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Não são raras as vezes em que assistimos aos três grandes do nosso futebol a “alimentarem-se” dos craques descobertos ou produzidos nos restantes clubes a alinhar na Primeira Liga. Estes jogadores, depois de darem nas vistas nos vários estádios espalhados pelo país, conseguem dar o salto e atingir o seu auge no FC Porto, SL Benfica e Sporting CP. Neste século, os guarda-redes têm assumido um papel de destaque nestas movimentações de mercado, pelo que vamos apontar o Top 5 de guarda-redes que saíram dos “pequenos” para ganharem notoriedade nos três grandes neste período.
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Que maravilha, @arturmoraes1 !
2012/13 – Liga Europa, agora no @Canal_11Oficial pic.twitter.com/hy9HbhSyj7
— A Última Barreira (@UltimaaBarreira) April 1, 2020
Artur Moraes – O guarda-redes brasileiro pisou pela primeira vez os relvados nacionais na época 2010/2011, quando assinou pelo SC Braga vindo da AS Roma, onde nunca se conseguiu afirmar. Na altura, chegou para colmatar o lugar vazio deixado por Quim, ele que tinha também acabado de assinar pelos minhotos, mas que se lesionou pouco depois.
Artur Moraes rapidamente se impôs na Pedreira e despertou a atenção do SL Benfica, que o resgatou na época seguinte. Permaneceu no clube da Luz durante quatro épocas, as duas últimas já numa clara perda de protagonismo e que culminou na sua saída. Ao serviço das águias conquistou vários títulos, com destaque para os dois títulos de campeão nacional, uma vitória na final da Taça de Portugal e duas na Taça da Liga.
Recentemente, em declarações ao Bola na Rede, Artur confidenciou que esteve para rumar ao Sporting CP na altura da transferência para o rival: “o Sporting queria-me. Conversei com o Carlos Freitas [diretor de futebol do Sporting na época]. Na minha opinião, ele ficou um bocado… deu uma derrapada na abordagem. E na derrapada dele chegou o Benfica e levou-me. Tinha conversado com o Carlos, mas depois o Benfica chegou e não teve como segurar. Não deu tempo. Foi o timing do negócio”.
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Quim – Joaquim Silva, mais conhecido no mundo do futebol como Quim, é uma das figuras do SC Braga, onde se formou, antes de rumar ao SL Benfica, em 2004/05. Viria mais tarde, após seis épocas na Luz, a regressar à “casa-mãe”. Curiosamente, o seu percurso acabou por se entrelaçar com outro membro deste Top, Artur Moraes. Os dois representaram as mesmas equipas na Primeira Liga (SC Braga, SL Benfica e Desportivo das Aves) e chegaram a cruzar-se no clube minhoto e na Vila das Aves.
Apesar da maior parte da sua carreira ter sido passada em Braga, poderemos dizer que atingiu o seu auge nos encarnados, clube pelo qual venceu a Primeira Liga duas vezes, ganhou três Taças da Liga e uma edição da Supertaça Cândido de Oliveira.
Saiu do clube da Luz no final da temporada 2009/10, após ser campeão nacional, uma decisão que ainda hoje não compreende e pela qual não esconde alguma mágoa: “na altura fiquei insatisfeito, acho que ninguém ficaria [satisfeito] depois de ter sido campeão com 30 jogos e sair da maneira como saí”.
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🇵🇹 Neste dia, em 2004, o guarda-redes Ricardo vivia uma noite inesquecível ao serviço de @selecaoportugal, num desempate por penalties épico frente à Inglaterra 🇵🇹 pic.twitter.com/wLDmJUSyWc
— UEFA.com em português (@UEFAcom_pt) June 24, 2019
Ricardo – Ricardo Pereira foi o herói nacional ao defender aquele penálti sem luvas na meia-final do Euro 2004 e ao marcar a grande penalidade seguinte que nos apurou para a final da competição (a partir daqui, por razões óbvias, não vale a pena recordarmos mais).
Na Primeira Liga, o guarda-redes natural do Montijo teve a sua estreia ao serviço do Boavista FC, quando estava prestes a completar 19 anos. Nos axadrezados viveu oito épocas de sonho, com a conquista do único campeonato nacional da história do clube e ainda uma Taça de Portugal.
Segue-se o Sporting CP que o rouba ao rival SL Benfica, por quem esteve muito perto de assinar. Nos leões, alcança a final da Taça UEFA, que viria a perder e conquista novamente uma Taça de Portugal e uma Supertaça. Apesar de não ter repetido no Sporting o feito conseguido no Boavista – vencer a Primeira Liga –, Ricardo viveu alguns dos melhores da sua carreira em Alvalade, enquanto brilhava igualmente na Seleção Nacional.
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🌞👍🏻 pic.twitter.com/nTvZllE0IL
— Ederson Moraes (@edersonmoraes93) June 1, 2020
Ederson Moraes – Primo do também membro deste Top Artur Moraes, brilhou na baliza da equipa principal do SL Benfica por duas épocas, até sair para o Manchester City FC em 2017/18. O brasileiro é conhecido pelo seu jogo de pés de grande qualidade, não muito comum entre guarda-redes e pela sua capacidade de passe na procura da deslocação dos colegas, que valeram vários golos e inúmeras situações de perigo criadas pelos encarnados enquanto estava em campo.
Com a águia ao peito, Ederson foi sempre campeão nacional, tendo vencido ainda uma Taça da Liga e uma Taça de Portugal. O que talvez alguns não se recordem, é que antes de rumar à Luz para se destacar no plantel principal dos encarnados, o brasileiro destacou-se noutra equipa portuguesa considerada de menor dimensão, o Rio Ave FC, para onde se transferiu em 2012/13 e permaneceu por três épocas. Ainda assim, o primeiro emblema que representou em Portugal foi mesmo o Benfica, ainda durante a formação, registando ainda uma passagem pelo extinto GD Ribeirão.
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🎊🎉 Helton celebra o seu aniversário. Deixa a tua mensagem de parabéns 👏 💪#FCPorto #UEL #helton pic.twitter.com/MMbO1XjFAJ
— FC Porto (@FCPorto) May 18, 2020
Helton – É, sem dúvida, uma das lendas do FC Porto. Contudo, antes de alinhar pelos dragões, o goleiro brasileiro representou o UD Leiria, clube que ingressou na longínqua época 2002/03 e pela qual jogou durante três temporadas, ganhando protagonismo na equipa nos dois últimos anos.
Ao serviço dos azuis e brancos, Helton ganhou quase tudo o que havia para ganhar: sete (!) vezes a Primeira Liga, quatro vezes a Taça de Portugal, seis vezes a Supertaça e ainda um dos troféus mais importantes, a vitória na Final da Liga Europa em 2011. Foram onze temporadas a defender as balizas portistas que ainda hoje são recordadas com muito carinho pelos adeptos do clube, apenas perdendo protagonismo e o lugar já na última época com a chegada de outra lenda das balizas – mas agora mundial –, Iker Casillas.
Numa análise apenas qualitativa, talvez fosse correto colocar Ederson Moraes em primeiro lugar neste Top, mas tendo em conta um balanço mais abrangente, Helton merece esta distinção pela carreira inigualável que conseguiu construir em Portugal.











