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O SC Braga tem tido um arranque de segunda metade da Primeira Liga Portuguesa – chamemos-lhe assim – complicado e até já houve demissão de Custódio, o treinador que tomou conta das rédeas após a saída de Ruben Amorim para o Sporting CP.
Derrotas contra Rio Ave FC, CD Santa Clara e Boavista FC, empate contra o FC Famalicão e, por fim, três pontos contra o Vitória SC. Um percurso longe de estar brilhante depois da pandemia e que não se antecipava de forma alguma. É certo, nenhum treinador deve gostar de manter o estilo de jogo do seu antecessor sem lhe dar o seu cunho pessoal e apesar de ter corrido tudo muitíssimo bem a Ruben Amorim, há que implementar a sua ideia de jogo.
Em primeiro lugar, não nos podemos esquecer que os clubes contra os quais os bracarenses jogaram são conhecidos por dar boas réplicas aos seus adversários. Parece que estou a tentar desresponsabilizar Custódio pelos maus resultados, porque em condições normais, o SC Braga venceria os seus oponentes.
FC Famalicão e CD Santa Clara fora de casa são equipas dificílimas, que fazem mais do que só defender, tentam ganhar e ser superiores. Já o jogo com o Boavista FC, em casa, creio que podia ter sido vencido com relativa facilidade e considero esse o grande pecado de Custódio.
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— SC Braga (@SCBragaOficial) June 30, 2020
Muitas mexidas no onze inicial – Adaptar uma equipa a um novo esquema tático não deve ser nada fácil, principalmente quando o que estava a ser utilizado corria bem. Quando se muda de treinador durante uma época e este traz novas ideias, normalmente isso acontece porque os dirigentes não estavam satisfeitos com o seu trabalho, daí o impacto das “chicotadas psicológicas” muitas vezes ser positivo.
No caso do SC Braga não foi isso que aconteceu e Custódio chega depois de um trabalho formidável de Ruben Amorim, pelo que implementar a sua estratégia em cima de algo que já estava bem, não o beneficiou. Creio que o treinador queria colocar a equipa a jogar num 4-4-2 mais clássico, com um seis e um oito, dois médios-alas, dois defesas-laterais… enfim, diferente do que fazia – na grande maioria das vezes – o atual treinador do Sporting CP.
Para além disso, considero que ter sido um período onde Custódio fez alguns testes, para tentar perceber quem é que lhe daria mais garantias. Jogou com três defesas em 3-5-2, em 4-3-3 e em 4-4-2. André Horta para si é mais “escolha”, e começou a introduzir também Rolando (que estava sem ritmo).
Onze “tipo” que havia por ser o preferido de Custódio: Matheus, Sequeira, Bruno Viana, Rolando, Esgaio, Fransérgio, André Horta (ou Palhinha), Galeno, Trincão, Ricardo Horta e Paulinho.
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Falta de concretização e defesa mais permeável – Por outro lado, intimamente ligado com o que disse acima, a equipa demonstrou falta de capacidade para criar oportunidades contra equipas mais “fechadas” (Boavista FC) e muita permeabilidade defensiva contra quem lhe podia causar mais problemas (todos os outros casos).
Paulinho como homem de área e Ricardo Horta atrás dele a fazer, por exemplo, o que João Félix fez na época passada com Bruno Lage, e André Horta a dar a criatividade necessária para ligar defesa e ataque. Galeno tem de ser titular neste SC Braga e Rolando, em forma, é um dos melhores centrais da nossa liga.









