Publicidade

Ano Novo… Presidente novo

Inês Marques Santos · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O ano mudou, mas a data no calendário não foi a única coisa que se alterou nos últimos tempos para os lados do Porto. O Boavista FC tem um novo presidente: Vítor Murta, advogado de 43 anos, que já ajudou o Boavista em tribunal e também já estava inserido na sua estrutura desde 2013, ano em que passou a ser o braço direito de João Loureiro – antigo líder do Boavista FC.

O atual presidente do Boavista falou aos sócios logo após a tomada de posse, com um discurso pessoal, sentido e, na minha opinião, muito inteligente. Como qualquer líder o deve fazer, Vítor Murta começou por focar o seu discurso nos adeptos e na família boavisteira. Depois da descida de divisão, o Boavista perdeu muitos dos seus apoiantes e é isso mesmo que o presidente quer recuperar. Por palavras do próprio, “queremos recuperar o Boavistão”.

Depois do período negro dos axadrezados, o Boavista está estabilizado no primeiro escalão de Futebol Nacional e cumpre agora a quinta temporada consecutiva no mesmo. E agora pergunto eu: depois de ter a casa arrumada e estável, está na hora de pensar um pouco mais alto? Eu acho que sim, e dá-me ideia que os objetivos para o mandato de Vítor Murta passam muito por aí: unir a massa associativa e atingir objetivos mais altos.

Vítor Murta tomou posse dia 29 de dezembro de 2018
Fonte: Boavista FC

O Boavista é uma das pouquíssimas exceções à regra, e os seus adeptos podem orgulhar-se de dizer que já foram campeões nacionais. Hoje em dia, essa é uma realidade muito mais difícil de alcançar do que aquilo que era na altura, quer pela diferença ainda maior de recursos, quer pela forma ridiculamente formatada como este campeonato está montado: com foco primordial nos três grandes. Mas acredito que é possível o Boavista sonhar com lugares mais cimeiros do que o oitavo lugar da época passada, por exemplo.

Do pouquíssimo que vimos de Vítor Murta enquanto presidente, ou seja, apenas declarações, conseguimos perceber que o objetivo primordial é elevar o nome do Boavista e trazer os adeptos de volta ao estádio e à vida do clube. Parece-me um homem de pulso firme e ambicioso, caraterísticas essenciais num presidente que quer levar o seu clube mais além. E é por isso mesmo que vejo esta mudança com bons olhos e acredito que pode vir a ser muito benéfica para as panteras. Resta-nos esperar para ver…

 

Foto de Capa: Bola na Rede

Inês Marques Santos

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.