a Roma e Massachusetts, para defrontar o Milan. E, se por acaso o SL Benfica terminar esta época em 2º lugar, então irá começar a próxima no início de agosto.

Bruno Lage é um treinador que não tem receio de arriscar, de apostar num jogador que o justifique nos treinos.
Fonte: SL Benfica

Penso que Lage merecia outro tipo de pré-época. E sei que o melhor para a equipa é poder ser devidamente construída e preparada por um treinador como ele.

Idealizaria sempre um mês de julho repartido entre dois estágios. Primeiro no Seixal, para marcar o regresso ao trabalho, o treino físico, a integração de jogadores e a observação de todos aqueles que têm no SL Benfica o seu clube mãe. De seguida, um estágio em Inglaterra ou na Suíça, fechado em benfiquismo e recheado de amigáveis bem competitivos. Este já seria mais focado nos processos da equipa e na definição mais clara do plantel. Começar no Seixal com 50, arrancar o segundo estágio com 35 e voltar a Lisboa com 23/25.
Assim, o atual treinador do SL Benfica teria todo o tempo e para explorar aquilo que temos nos Júniores, nos Sub23, na B, emprestados, no atual plantel e ainda aqueles que o  mercado nos proporcionar.

Já sabemos que não será assim. Mas irá Bruno Lage ter as condições que merece para criar o seu Benfica?

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

Daniel Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.