Publicidade

Sai Tiago, entra João (Henriques): O futuro imediato do Vitória SC

Carlos Ribeiro · 2 min

Sai Tiago, entra João (Henriques): O futuro imediato do Vitória SC
Foto: Vitória SC

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Depois de um início de época bastante conturbado, onde as exibições não satisfizeram ninguém e os resultados – apesar de não serem assim tão maus – não corresponderam à expetativas, Tiago Mendes viu a sua passagem pelo Vitória SC acabar cedo e sem grande história.

Não foi por iniciativa dos vimaranenses, mas sim do antigo jogador de SL Benfica, SC Braga ou Club Atlético de Madrid, entre outros. Em Julho, num texto para o BnR onde refleti sobre os nomes já confirmados para os clubes da Primeira Liga Portuguesa, abordei a chegada de Tiago da seguinte forma:

“É uma autêntica incógnita, mas se Tiago quer um projeto ambicioso para começar, esta oportunidade é fantástica”.

Está claro que não a aproveitou. Principalmente depois de ver o primeiro jogo, parecia que este desfecho era inevitável, até pela falta de paciência característica dos dirigentes portugueses. A equipa praticava aquilo que defino como “futebol Simeone”: poucas ideias na frente de ataque, rigidez de processos defensivos que nem sempre eram cumpridos da melhor forma e uma desvirtuação completa do que víamos com Ivo Vieira. Terá, com certeza, muita qualidade para dar ao futebol mundial, mas ainda tem muito para crescer e, sobretudo, para desenvolver a sua ideia de jogo de forma mais clara e concisa.

Entre notícias que alegavam que o motivo da discórdia seria a não contratação de alguns nomes considerados essenciais pelo jovem treinador português e depois a resposta oficial do Vitória SC em comunicado, deixam-me a ideia que esta saída ficou com “coisas por dizer”. A verdade é que saiu – acho que foi o melhor para ambas as partes – e era urgente encontrar uma solução durante a paragem das ligas domésticas e compromissos de seleção.

Para voltar a fortalecer o “Castelo” e com o mesmo apelido, eis que surge, sem clube, João Henriques, treinador que se notabilizou pelo seu trabalho no FC Paços de Ferreira e, mais recentemente e principalmente, nos açorianos do CD Santa Clara. Aqui, já não creio que haja qualquer tipo de incógnita: o Vitória SC volta a ser um forte candidato ao lugar que dá acesso à Liga Europa.

Estava, certamente, com paciência à espera de uma oportunidade como estas (que merece) e tem agora pela frente o seu maior desafio da carreira. Há que ter em atenção e os vitorianos estão a passar por alguma “renovação”, com alguns jovens de qualidade contratados, mas que precisam de tempo para se adaptar. Ricardo Quaresma, André André, Silvio e Rochinha, entre outros, são essenciais para que esta transição aconteça da melhor forma.

Para já, começou logo no Bessa, com uma rivalidade histórica frente ao Boavista FC que tem estado algo “apagada”, mas que estes dois bons projetos nacionais dão a ideia de que pode reacender. O arranque não podia ser melhor, em 4-3-3, marcando relativamente cedo e conquistando uma vitória por 0-1, num terreno difícil. A equipa mostrou saber sofrer e aguentar uma segunda parte forte das “panteras”. Veremos o que o futuro lhe reserva.

Carlos Ribeiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.