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A Manta acabou mesmo por romper

Tiago Ferreira · 2 min

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Sou um apreciador das qualidades de Nuno Manta Santos. Já escrevi sobre ele anteriormente, e acredito que seja tão boa pessoa quanto parece. Para além disso, fez recentemente um trabalho muito mas mesmo muito meritório na Feira, mas sejamos realistas: o tempo de Nuno Manta Santos havia mesmo chegado ao fim.

18! Há 18 jogos que a equipa do CD Feirense não sabe o que é vencer um jogo. O que mais era preciso, afinal, para despedir um treinador, por mais ligação afectiva que o mesmo tivesse (tenha) ao clube que treinava? A meu ver era inevitável, já vai tarde, e prolongarem a ligação clube/treinador tornaria a difícil situação do CD Feirense ainda mais preocupante.

Nuno Manta Santos, nos últimos meses, fazia-me lembrar Rui Vitória quando lhe foi prolongada a saída até ao limite no SL Benfica. Toda a gente percebia que a mudança era desejável e que semana após semana só se estava a adiar o inevitável. Todos (ou quase) entendiam que o melhor para o clube era a sua saída. E a mesma aconteceu… após um mau resultado. O problema para os da Feira, é que não poderiam esperar por um mau resultado, porque esses têm sido servidos semanalmente para aquelas bandas. Esperaram até ultrapassar o limite do razoável, e o mister ‘dos óculos e do fato de treino’ acabou por abandonar a nau fogaceira, num momento em que a mesma está já a naufragar, e as ondas estão a ficar cada vez mais complicadas de ultrapassar.

Chegou a hora de Nuno Manta Santos apontar a outro caminho
Fonte: CD Feirense

Pois bem: acredito que Nuno Manta Santos está neste momento ‘a sofrer’. A sofrer por não ter sido capaz de dar a volta por cima e por o seu clube de coração estar na situação em que está. No entanto, foi o melhor Nuno, mesmo que possa não parecer. A mensagem (para quem vê de fora) parece que já mal passava, e o clube precisa de uma lufada de ar fresco. E sejamos realistas: pior não há-de ficar.

O Nuno não precisa de ficar triste ou sentir que não fez tudo o que podia. Acho que é unânime que o Nuno fez, durante largo tempo, um trabalho excepcional à frente do clube. Afinal de contas, as históricas permanências e o fantástico oitavo lugar ficarão, para sempre, na memória de todos os fogaceiros e gravadas a letras de ouro no histórico clube da Feira.

Quanto ao resto não tenho dúvidas: se o Nuno quiser não lhe faltará trabalho num futuro bem próximo e muito provavelmente ainda antes do fim da presente época. E é mais que merecido.

Até já Nuno!

 

Foto de Capa: CD Feirense

Tiago Ferreira

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