Última horaEM DIRETO: Francesco Farioli e Pablo Rosario lançam o duelo da Champions League entre FC Porto e PSV
Publicidade

Os 5 Estereótipos do Futebol Português

António Sousa · 3 min

Agosto de 2019, numa realidade alternativa, em vésperas do começo do campeonato português, todos os guarda-redes da Primeira Liga
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Este é um Top diferente. Este é um Top de estereótipos que marcam e ajudam a definir aquilo a que chamamos de futebol português. Haveriam mais que poderiam ser incluídos nesta contagem, mas estes parecem-me os mais gritantes no contexto atual.

5.

A culpa da derrota é do mundo inteiro – Poucos treinadores em Portugal são capazes de reconhecer o mérito do adversário na hora de derrota, especialmente quando um candidato ao título perde frente a um adversário teoricamente mais fraco. A culpa é sempre do árbitro, do relvado, do antijogo, do autocarro estacionado… Mas nunca é deles próprios por não terem tido capacidade para contornar o adversário.

4.

O orçamento é baixo na Europa – É recorrente ouvirmos os treinadores das equipas portuguesas queixarem-se de que o seu orçamento é muito baixo comparado ao dos tubarões do futebol europeu, e que, por isso, não conseguem competir de igual para igual com esses clubes. A hipocrisia entra no nosso próprio país, quando esses mesmo clubes têm um orçamento astronómico relativamente a todos os outros. Contudo, não aceitam a conversa do “não temos orçamento para competir com eles”. Aí já não dá.

3.

O SC Braga não tem adeptos – Poderia ter usado outro título para colocar na secção do SC Braga, mas este parece-me ser o acertado. É factual que os Gverreiros do Minho não preenchem sequer metade da lotação do seu estádio, mas também é verdade que viaja sempre muita gente da cidade de Braga para apoiar a sua equipa, quando esta joga fora. A localização do Estádio Municipal de Braga e a dificuldade em conseguir bons locais de estacionamento, para além dos horários geralmente incomportáveis para se ir ao futebol, são fatores que contribuem fortemente para se criar um rumor infundado.

2.

“O Guimarães e o Setúbal” – É das batalhas mais antigas que os adeptos do Vitória SC e do Vitória FC travam. Os seus nomes são, incompreensivelmente, constantemente alterados para se dizer o nome da cidade, que nem consta no próprio nome da instituição. A imprensa e muitos agentes desportivos cometem este erro, que, a meu ver, se torna numa falta de respeito pela história dos clubes. É Vitória Sport Clube e Vitória Futebol Clube. Não é difícil, vá.

1.

“Em Guimarães são todos arruaceiros” – É talvez o estereótipo mais badalado e difundido por todos os que acompanham o fenómeno desportivo. É também, muitas vezes, o mais injusto. Há arruaceiros e larápios em todo o lado, em todos os clubes e em todas as cidades. Disso não tenho dúvidas nenhumas. Mas também não tenho dúvidas de que as críticas apontadas aos adeptos do Vitória SC são muito injustas. Confundir amor à terra e ao clube com criminologia é um erro tremendo. Certamente que os adeptos do Vitória já cometeram erros, mas não queiramos comparar esfaqueamentos, pedradas a autocarros ou rixas de rua com aquilo que acontece. É que aí as cores são sempre as mesmas e ninguém tem a coragem de o dizer. O Vitória serve muitas das vezes como objeto para ser enxovalhado em praça pública por pessoas que procuram ocultar as asneiras que o seu próprio clube faz. Basta analisar friamente o Circo Marega para entender isso.

Artigo revisto por Mariana Plácido

António Sousa

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Luuk de Jong | O que poderia ter sido no Dragão sem lesões

A passagem de Luuk de Jong pelo FC Porto deixa uma sensação de que poderia ter sido muito mais marcante se as lesões não tivessem surgido pelo caminho. Apesar das dificuldades físicas que enfrentou, o avançado neerlandês demonstrou qualidades que justificavam a confiança depositada nele e que faziam acreditar num contributo importante para a equipa azul e branca. Luuk de Jong é um ponta de lança com características muito próprias. A sua capacidade de jogar de costas para a baliza, a força no jogo aéreo, o sentido de posicionamento e a eficácia na finalização fazem dele um avançado capaz de resolver jogos e oferecer soluções diferentes no ataque. Num clube como o FC Porto, habituado a lutar por títulos e a competir ao mais alto nível, estas qualidades poderiam ter sido fundamentais, sobretudo nos momentos em que a equipa precisava de alguém capaz de transformar cruzamentos e oportunidades em golos.

Miguel Costa · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.