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Os 5 melhores jogadores asiáticos que jogaram em Portugal

João Maravilha · 6 min

Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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O mercado asiático não é o mais popular para os clubes portugueses, sendo que é visto mais como uma porta de saída do que uma porta de chegada. No entanto, existem exceções à regra que comprovam que existe qualidade no mercado oriental e que poderá ser uma nova área de observação de novos jogadores para os clubes.

Não foram muitos os jogadores asiáticos a jogar em Portugal e principalmente a mostrarem a qualidade necessária para render o investimento. Muitos se devem lembrar de Sunil Chhetri, jogador indiano que chegou a Alvalade para representar o Sporting CP, mas que nem um minuto na equipa principal teve, apesar de ser um ídolo e ter números inacreditáveis na India.

Jogadores como Chhetri não contarão nesta lista, pois apesar dos seus números e fama no estrangeiro, em Portugal passaram totalmente ao lado sem que se tenha dado por isso. Portanto, nesta lista constarão nomes de jogadores asiáticos que tenham participado em vários jogos nos clubes portugueses e tenham contribuído para o sucesso dos mesmos.

5.

Hidemasa Morita – O japonês esperou até aos 26 anos para jogar na Europa, mas quando chegou assumiu-se na equipa do CD Santa Clara de uma maneira autoritária que o tornou um indiscutível no meio-campo açoriano. Até janeiro de 2021 havia jogado sempre no seu país de nascimento, o Japão, tendo até somado internacionalizações pela equipa principal. Agora, já teve a oportunidade de jogar numa competição europeia e até se fala de uma hipótese de mudar de país.

Mesmo que se concretize a sua mudança de clube, Morita ficará sempre na história do CD Santa Clara e da Liga Portuguesa, ajudando o clube açoriano a atingir um lugar “europeu” e tudo com apenas meia época.

Mesmo tendo entrado a meio do ano no conjunto açoriano, o jogador japonês completou 21 jogos a época passada, chegando a marcar dois golos, e já foi titular nos três únicos jogos oficiais do CD Santa Clara, até à data, na nova época, dois deles num palco com maior visibilidade como foi o da Conference League.

Morita com certeza será sempre um dos melhores jogadores asiáticos a representar um clube português, não tendo necessitado de muitos jogos para se impor e demonstrar toda a sua qualidade.

4.

Osama Rashid – Mais um jogador que aproveitou o arquipélago dos Açores para se mostrar ao mais alto nível em Portugal, pese embora que não foi a sua única passagem pelo país, sendo que já havia representado o SC Farense anteriormente.

O jogador iraquiano chegou a terras lusas em 2015 para representar o clube de Faro, que militava na Segunda Liga e por lá esteve uma época inteira, onde somou 44 jogos e sete golos marcados, números por si só já muito positivos, mas terminada a época mudou-se para a Hungria onde “não se fez velho” e rapidamente o CD Santa Clara o resgatou, tornando-se numa peça fundamental na subida de divisão. Regressou em 2017 e foi aí que deu ainda mais nas vistas, tendo contribuído imenso para o crescimento do clube dos Açores e tornando-se capitão da equipa principal. Com a camisola do CD Santa Clara, Rashid participou em 66 jogos na Primeira Liga Portuguesa, tendo contribuído para 18 golos divididos entre marcados e assistidos.

O jogador natural do Iraque, apesar de nunca ter representado nenhum dos intitulados “três grandes”, conseguiu mostrar toda a sua qualidade enquanto jogador e líder do conjunto açoriano, tornando-se num dos melhores jogadores asiáticos a passar pelas ligas portuguesas.

3.

Hyun-jun Suk – O jogador da lista que passou por mais clubes em Portugal, quatro no total. Chegou em 2013 para representar o CS Marítimo onde participou em 14 jogos e marcou quatro golos. Passada meia época, mudou-se para o estrangeiro e em 2014 regressou à Madeira, para jogar pelo CD Nacional, clube onde já marcou cinco golos em 19 jogos. Mas é aquando da sua mudança para Setúbal, para representar o Vitória FC, que o jogador sul-coreano se mostrou a alto nível e com melhores números, tendo em época e meia participado em 41 jogos e marcado 16 golos, 11 deles na primeira metade de 2015/16.

Essa prestação extraordinária e a sua capacidade física enquanto avançado renderam-lhe a grande mudança em Portugal, tendo sido contratado pelo FC Porto. Na Cidade Invicta, o seu impacto foi menor e ficou sempre a sensação de que era capaz de mais, tendo participado em apenas 14 jogos e marcado dois golos.

2.

Shoya Nakajima – O japonês que encantou Portimão e Portugal com a sua técnica e encanto. Quando chegou ao Algarve em 2017 era um desconhecido na Europa, mas não se fez tímido e rapidamente se começou a mostrar através da sua baixa estatura, mas com uma velocidade e técnica extraordinárias, sendo capaz de contribuir imensamente para o grande percurso do Portimonense SC. Ficou época e meia em Portimão, fazendo mais de 47 jogos e 15 golos, e depois rumou ao Qatar por um valor incrível de 35 milhões de euros.

No entanto, a sua história em Portugal não se ficou por aqui, já que durante a sua saída do clube de Portimão, muitos comentavam que a sua qualidade poderia ser bem-vinda num dos três grandes. Eis que o FC Porto o resgatou do Qatar. No clube da cidade do Porto, Nakajima continuou a mostrar o que já havia mostrado no Portimonense SC, que era um jogador de muitíssima qualidade e que não se escondia de qualquer confronto, sendo capaz de partir para o um para um com facilidade e sair vitorioso. Acabou por sair por meia temporada para os Emirados Árabes Unidos, por empréstimo, mas esta época regressou para tentar agarrar um lugar na equipa de Sérgio Conceição e continuar a mostrar o seu talento na Liga Portuguesa e na Liga dos Campeões.

1.

Mehdi Taremi – Em julho de 2019, o Rio Ave FC contratou Mehdi Taremi, um ídolo no Irão e uma estrela nas redes sociais, onde acumulava mais seguidores do que qualquer clube português. Mas não era pelo número de seguidores que este jogador dava o salto qualitativo para a Europa, era sim pela sua qualidade enquanto ponta de lança. Pouco ou nada demorou até se tornar num indiscutível para Carlos Carvalhal, na altura treinador da equipa de Vila do Conde, e mostrou que tinha muita qualidade nos movimentos com e sem bola, na finalização e nos momentos de pressão defensiva. Rapidamente começou a ser apontado a outros objetivos maiores, mas ficou até ao final da época, ajudando o clube a atingir um lugar cimeiro na liga, que lhe dava acesso aos play-offs da Liga Europa, onde marcou 21 golos em 37 jogos.

Na temporada seguinte, mudou-se para o FC Porto e, apesar dos maiores objetivos, não se assustou, sendo que marcou ainda mais golos e mostrou-se na maior competição europeia, a Liga dos Campeões, ao marcar aquele que foi considerado o melhor golo da prova, com um pontapé acrobático frente ao Chelsea FC.

Taremi é sem dúvida o jogador asiático com melhor qualidade e melhores números apresentados que já jogou em Portugal, mesmo tendo apenas duas épocas. As suas qualidades de finalização e de contribuição para o jogo não passam ao lado de ninguém.

João Maravilha

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