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Os 5 saltos mal dados de jogadores portugueses para o estrangeiro

Tiago Serrano · 4 min

Gonçalo Guedes Capa
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

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Nos últimos anos, têm sido vários os talentos do futebol nacional a revelarem-se e a dar o salto para campeonatos de topo em tenra idade. No entanto, muitos destes jogadores têm tido dificuldades em afirmar-se. Em muitos casos, pode-se dizer que os jogadores dão o salto cedo demais, quando o ideal é permanecerem em Portugal por mais algum tempo.

No entanto, em muitos casos, são os próprios contextos dos clubes para onde vão que prejudicam seriamente a sua adaptação à nova realidade. Por isso, irei fazer um top 5 de jogadores portugueses que não se conseguiram afirmar nos clubes para onde foram vendidos, explicando os motivos que levaram a que a experiência de cada jogador a correr mal.

5.

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Gonçalo Guedes – O avançado formado no Seixal estreou-se pela equipa principal na época 14/15, assumindo um papel relevante na equipa sob as ordens de Rui Vitória. Apesar de nunca ter sido titular indiscutível, Gonçalo Guedes levou os responsáveis do PSG a pagar 30 milhões de euros pelos seus serviços em Janeiro de 2017.

O PSG era um dos clubes que mais dinheiro gastou na contratação de jogadores nos últimos anos. No entanto, com a chegada de Patrick Kluivert para ocupar o cargo de Director Desportivo, o clube parecia virar-se mais para a aposta na juventude, contratando ainda nessa janela de transferências o argentino Giovani Lo Celso.

Porém, o antigo internacional holandês deixaria o clube no Verão seguinte e com as contratações de Neymar e Mbappé, Gonçalo Guedes ficou completamente tapado no clube, sendo emprestado ao Valencia CF. No clube Ché, o internacional português conseguiu relançar a carreira, levando os responsáveis do clube a pagar a cláusula de opção de compra, fixa em 40 milhões de euros.

4.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Renato Sanches – Foi protagonista de uma das vendas mais mediáticas do Verão de 2016, ao se transferir para o FC Bayern Munique a troco de 35 milhões de euros, mais 45 milhões por objectivos. Após uma primeira época em que não teve muito espaço nem aproveitou as poucas oportunidades que teve, Renato Sanches seria emprestado ao Swansea City AFC. Porém, nas oportunidades que teve no clube galês, era visível a sua falta de confiança e nem a chegada de Carlos Carvalhal o fez ter mais relevância na equipa, bem pelo contrário.

Regressaria ao emblema bávaro, já sob o comando técnico de Niko Kovac e numa altura em que várias figuras do clube já tinham uma idade avançada. Porém, o técnico croata nunca se mostrou o homem indicado para liderar a mudança de ciclo de que a equipa necessitava, nem nunca confiou realmente no médio português.

Renato Sanches acabaria por ser vendido ao Lille OSCe em Agosto de 2019, jogando num clube e num campeonato propícios para potenciar as suas qualidades.

3.

João Mário – Após ter sido um jogador influente no Sporting CP e na Selecção Nacional no Europeu de 2016, João Mário tornar-se-ia então na venda mais cara da história do clube, ao se transferir para o Inter de Milão a troco de 40 milhões de euros, mais cinco milhões por objectivos. No entanto, o Inter que era, então, presidido pelo indonésio Erik Thohir, passou por um período de grande instabilidade na última década, tanto em termos directivos, como em termos de comando técnico.

Se, na primeira temporada, João Mário ainda mostrou sinais positivos sob a orientação de Stefano Pioli, nas duas épocas seguintes mostrou ser um peixe fora de água no sistema de Luciano Spalletti, tendo pelo meio um empréstimo de seis meses ao West Ham United FC. Nesta temporada foi emprestado ao Lokomotiv Moscovo, onde marcou um golo em 15 jogos. Apesar de continuar a ser presença frequente na selecção nacional, ainda não teve a influência que teve no Sporting.

2.

André Silva – Após se afirmar na equipa principal do FC Porto e perante o incumprimento do fair-play financeiro por parte do clube azul e branco, André Silva seria vendido ao AC Milan por 40 milhões de euros, numa época em que os italianos fizeram um forte investimento de modo a reentrar na luta pelo título.

Porém, o clube rossonero também atravessa uma grave crise de identidade já há alguns anos, voltando a ter uma época cheia de sobressaltos, com uma mudança de treinador pelo meio. André Silva nunca foi aposta regular, nem com Montella, nem com Gattuso, acabando por ser dispensado no ano seguinte.

Tanto no Sevilla FC, como no Eintracht Frankfurt, André Silva tem tido prestações muito inconsistentes, tardando em afirmar-se como o 9 que faltava ao futebol português há muito tempo.

1.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Gelson Martins – O extremo seria um de vários jogadores a sair do Sporting no âmbito dos incidentes ocorridos em Alcochete, sendo vendido ao Club Atlético de Madrid, num negócio que envolveria a vinda de Luciano Vietto para Alvalade.

À imagem do que se sucede neste momento com João Félix, rapidamente se percebeu que Gelson Martins não encaixa no estilo de jogo muito físico e defensivo de Diego Simeone. Em Janeiro de 2019, seria emprestado ao Mónaco, onde foi titular, levando os responsáveis do clube monegasco a contratá-lo a título definitivo por 30 milhões de euros.

Apesar de jogar com regularidade, Gelson Martins tem sofrido algumas lesões e o clube tem passado por alguma instabilidade em termos de comando técnico. E Gelson já não é chamado à selecção nacional há quase dois anos.

Artigo revisto por Joana Mendes

Tiago Serrano

Redação Bola na Rede · ver artigos