Publicidade

GD Estoril Praia 1-1 CD Tondela (3-4 g.p.): Eficácia de primeira supera a de segunda

Inês Marques Santos · 5 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Defrontaram-se, neste inicio de tarde, o GD Estoril Praia e o CD Tondela, num jogo a contar para a terceira eliminatória da Taça de Portugal. Um duelo de primeira e segunda liga iria ditar quem seguiria em frente na Prova Rainha. As duas equipas vinham ambas de um empate nos respetivos escalões e, nesta tarde, no estádio Coimbra da Mota, só uma equipa podia seguir para a próxima fase. No fundo, era um jogo de tudo ou nada.

A partida até começou com um Estoril a ter mais iniciativa de jogo e com um Tondela mais recuado, mas a situação inverteu-se ao longo do primeiro tempo. Marcado também por muitas disputas de lance, principalmente a meio-campo, a equipa do Tondela conseguiu levar a vantagem em muitos destes duelos. Sérgio Peña foi essencial neste sentido. O médio ofensivo impôs o seu jogo e foi preponderante para o domínio da sua equipa em grande parte do tempo. Muitas foram as vezes em que o jogador foi buscar jogo atrás, servindo para fazer ligação entre defesa e ataque.

A primeira parte foi bem disputada, sim, mas desengane-se quem acha que, por isso, a mesma foi cheia de oportunidades de golo. Até pelo contrário. Poucas foram as oportunidades flagrantes para ambas as equipas, acabando o primeiro termo com o nulo para os dois emblemas.

Durante o intervalo, as equipas recarregaram baterias e entraram a todo o gás. O que faltou na primeira parte, surgiu logo nos primeiros instantes da segunda: cheiro a golo! A equipa do Estoril, à semelhança do primeiro tempo, entrou melhor e foi mesmo a que se adiantou primeiro no marcador. O lance surge de uma excelente iniciativa de Filipe Soares, que ganha a bola a meio-campo e, em combinação com Sandro Lima dentro da área, faz uma excelente jogada. O número 91 estorilista cruza para o primeiro poste, onde aparece Aylton a encostar para dentro da baliza. Aos 58 minutos, a equipa da linha adianta-se no marcador.

O Tondela reage bastante bem e obriga o guarda-redes da casa a três grandes defesas depois do golo sofrido. Água mole, em pedra dura, tanto bate até que fura. E foi mesmo assim: depois de uma grande resposta por parte da equipa de Pepa, o Tondela restabelece a igualdade. A jogada começa com um cruzamento de Murillo para a área. Lance muito confuso, mas Tomané converte e impõe a igualdade no marcador. Os dois homens saltaram do banco e, desde logo, mostraram serviço ao terem elaborado a jogada que dá o golo do Tondela.

Imposta a igualdade, não faltaram excelentes jogadas protagonizadas pelos dois conjuntos. As duas equipas deram espetáculo nos restantes minutos da partida, contudo, nenhuma delas conseguiu concretizar as ocasiões. Verdade seja dita: os guardiões de ambos os emblemas muito contribuíram para que isso acontecesse. Apesar de haver um ligeiro ascendente na partida por parte do Tondela, o 1-1, aos 90 minutos, aceita-se. Ficou, então, tudo em aberto e restava às duas equipas medir forças no prolongamento.

Para lá dos 90 minutos, quer a equipa de Luís Freire, quer a equipa de Pepa, entraram bastante comedidas em relação à segunda parte. Os dois conjuntos mostraram um jogo muito contido que passou muito por ter posse de bola. Ainda assim, a equipa da casa foi a que mostrou mais atrevimento (ainda que pouco), mas de nada serviu visto que, findo a segunda parte do prolongamento, nada estava decidido. A partida teve mesmo de ser resolvida através dos pontapés de grande penalidade.

O jogo acabou empatado durante os 120 minutos e teve mesmo de ser decidido através das grandes penalidades, onde o Tondela levou a melhor
Fonte: Bola na Rede

Na marca dos 11 metros, quem levou a melhor foi o Tondela, mostrando-se mais competente. Dois jogadores do Estoril, Marco António e Furlan, falharam na concretização das grandes penalidades e isso ditou a eliminação da sua equipa na taça. O sonho da Prova Rainha fica por aqui para o Estoril. Resta agora aos estorilistas sonhar com a subida de divisão e esperar também que possam fazer estragos na Taça da Liga.

Onzes Iniciais:

GD Estoril Praia: Igor, Filipe Soares, João Vigário (Subst. Furlan), Gustavo Costa (Subst. Marcos António), Gonçalo Santos (Subst. Pedro Queirós), Diakhité, Roberto, João Pedro, Wallyson, Aylton (Subst. Dadashov), Sandro Lima.

CD Tondela: Cláudio Ramos, Ícaro, Xavier (Subst. Jaquité), Helder Tavares, Delgado, Peña (Subst. Murillo), João Reis, Ricardo Costa, David Bruno (Subst. Tomané), Arango.

A FIGURA

Fonte: CD Tondela

Pepa – Este treinador foi a figura da partida por dois simples motivos: não teve medo de mexer na equipa assim que sentiu que foi necessário, ou seja, logo após o golo sofrido. E também pela sua humildade. Tal como o disse ao Bola na Rede na conferência de imprensa, a sua equipa foi bastante humilde e essa foi a chave para o sucesso. Acreditamos que essa humildade em muito provém da figura que é Pepa no futebol e para os seus jogadores. Quantos são os treinadores que, mais uma vez, humildemente, admitem que a equipa adversária foi superior à sua equipa. Muito poucos…

O FORA DE JOGO

Fonte: GD Estoril Praia

Marcos António – Destacou-se pela negativa e só entrou na segunda parte para substituir Gustavo Costa, que era um dos mais ativos na sua equipa, e pouco ou nada fez para igualar a prestação do seu colega. Teve várias oportunidades para conduzir contra-ataques da equipa do Estoril, onde falhou diversas vezes. No último passe, também deixou muito a desejar. Para piorar o cenário do jogo deste jogador, foi um dos homens que falhou o pontapé de 11 metros.

BnR na Conferência de Imprensa

BnR – Na antevisão do jogo, disse que os jogadores tinham de dar a vida em campo porque alguém ia ficar pelo caminho. Foi um jogo equilibrado, com um ligeiro ascendente para a equipa do Tondela, mas a verdade é que o jogo teve de ser decidido por grandes penalidades. O que é que achou do jogo da sua equipa. Acha que deram mesmo tudo em campo?

Pepa – Considero o ascendente da equipa do Tondela em oportunidades claras. Não tenho medo em dizer que o Estoril foi superior em termos de posso de bola.  Tivemos de ser uma equipa muito humilde e só assim conseguimos passar à próxima eliminatória. Porque fizemos sempre a nossa parte, respeitando sempre o nosso adversário.

BnR – Dois jogadores falharam na marca dos onze metros e sabendo que, deste jogo, só uma equipa poderia passar à próxima fase, pergunto-lhe: preparou a sua equipa para a eventual situação de grandes penalidades?

Luís Freire – Como é lógico, para um jogo da Taça, treinamos também as grandes penalidades. Não há que pensar que por falhar as grandes penalidades, os jogadores não mereciam melhor sorte. Isso não é verdade.

Inês Marques Santos

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.