Última horaJosé Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano
Publicidade

5 jogadores em Portugal que podem trocar de clube

Gabriel Henriques Reis · 4 min

Ryan Gauld jogador
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O mercado de transferências costuma ser, pelo menos historicamente, muito mexido e animado. Mas se há setor em que a pandemia causou estragos, foi precisamente neste. Ainda que com o normal movimento entre clubes, as mudanças têm sido tímidas e sem grandes rombos nos habituais orçamentos.

Com a época já retomada, existem ainda alguns jogadores em Portugal, fora dos denominados “três grandes”, que procuraram colocação ou outro rumo na carreira. Entre jogadores que, muito graças às excelentes épocas que somaram, viram transferências aparentemente previsíveis acabar por não acontecer e jogadores que desceram de divisão com as respetivas equipas, eis uma lista de atletas que ainda podem mudar de clube no nosso país.

5.

Francisco Geraldes – O médio do Rio Ave FC terá já, aparentemente, o destino traçado, mas enquanto não for confirmado por nenhum clube irá entrar nesta lista. Foi com grande surpresa que o clube vila-condense desceu à Segunda Liga. E com maior surpresa se olham para nomes deste conjunto. Francisco Geraldes é um deles, ele que ainda há bem pouco tempo era aclamado pelos adeptos leoninos como um dos grandes valores da formação do Sporting CP. O futuro de Geraldes deverá passar, inevitavelmente, pela Primeira Liga, resta saber onde.

4.

Carlos Mané – De Vila do Conde chega mais um jogador com tremendo potencial de Primeira Liga. Ver Carlos Mané na Segunda Liga é, pelo menos para mim, um enorme sacrilégio. Não que seja algo de novo. A carreira do extremo português tem sido marcada por constante sacrifício e luta. Chegou a ser opção regular no Sporting CP, de onde acabou por sair para jogar na Alemanha, e mais tarde voltou ao futebol português pela porta do clube nortenho. Não sei bem qual será o destino, mas espero que passe por outras andanças. Aos 27 anos, o extremo merece algo bastante melhor, sem retirar valor ao Rio Ave FC e à Segunda Liga, como é evidente.

3.

Hidemasa Morita – O CD Santa Clara foi uma das agradáveis surpresas da Primeira Liga na temporada transata. E quando uma equipa dá nas vistas, é inevitável que também alguns jogadores o façam. Foi o caso de Hidemasa Morita ou Carlos Júnior. O médio e o avançado parecem de malas feitas e é com algum choque que recebo a notícia de que o destino não será a Primeira Liga Portuguesa. Ainda que não tenha havido anúncio oficial, os jogadores parecem partir para a Arábia… Que não passem de rumores e clubes portugueses com outras ambições “abram os olhos”.

2.

Stephen Eustáquio – Confesso que por esta altura já esperava ver Stephen Eustáquio, médio naturalizado canadiano, a representar um “grande”. A bem dizer, já o esperava há alguns anos, quando o jogador se destacou em Chaves e mereceu até a chamada à Seleção de sub-21 portuguesa. As estranhas decisões de carreira e a grave lesão no Cruz Azul FC adiaram aquilo que se apontava já como algo previsível: destaque no futebol português. O FC Porto surgiu como possível interessado, mas nunca se confirmou a transferência na sua totalidade. Se a estrondosa época realizada pelo FC Paços de Ferreira não foi suficiente, ele cá estará para realizar uma nova, seja onde for.

1.

Ryan Gauld – A carreira do baixinho jogador escocês podia ser caso de estudo. Passou de “promessa” a flop no Sporting CP numa questão de anos. Quando foi finalmente libertado, brilhou em Faro, pelo SC Farense, na Segunda Liga. Já na Primeira Liga, ainda pelo mesmo clube, voltou novamente a brilhar. Ainda assim, a falta de brilho coletivo parece ter abafado a qualidade individual, que parece agora encaminhar-se para a Liga Norte-americana. Pior será se pensarmos na quantidade de clubes de Primeira Liga a precisar de um médio destas características. Que nunca mais nos queixemos de falta de opções de qualidade no nosso campeonato.

Gabriel Henriques Reis

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

José Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano

SEVILHA, ANDALUZIA- Espanha não tem sido notícia apenas por boas razões nos últimos meses, bem pelo contrário. A queda do governo de Pedro Sánchez está na ordem do dia e tal ‘crise’ justifica-se com vários pontos: alianças políticas que já não estavam a funcionar, aumento do descontentamento da população, salários que não acompanham o custo de vida, crise habitacional que levou a manifestações por todo o território… No entanto, a memória é traiçoeira. Faz-nos pensar que certos acontecimentos já ocorreram há bastante tempo, quando não é bem assim. Quantos se recordam do dia 30 de julho de 2026? Foi nessa data que ocorreu o começo da crise migratória de Ceuta e as consequências da mesma ainda se fazem sentir hoje em dia. 70 mil pessoas oriundas de Marrocos entraram no território a partir do mar durante as 48 horas, provocando uma crise migratória totalmente inesperada. As razões que estiveram na origem desta entrada em massa não são o foco desta análise. A maioria das pessoas teria uma boa índole, procurando o melhor para si e para os seus. Histórias de vida diferentes umas das outras, mas o objetivo comum de atingir a felicidade. No entanto, também existiu o outro lado da moeda: quem procurou o conflito e a criação de um ambiente tóxico.

Ricardo João Lopes · 5 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Quem é o rei da Andaluzia? É o Real Bétis. Ah, bem me parecia!

SEVILHA, ESPANHA- As últimas temporadas permitiram confirmar um novo paradigma no futebol espanhol. A Andaluzia, recheada de históricos por todas as suas províncias, acabou por ver o Real Bétis transformar-se na instituição mais forte da região. O designado de número 1. Há poucas missões mais difíceis que esta. Uma Comunidade Autónoma larga, com cidades com um espólio enorme, não é fácil de dominar. Para isso, os béticos lograram montar um projeto com vários prazos e uma figura central, beneficiando também do mau momento vivido por outras instituições. Ao pensarmos no futebol na Andaluzia, sem dúvida alguma que o Real Bétis é um dos primeiros emblemas que nos vêm à cabeça. No entanto, o Sevilha já foi o Rei da Europa League e é lembrado em primeiro lugar por muitos. Málaga, Granada, Cádiz, Almería, Real Jaén… as preferências dividem-se, como em tudo. Porém, o domínio estabelecido pela instituição do Benito Villamarín é inegável. Vivemos tempos em que o verde e brancos está na moda no sul de Espanha.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.