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A posição desconfortável de ser a pior equipa do campeonato a jogar em casa pertence neste momento ao CD Tondela, embora os beirões ainda tenham uma última oportunidade de passar o testemunho ao seu concorrente mais próximo, o CD Aves.
Ambas as formações têm mais uma partida caseira até ao término da Liga e logo contra dois adversários do topo da tabela, pelo que se adivinham tarefas bastante complexas. Na próxima jornada, os avenses recebem o SL Benfica e os tondelenses recebem o SC Braga, onde só a vitória interessa aos auriverdes para evitarem inscrever o seu nome nesta ‘lista negra’ da pior equipa a atuar no seu recinto.
O destino parece estar já traçado e nem o triunfo pode ser suficiente caso o CD Aves pontue, sendo que os 11 escassos pontos amealhados até ao momento no João Cardoso ameaçam igualar o pior registo da década. A equipa tem-se comportado bastante melhor fora de portas, mas este nem é um cenário inédito, uma vez que parece ser uma imagem de marca dos beirões desde que subiram à Primeira Liga. Desde a época de estreia no primeiro escalão, a formação beirã já inscreveu o nome nesta lista indesejada por duas vezes e prepara-se para fazê-lo pela terceira vez, num total de cinco épocas.

A verdade é que a manutenção tem sido garantida muitas vezes com sofrimento e o atual exercício segue o mesmo caminho, ainda que falte confirmar o destino final. Caso percam a próxima partida frente aos Guerreiros do Minho, serão a equipa com pior registo caseiro dos últimos seis anos, ou seja, desde que o campeonato alargou para 18 equipas.
Mas esta ‘batata quente’ já pertenceu a outras freguesias e se fizermos um périplo pela última década notamos que o mínimo de triunfos alcançados em casa foram apenas dois, dando isto direito à imediata inclusão no top das piores equipas a atuar perante os seus adeptos.
2010/2011
Em 2010/2011, a Associação Naval 1º de Maio efetuou apenas 23 pontos no campeonato, sendo que 11 deles foram obtidos no José Bento Pessoa. Esta fraca prestação levou a formação da Figueira da Foz a cair de divisão e a nunca mais regressar ao topo do futebol nacional, numa época que contou com quatro técnicos, entre eles Mozer e Rogério Gonçalves, que não conseguiram salvar o clube que haveria, entretanto, de mergulhar nas profundezas do futebol amador.
2013/2014
No surprise it’s 0-0 in Olympiakos, the managers know each other so well ⚽️
Pedro Martins and Nuno Espírito Santo were teammates at Vitoria Guimaraes and Nuno succeeded Pedro as Rio Ave coach
Hosts are now down to 10 men so there’s a chance of goals in the 2nd half 🙏#OLYWOL pic.twitter.com/zmwwxOgLAw
— 10bet (@10betSports) March 12, 2020
Na segunda temporada ao serviço do Rio Ave FC, Nuno Espírito Santo conduziu a equipa a um modesto 11º lugar, depois de um brilhante sexto posto no ano anterior. O que se ressalva desta temporada foram as brilhantes prestações nas taças, com duas finais frente ao SL Benfica, entretanto perdidas. Talvez por isso, o chip no campeonato não tenha estado tão ativo, uma vez que os 11 pontos obtidos nos Arcos, fruto de dois triunfos e cinco empates, fizeram dos vilacondenses, o conjunto com pior score a jogar em casa.
2014/2015
É o nosso clube! ♥️#fcpenafiel #somosdaqui pic.twitter.com/08w4d0HRZF
— FC Penafiel (@fcpenafiel) July 3, 2020
A última época do FC Penafiel na Primeira Liga ficou marcada pelo sempre desapontante dado de ser a pior equipa a atuar em casa. Os 22 pontos conquistados em toda a época foram insuficientes para evitar a queda ao segundo escalão, sendo que 12 deles foram somados no Municipal 25 de Abril. Num ano em que o campeonato foi alargado, o número de derrotas caseiras (11) constitui o máximo da década, de entre as formações com menos pontos conquistados nos seus redutos.
2016/2017
Novos equipamentos para a época 2016/17 https://t.co/zjCuMkmRzAlpic.twitter.com/x3MfvXkTeZ
— C.D. Nacional (@CDNacional) August 14, 2016
As duas vitórias, seis empates e nove derrotas alcançadas na Choupana contribuíram para a queda do CD Nacional ao segundo escalão, após 15 anos seguidos em palcos de primeira. Esta fraca campanha levou os madeirenses a caírem no ‘inferno’ da Segunda, a 11 pontos de distância da salvação. Nem os históricos Predrag Jokanovic e Manuel Machado conseguiram evitar o último posto da tabela e este registo modesto conduziu à despromoção, algo a que os madeirenses não estavam habituados.
2018/2019

Também o CD Feirense se encontra nesta posição inconveniente ao ter somado apenas 12 pontos no Estádio Marcolino de Castro na temporada passada, fruto de dois triunfos, seis empates e nove desaires. O conjunto de Santa Maria da Feira acabou por ficar no último lugar num ano em que viu o seu destino traçado demasiado cedo. O fraco desempenho da turma, inicialmente orientada por Filipe Martins e posteriormente por Manta Santos, ficou patente nas três vitórias alcançadas ao longo de todo o campeonato, duas delas em casa.
Artigo revisto por Joana Mendes












