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Foi preciso suar muito… mas o objectivo foi cumprido. Ao derrotar a Oliveirense, a Académica conseguiu completar o ciclo de quatro jogos em casa com um pleno de vitórias, acrescentando, a este sequência, uma série de 5 triunfos consecutivos que dão uma nova vida à Briosa na luta pela subida.
A Oliveirense, moralizada após dois jogos sem perder, entrou destemida no Estádio Cidade de Coimbra e, beneficiando de alguma passividade do meio-campo dos estudantes, foi conseguindo gerar volume de jogo junto da baliza de Peçanha. Porém, as transições ofensivas dos visitados terminavam sempre num ou noutro erro de definição da jogada.
A Académica tentava responder, mas obtinha o mesmo resultado que o seu adversário em ermos de oportunidades criadas – zero – embora, neste particular, haja a revelar a boa organização ofensiva da equipa orientada por Pedro Miguel.
Perante este contexto, João Alves decidiu mexer na primeira parte, fazendo entrar Djoussé para o lugar de Guima, colocando a Académica num 4x4x2 mais declarado, com o camaronês a juntar-se a Hugo Almeida na frente de ataque. Os resultados práticos, porém, foram os mesmos, e o nulo (em golos e oportunidades) arrastou-se até ao intervalo.

Fonte: Bola na Rede
O segundo tempo manteve-se imaculado no que a lances perigosos diz respeito, mas houve uma tendência crescente de pressão academista (Djoussé foi encostado à esquerda, Júnior Sena atuou como apoio a Hugo Almeida e a equipa passou a construir de forma mais consistente) sobre o reduto da Oliveirense e foi durante o pico deste período que os estudantes chegaram ao golo, à passagem da hora de jogo – após canto batido por Júnior Sena, Djoussé saltou mais alto que toda a gente e cabeceou de forma letal para o 1-0.
O golo mudou o jogo para melhor. Pedro Miguel ordenou que a sua Oliveirense alargasse a frente de ataque com a integração dos laterais e soltou o meio-campo. Expôs-se ao risco, é verdade, mas teve de o fazer em busca dos pontos. As oportunidades de maior perigo, contudo, pertenceram à Académica, com Hugo Almeida (de cabeça ao lado) e Júnior Sena (remate a rasar a barra) a cheirar o golo na conclusão de transições ofensivas bem gizadas pelos estudantes.
A Oliveirense estava mais permeável e não era capaz de definir tão bem no último terço. Mas isso mudou com as entradas de Bouldini e Diogo Valente, que assumiram um papel relevante na construção ofensiva. O segundo, por exemplo, esteve pertíssimo de colocar um amargo de boca a um público ao qual já deu muitas alegrias, num ataque trabalhado por Fati e Agdon. A bola saiu a rasar o poste direito da baliza de Peçanha, num lance que foi uma espécie de canto do cisne da Oliveirense.
Depois de ter travado Arouca e Penafiel nas jornadas anteriores, a Oliveirense vendeu cara a derrota frente a Académica e pode-se dizer que a turma de Oliveira de Azeméis sai de Coimbra com a consolação (se é que existe) de uma vitória moral.
Pedro Machado
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
ACADÉMICA OAF: Peçanha, Traquina, Yuri, Zé Castro, Mike; Ricardo Dias, Guima (Djoussé 32’), Reko, Júnior Sena; Romário Baldé (Jean Filipe 77’) e Hugo Almeida (Saldanha 83’);
UD Oliveirense: Kadu, Diogo Sousa, Sérgio, Wellington, Ricardo Tavares (Diogo Valente 82’); Sérgio Ribeiro (Bouldini 74’), Filipe Gonçalves, Paraíba (Boukassi 63’), Diogo Clemente, Fati; Agdon.
A FIGURA

Donald Djousse – Começou no banco mas ainda foi a tempo de resolver. Substitui Guima ainda na primeira parte jogando, numa primeira instância ao lado de Hugo Almeida. Na segunda parte foi encostado à esquerda, indo Junior Sena para o meio, e foi aí, que conseguiu criar mais dificuldades á defesa contrária . Marca o golo da vitória na sequência de um canto, sendo também muito importante nos momentos de aflicação da Académica, segurando a bola e deixando a equipa respirar.
O FORA DE JOGO

Guima – Substituído à passagem da meia hora por Djousse numa alteração estratégica de João Alves, tendo deslocado Reko para o meio para fazer parelha com Ricardo Dias. No pouco tempo que esteve em campo, apesar de não ter comprometido, não se mostrou particularmente inspirado e não conseguiu continuar na senda de boas exibições que vinha realizado nas últimas partidas.
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
BnR – Depois de travar Arouca e Penafiel, a Oliveirense consegue uma boa exibição em Coimbra. A equipa já está a atignir o potencial que idealiza?
Pedro Miguel – Achamos que a equipa precisa de duas vitorias seguidas, para ficar mais tranquila. Nós jogámos bem, mas não conseguimos aliar o resultado à exibição. Tem-nos faltado o golo, a equipa tem tido dificuldades para concretizar.
BnR – Djoussé e Hugo Almeida coincidiram em campo a partir dos 32 minutos. É uma opção futura a ter em conta?
João Alves – É uma opção a ter em conta, sim. Mas não nos podemos esquecer que são os dois avançados disponíveis e eu gosto de estar sempre preparado para mexer no jogo. Devo dizer que fiquei muito contente com o rendimento do Djoussé na esquerda e acho que é possível conjugar os dois jogadores ao mesmo tempo. É mais uma boa opção que se levantou para nós.











