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Mais uma jornada que se passou, aproximando-nos a passo largo para o final da edição 2017/2018 da Primeira Liga. Jornada marcada obviamente pelo clássico FC Porto – Sporting CP que pode ter tido uma palavra preponderante na classificação final do campeonato. Jornada marcada também por um número reduzido de casos de arbitragem o que é sempre positivo, até para o nosso futebol que ocupa demasiado tempo a falar de arbitragem, podendo assim haver mais tempo livre para tratar de outros assuntos. Falando do clássico especificamente, considero que Artur Soares Dias fez uma arbitragem razoável, num jogo com poucos casos, o que diz algo sobre a qualidade do jogo jogado e do árbitro, apesar de haverem alguns reparos que serão analisados mais para a frente.
Confirma-se também aquilo que eu já tinha dito na semana passada, em que os árbitros receberam (e bem) instruções para irem consultar, eles próprios, os lances passiveis do VAR. Esta jornada verificou-se também esta tendência que na minha opinião só veio ajudar o VAR a ser bem-sucedido no nosso campeonato.
Foto de capa: PaulSpacey
FC Porto – Sporting CP
Alegado penalti por assinalar a favor do Sporting CP, aos 17 minutos:
Decisão incorreta: Embora Artur Soares Dias tenha ido, e muito bem, rever o lance no televisor do VAR e tenha confirmado a sua primeira decisão, de não marcar nada, eu não concordo com a decisão que ele tomou. Sei perfeitamente e entendo porque é que ele decidiu não marcar esta penalidade, pois o Doumbia procura claramente o penalti, esperando que Dalot viesse, causando depois o contacto e atirando-se imediatamente ao chão. Entendo perfeitamente a interpretação de Soares Dias, mas temos que nos restringir aos factos e ao que aconteceu neste lance. Dalot tocou Doumbia? Sim, claramente. Dalot na sua jogada de contacto com Doumbia tocou sequer na bola? Não. Pelo que deveria ser sido assinalada grande penalidade.
Lance de Fábio Coentrão junto da linha lateral, aos 60 minutos:
Penso que Fábio Coentrão deveria ter visto o cartão amarelo aqui pelo seu comportamento incorreto ao empurrar um dos maqueiros ali presentes. O árbitro esteve bem em dar ordem de retirada aos maqueiros, principalmente ao que escondeu a bola retardando o recomeço do jogo, uma vez que estão ali presentes para passarem ao lado do jogo, não para serem mais uma (má) figura.
Alegado penalti por assinalar a favor do FC Porto, aos 63 minutos:
Decisão correta: Não existe nenhuma infração neste lance, Marega podia até mesmo ter visto o cartão amarelo por tentar iludir o árbitro.
CD Feirense – Boavista FC
Golo ou não para o Feirense, aos 52 minutos:
Decisão correta: Como quase toda gente que vê futebol deve saber, para haver um golo a bola tem que passar totalmente a linha de golo, o que, neste caso, claramente não aconteceu, nem perto disso. Bem a ajuda do VAR ao árbitro neste lance.
SL Benfica – CS Marítimo
Penalti assinalado a favor do Benfica, aos 41 minutos:
Decisão correta: Penalti claro. Pablo faz um carrinho e acaba por nem tocar sequer na bola, apenas no corpo de Rafa, impedindo a sua progressão ilegalmente. Bem assinalado.
Lance entre Zivkovic e Bebeto, aos 54 minutos:
Decisão correta: Esteve bem o árbitro ao recorrer ao VAR na dúvida entre o vermelho e o cartão amarelo. De facto o cartão amarelo ajusta-se mais à infração.
Expulsão de Gamboa, Marítimo, aos 57 minutos:
Decisão correta: Aceita-se o cartão vermelho, uma vez que Gamboa aborda o lance com a sola no ar e isso, sendo rígido com as regras, tem que ser punido com o cartão vermelho, uma vez que poderia ter lesionado gravemente o jogador sérvio.
Moreirense FC – FC Paços Ferreira
Golo anulado ao Moreirense, aos 76 minutos:
Decisão correta: Como já tinha dito anteriormente, não basta tocar no guarda-redes na pequena-área para ser automaticamente falta, é preciso que haja uma obstrução à ação do guarda-redes, o que acontece neste caso pelo que foi bem anulado este golo.
Vitória FC – Rio Ave FC
Alegada grande penalidade por assinalar a favor do Vitória FC, aos 9 minutos:
Decisão correta: Sou da opinião do árbitro, de que não há razão para se assinalar grande penalidade neste lance. O contacto entre André Pereira e Nelson Monte é um contacto normal no futebol e não há intensidade suficiente para se assinalar falta.
Expulsão de Semedo, Vitória FC, aos 75 minutos:
Decisão correta: Eu digo decisão correta, mas tenho sérias dúvidas no primeiro cartão amarelo mostrado a Semedo. Só aceito se o árbitro considerar que Semedo parou uma jogada promissora recorrendo à falta, porque na gravidade da falta em si não vejo razão aparente para o amarelo. Já no segundo amarelo é indiscutível.













