Publicidade

Quarta subida em quarto épocas? CF Os Belenenses em expectativa

Pedro Filipe · 4 min

CF Os Belenenses adeptos
Foto: CF Os Belenenses

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

“AZUIS” SÓ PRECISVAM DE UM EMPATE NO RESTELO, MAS PERDERAM

A tarde previa-se de festa no Restelo. Depois do negro ano de 2018, o CF Os Belenenses estava à porta da Liga 3, precisando apenas de um ponto para garantir a subida. Contudo, o gelo sobrepôs-se a uma tarde quente em Belém, deixando toda a gente ligada ao clube em suspenso e a depender da “secretaria”.

Com uma história das mais ricas do nosso futebol, Os Belenenses já viveram muito, mas o que têm pela frente é tudo o que importa a quem ama este clube sem divisão.

O INÍCIO DO PERCRUSO

30/06/2018. Cessa o protocolo entre a Codecity, dona da maioria do capital da Sociedade Autónoma Desportiva (SAD) e o Clube Futebol Os Belenenses. A cisão entre SAD e clube leva a que este último crie uma equipa que começa o seu percurso praticamente do zero, no terceiro escalão da Associação Futebol de Lisboa (AF Lisboa)

Já a equipa da SAD, no principal escalão, deixa de jogar no Restelo e passa a competir no Estádio do Jamor. Foi o fim definitivo de uma relação com muita turbulência desde que o clube deixou de ter a maioria da SAD em 2014.

NOS DISTRITAIS FOI “SEMPRE A ANDAR”

Com uma base de jogadores que passaram pela formação, alguns dos quais transitaram diretamente dos Sub-19, os azuis do Restelo conseguiram a promoção e o título de campeão em 2018/2019. A festa da subida foi feita no antigo Campo das Salésias onde o clube jogava quando se sagrou campeão nacional.

Em 2019/2020, nova subida desta vez ao escalão máximo distrital. A época não chegou ao fim devido à pandemia e o Belenenses ocupava destacadamente a liderança na Série 2 da 2ª. Divisão da AF Lisboa, o que permitiu subir mais um andar no elevador até à Primeira Liga.

A temporada seguinte voltou a não chegar ao fim, mas a equipa lisboeta garantiu a subida ao Campeonato de Portugal e portanto, às competições nacionais, com Nuno Oliveira, ao comando da equipa técnica desde o início do projeto.

CAMPEONATO DE PORTUGAL: O PRJETO CONTINUA, MAS SURGEM MUDANÇAS

Novo degrau subido. No entanto, a urgência de colocar o clube no lugar onde pretendiam acabou por precipitar a saída do técnico que começou a caminhada logo nos primeiros jogos da atual temporada. Nas primeiras cinco jornadas, duas vitórias e três derrotas colocavam a equipa fora dos dois primeiros lugares da Série E que dão acesso à fase de apuramento de subida à Liga 3 e a derrota em Elvas ditou a alteração técnica.

Hugo Martins é o treinador escolhido para dar continuidade ao projeto, com um plantel já muito diferente daquele que começou a caminhada três anos antes, porém ainda com alguns resistentes. Tomás Foles, André Serra, Alex Figueiredo, Francisco Sénica, Benny Ribolhos e Ricardo Viegas fizeram toda a escalada dos azuis do Restelo.

Na fortaleza do Estádio do Restelo, o conjunto lisboeta conquista dois terços dos pontos e assegura a passagem para a fase de subida, na liderança da Série, com mais dois pontos do segundo classificado, o Pêro Pinheiro, e mais três do que o terceiro, o GD Loures.

Novamente, com um rendimento díspar em casa e como visitante, o Clube Futebol Os Belenenses volta a ter o Estádio do Restelo como bastião na luta pelos dois primeiros lugares que dão a promoção ao terceiro escalão nacional. Ao todo, 11 vitórias, dois empates e uma derrota constituem o saldo no histórico reduto do Belém. Portanto, boas perspetivas estavam à vista na última jornada: a equipa estava em segundo lugar a um do líder, os açorianos do Fontinhas, e com os mesmos pontos do terceiro, o Moncarapachense, emblema que ia ser o adversário na derradeira ronda, no Estádio do Restelo.

O Belenenses esteve ofensivamente bastante abaixo do habitual e acabou por sofrer um golo na segunda parte que ditou a primeira derrota em casa na Fase de Subida. Com esta derrota, os azuis do Restelo caíram para o terceiro lugar da Série Sul que não dá a promoção, vendo o Moncarapachense festejar a subida no seu estádio.

Contudo, a descida administrativa do Cova da Piedade da Liga 3 diretamente para as competições distritais dava esperança ao Belém de conseguir a promoção por ser o melhor terceiro classificado [tem mais um ponto do que o Leça que ficou em terceiro lugar na Série Norte]. No final do jogo, houve tristeza, mas também muita expectativa tanto do lado dos adeptos que apareceram em massa, como dos jogadores para a confirmação da Federação Portuguesa de Futebol para este cenário.

Pedro Filipe

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Benfica

2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.