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Vitória FC 2-1 Sporting CP B: Sadinos agarram segundo lugar

A CRÓNICA: VITORIANOS SILENCIAM RUGIDO DO LEÃO E VENCEM PARTIDA IMPORTANTE

Numa noite calma e fria, o Vitória FC recebeu o Sporting CP B numa partida que prometia ser bem quente. E assim seria, pelo menos na primeira parte. Com o leão ao peito, os adversários entraram mais fortes para dominar, até que a sua vontade e superioridade inicial se traduziu em golo. De grande penalidade, Eduardo Pinheiro suspirou, olhou e marcou (0-1). Estava feito o primeiro da partida.

Todavia, os sadinos não se iam dar por vencidos e, tijolo a tijolo, iam montando as bases de uma ótima reviravolta. A combinações surgiam com mais naturalidade, a equipa subia em direção à baliza e, aos 16´, André Mesquita sonha alto. Tão alto quanto a sua bola que, em slow motion, desce e entra, levando o estádio à loucura. Um golo lindíssimo de tirar o “chapéu”.

E não ficava por aqui. Exatamente quinze minutos depois, estava cimentado o edifício “remontada”. No seguimento de um belo passe de Nuno Pinto a partir do flanco esquerdo, Murilo recebe a bola à entrada da área e empurra-a para o golo, a alegria e, sobretudo, para a “vitória”. O resultado fechava portas em definitivo.

A segunda parte foi muito distinta. A vivacidade e as emoções desvaneceram, dando aso a uma partida algo entediante, calma e mais pobre em termos de qualidade. Ambas as formações se encaixaram taticamente muito bem, havendo muito mais faltas do que propriamente Futebol. Os leões estiveram constantemente à procura do empate, porém mal conseguiram criar verdadeiras ocasiões de perigo. Já a equipa setubalense desfrutava do resultado que queria. Portanto, a ideia era travar a ofensiva leonina e segurar os três pontos. Missão sucedida e o Vitória FC ganha por 2-1 ao Sporting CP B, no Estádio do Bonfim.

 

A FIGURA

Bruno Ventura – O número oito do Vitória FC revelou-se um dos pilares da construção deste triunfo com um toque primoroso, uma ótima condução e uma capacidade muito boa de criar espaços e jogadas ofensivas.

 

O FORA DE JOGO

Dificuldades ofensivas leoninas – Mesmo dispondo de uma série de jogadores fortes tecnicamente, que poderiam desequilibrar, foram raras as grandes oportunidades de perigo que criaram, sobretudo na segunda parte (enquanto perdiam). Faltou criatividade na procura de soluções e acabaram por ser não ser felizes no final do jogo, perdendo com o Vitória FC.

 

ANÁLISE TÁTICA – Vitória FC

No duelo frente ao Sporting CP B, o Vitória FC pretendia manter a sua continuidade na zona de acesso. Nos primeiros minutos, foram superiorizados pelos adversários e defenderam numa espécie de 4-1-4-1 (com José Semedo mais recuado). Notaram-se dificuldades na construção e circulação de bola. Aliás, por momentos, observou-se uma ligação entre os setores e a coordenação tática algo inconstante. Ora efetuavam boas combinações, ora eram assaltados por uma série de erros. Porém, toda a sua circulação de bola e, inclusive, a transição ofensiva melhorou imenso, e começaram a apertar cada vez mais. Tanto que marcaram dois golos, ainda no primeiro tempo. Além disso, verificou-se uma maior aposta no flanco direito por Diogo Martins que conduzia bons ataques.

No segundo tempo, a partida acalmou e o Vitória FC empreendeu uma postura mais defensiva, tanto em zonas mais recuadas como no centro do terreno, impedindo o progresso ofensivo dos leoninos e a criação de perigo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Valido (7)

Bruno Ventura (8)

Rodrigo Pereira (6)

Varela (6)

Nuno Pinto (7)

Bruno Almeida (6)

Murilo (7)

José Semedo (7)

Bruno Bernardo (6)

Diogo Martins (7)

André Mesquita (7)

SUBS UTILIZADOS

Pedrosa (6)

Zequinha (6)

Badara (6)

Mano (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – Sporting CP B

Nesta sexta-feira, o Sporting CP B deu um saltinho ao Estádio do Bomfim na procura de pontos. Sem bola, apresentaram uma linha de cinco defesas fixa, apesar de uma constante mudança de rotinas (sobretudo inicial) entre o 5-3-2 e o 5-2-3, consoante onde estivesse o esférico e a pressão aplicada (que era bem alta, com vários homens).

No momento ofensivo, verificou-se uma boa aposta no lançamento de bolas em profundidade, sobretudo para ambos os flancos. Na segunda metade da partida, tal como referi no “Fora de Jogo”, destacaram-se pela negativa no que diz respeito à construção ofensiva e a ocasiões de perigo. Sem oportunidades desse tipo, não há golos. E sem golos (quando se está a perder), não há resultados positivos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Paulo (6)

Geny Catamo (6)

Diogo Brás (7)

José Marsa (6)

Bernardo Sousa (5)

Flávio Nazinho (5)

Chico Lamba (6)

Youssef Chermiti (5)

Dário Essugo (6)

Eduardo Pinheiro (6)

Miguel Menino (5)

SUBS UTILIZADOS

Renato Veiga (6)

Mateus Fernandes (6)

Vando Felix (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Vitória FC

BnR: Boa noite mister. Embora tenham começado a perder, o Vitória FC acabou por dar a volta ao resultado ainda na primeira parte. Qual foi, para si, a chave do triunfo de hoje?

Pedro Gandaio: É verdade que começámos a perder, mas senti desde o início que estávamos bem no jogo. Senti que a equipa não se sentiu. Senti que a equipa estava muito focada e concentrada. Tinha falado com os jogadores que tinha sido a melhor semana desde que assumi a equipa e que, acontecesse o que acontecesse, mantivessem o foco. E, mesmo a perder, nunca senti que a nossa equipa estivesse a perder, tanto que a reação foi muito rápida e o segundo golo não demorou muito a chegar. Na segunda parte, montei a equipa para o que já era expectável que viesse a acontecer. Tivemos muitos jogadores de fora, devido a lesões e alguns também por Covid, e sabia que ia haver uma quebra da nossa parte. Estávamos preparados para isto, para fechar o primeiro bloco, juntar a equipa e manter o grupo coeso. Tiveram muitas oportunidades, mas não flagrantes na cara do guarda-redes. Tiveram mutos cruzamentos e bolas paradas. No contra-ataque acreditava que os íamos matar e, por pouco, que não aconteceu.

Sporting CP B

Bola na Rede: Boa noite mister. Com o Sporting CP B a perder ao intervalo, pergunto-lhe qual foi a estratégia de jogo que implementou e idealizou para a segunda parte?

Filipe Celikkaya: Eles estavam a dar-nos os corredores laterais e tentámos entrar por lá. Muitas vezes tínhamos de ir a um lado e a outro. Conseguimos fazê-lo algumas vezes, outras não. Eles também tiveram mérito e defenderam bem. Sempre que íamos por dentro, tínhamos mais dificuldades. Portanto, tivemos de atraí-los no corredor central, sair por fora e criar o desequilíbrio a partir daí. Das oportunidades que tivemos das zonas de finalização, não conseguimos, infelizmente, marcar golo.

Artigo revisto por Joana Mendes

Desde pequeno que o desporto lhe corre nas veias. Foi jogador de futsal, futebol e mais tarde tornou-se um dos poucos atletas de Futebol Freestyle, alcançando oficialmente o Top 16 de Portugal. Atualmente, o Diogo está na Universidade Católica a estudar Comunicação Social com o objetivo de seguir uma carreira na área do jornalismo desportivo, sendo o futebol a sua verdadeira paixão.

Desde pequeno que o desporto lhe corre nas veias. Foi jogador de futsal, futebol e mais tarde tornou-se um dos poucos atletas de Futebol Freestyle, alcançando oficialmente o Top 16 de Portugal. Atualmente, o Diogo está na Universidade Católica a estudar Comunicação Social com o objetivo de seguir uma carreira na área do jornalismo desportivo, sendo o futebol a sua verdadeira paixão.

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