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Boavista FC 2-0 FC Arouca: Panteras de garras afiadas

Daniel Dantas · 2 min

Boavista FC 2-0 FC Arouca: Panteras de garras afiadas

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Cabeçalho Futebol Nacional

A FIGURA

Fonte: Boavista FC
Fonte: Boavista FC

Lucas Tagliapietra – O central, que rubricou uma exibição extremamente segura, ganhando diversos duelos aéreos e fazendo interseções de elevado grau de dificuldade, teve na cabeça o golo da tranquilidade da formação axadrezada. Com abordagens aos lances de fazer esquecer Paulo Vinícius, Lucas tem todas as condições para assumir a titularidade e fazer par com Henrique durante toda a época.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: Boavista FC
Fonte: Boavista FC

Anderson Carvalho – Apesar de ter participado ativamente e de forma criteriosa, quer na manobra ofensiva, quer na manobra defensiva da equipa orientada por Erwin Sánchez, o brasileiro parece não ter assimilado totalmente a sua posição neste novo sistema tático de 4-2-3-1.

O Estádio do Bessa Século XXI foi, numa tarde intermitentemente ensolarada, o palco do encontro entre Boavista e Arouca a contar para a primeira jornada da Liga NOS.

Perante um Arouca com um maior ritmo competitivo, decorrente da sua participação em duas partidas do playoff da Liga Europa frente aos holandeses do Heracles, o Boavista entrou de modo pujante e pressionante, manifestando um ascendente que culminou, ao minuto 5, num golo de Idris. O médio senegalês dominou um lançamento de linha lateral da autoria de Tiago Mesquita e fez um chapéu com régua e esquadro ao guarda-redes Rafael Bracalli.

A reação dos arouquenses não tardou e, dois minutos depois, Walter Gonzaléz cabeceou à trave da baliza defendida por Mika. No entanto, o caudal ofensivo do Arouca não se estendeu por muito tempo e o Boavista viria mesmo a dilatar a vantagem, aos 24 minutos, por intermédio de Lucas, após um livre de Renato Santos.

A formação de Lito Vidigal tinha sofrido unicamente dois golos no total das partidas que antecederam este jogo e, pouco familiarizado com tal situação, o técnico retirou o extremo Zequinha, colocando outro ponta de lança, o equatoriano Marlon de Jesús.

Na reta final da primeira parte e na parte inicial da segunda metade, o Arouca aproveitou o desgaste acusado por alguns jogadores axadrezados, explorou as fragilidades do corredor esquerdo das panteras e vivenciou períodos de alguma ineficácia, criando boas oportunidades de golo protagonizadas por Walter Gonzaléz e por Marlon de Jesús, os mais inconformados dos azuis e amarelos.

Num jogo que permaneceu atrativo até ao fim, o Boavista dispôs ainda de três oportunidades para chegar ao terceiro golo, através de Talocha, Fábio Espinho e Digas, que agitou prontamente o ataque a partir da sua entrada.

A nível de arbitragem, Bruno Paixão ajuizou incorrectamente um golo invalidado por suposto fora de jogo de Fábio Espinho (47 minutos), ficando igualmente um penálti por assinalar para cada uma das equipas – o primeiro sobre Schembri (52 minutos) e o segundo a favor dos arouquenses, consequência do momento em que Anderson Carvalho toca no esférico com o braço (64 minutos).

Foto de Capa: Boavista FC

Daniel Dantas

Redação Bola na Rede · ver artigos

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