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Os 6 destaques do CD Santa Clara esta temporada

Gonçalo Palma Salgueiro · 4 min

Os 6 destaques do CD Santa Clara esta temporada
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

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Depois do espetacular jogo com o campeão nacional SL Benfica, em que a vitória sorriu aos açorianos, seguiram-se duas derrotas consecutivas frente a Boavista FC e CS Marítimo. Com a manutenção praticamente garantida, o objetivo do CD Santa Clara passa por fazer melhor que na temporada transata, época de regresso à Primeira Liga, quando terminaram na décima posição, com 42 pontos somados. Atualmente, ocupa a décima posição na tabela, com 38 pontos, pelo que têm que somar cinco pontos nas quatro últimas jornadas, com o Sporting CP a ser o próximo adversário. Pretendo realçar alguns dos elementos que na minha opinião têm ajudado a estabelecer o Santa Clara entre a elite do futebol nacional.

João Henriques – Em primeiro lugar, é preciso destacar o trabalho meritório levado a cabo pelo treinador João Henriques, que fica para já com um lugar na história do clube como o técnico com mais jogos disputados na primeira divisão. Sem grandes argumentos financeiros, o CD Santa Clara construiu o seu plantel com base em boas oportunidades de negócio, maioritariamente com jogadores que chegaram livres. Sim, há talento individual, mas a equipa açoriana vale pelo seu coletivo, sendo uma equipa bem organizada. Estes dois anos longe de aflições têm muito do dedo da equipa técnica, que também tem sabido valorizar ativos, como comprovam as transferências de Fernando Andrade para o FC Porto e de Kaio para o FK Krasnodar, que em conjunto renderam mais de quatro milhões de euros aos cofres dos açorianos.

Dupla de centrais formada por João Afonso e Fábio Cardoso – O primeiro chegou este ano depois de terminar contrato com o Vitória SC e o capital de experiência acumulada trouxe solidez à defesa. Também o registo ofensivo do defesa impressiona, ele que é o terceiro goleador da equipa, com quatro golos apontados, aos quais soma três assistências, excelente registo tendo em conta a posição. O segundo já estava no clube a época passada, apresentando-se novamente a excelente nível, este defesa central formado no Seixal, que acabou por sair sem disputar qualquer jogo pela equipa principal das águias. Aos 26 anos, o próprio jogador já admitiu que se sente preparado para dar o salto e a qualidade está lá, pelo que, apesar de ter contrato por mais dois anos, o defesa poderá estar a cumprir a sua última temporada no conjunto açoriano.

Zaidu – Uma palavra ainda para o lateral esquerdo Zaidu, jogador pescado no SC Mirandela, do Campeonato de Portugal. De nacionalidade nigeriana e apenas 23 anos, o jogador fez muito bem a transição para a Primeira Liga e a capacidade física aliada à técnica fazem dele um talento a seguir. Esteve em foco no jogo com as águias, ao marcar um golo na sequência de um pontapé de canto.

Lincoln – Mais à frente no campo, o brasileiro assume-se como a força criativa do Santa Clara, somando já um total de oito assistências para golo. O jovem jogador chegou rotulado de craque proveniente do Grémio FBPA e para já tem dado muito bem conta de si. Em época de estreia em Portugal, o canarinho vê assim aberta a porta do futebol europeu pela segunda vez, depois de já ter estado um ano na Turquia ao serviço do Caykur Rizespor. A qualidade no pé esquerdo não engana, precisa agora de amadurecer em alguns aspetos táticos do jogo para se assumir em definitivo como um dos talentos do nosso campeonato.

Carlos Junior – Por último, na frente de ataque, aquela que tem sido a referência ofensiva do clube açoriano, o brasileiro, jogador que assinou esta época pelo CD Santa Clara depois de ter representado o Rio Ave FC na temporada anterior. Com participação ativa em 12 golos, o jogador que pode atuar em qualquer uma das três posições na frente de ataque, é o jogador mais influente da equipa. Apesar da baixa estatura, o avançado marcou vários golos de cabeça, no qual se inclui um golo às águias na primeira volta do campeonato. O brasileiro assume-se assim como arma de peso para atacar o que falta do campeonato, para ajudar a ultrapassar o número de pontos alcançado na temporada anterior.

O Santa Clara tem aqui uma boa base para se manter competitivo no futuro, numa altura em que ainda não há certezas sobre a continuidade de João Henriques à frente da equipa, havendo curiosidade para perceber a abordagem que a estrutura do clube açoriano vai ter na preparação da temporada 2020/21.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Gonçalo Palma Salgueiro

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