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SL Benfica 3-1 Sporting CP: Águias assertivas garantem bicampeonato

Pedro Filipe · 4 min

SL Benfica 3-1 Sporting CP: Águias assertivas garantem bicampeonato
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

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A CRÓNICA: SL BENFICA MAIS EFICAZ E PERSPICAZ NO JOGO

O Benfica sabia que garantia a revalidação do título nacional, caso ganhassem ao Sporting. Para tal, as águias começaram a construir o triunfo desde muito cedo.

Aos 3´. Canto para os encarnados, batido na direita, a guarda redes leonina, Bacic, tentou tirar a bola para fora da grande área sem sucesso, ficando desenquadrada da baliza. O esférico sobrou para Carole Costa que atirou para o fundo da baliza adversária.

Em desvantagem, as leoas avançaram as suas linhas para se aproximarem da grande área encarnada. Contudo, foi o Benfica a chegar ao 2-0. Numa transição rápida, Cloé Lacasse percorreu o corredor esquerdo e já na grande área leonina, ofereceu o golo a Andreia Faria que não falhou, com a bola embater no poste esquerdo antes de passar a linha de golo.

Até ao intervalo, os leões continuaram por cima do jogo, mas sem conseguir criar grandes oportunidades para bater Talbert. O Sporting tentava sobretudo por remates de meia distância sem sucesso.

No segundo tempo, as leoas continuavam a ter mais bola, enquanto as águias mantinham-se mais recuadas no seu reduto defensivo. Aos 56´, Andreia Jacinto rematou de longe e obrigou Talbert a esticar-se para manter a sua baliza imaculada.

Dez minutos depois foi o Benfica novamente de contra-ataque que levou perigo à baliza leonina com Pauleta a deixar para Kika Nazareth que isolada tentou fazer um chapéu à guarda redes do Sporting, mas Baric agarrou o esférico facilmente. O Sporting respondeu pouco depois com Davidson a rematar à baliza de Talbert, mas quase acima da linha de golo, a defesa encarnada impediu o primeiro golo das visitantes na partida.

Em vantagem no marcador, Benfica continuava a controlar as operações e chegou mesmo ao 3-0. Atrapalhação na defesa do Sporting na sua grande área permitiu que Ana Vitória ficasse com o esférico em boa posição para aumentar ainda mais a vantagem encarnada.

Só perto dos 90 minutos, as visitantes parecem ter ganho folego para criar desequilíbrios no reduto da equipa da casa. Aos 88´, Diana Silva consegue penetrar na grande área adversária e foi derrubada em carrinho por Catarina Costa. Joana Machão ficou encarregue pela marcação da grande penalidade, mas não conseguiu bater Talbert.

Já perto do final dos descontos, o Sporting conseguiu chegar ao golo de honra por Bruna Lourenço, no lance muito confuso na grande área encarnada, na sequência de um livre batido para dentro do reduto defensivo do Benfica.

Mais assertivas no jogo, as águias acabaram por conseguir uma vitória que garante matematicamente o título nacional. De destacar, ainda que na partida no Estádio da Luz foi batido o recorde de assistência em jogos oficiais do Futebol Feminino em Portugal (14.221).

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Cloé Lacasse –A internacional canadiana esteve bastante ativa no ataque. Fez uma assistência para golo e foi importante com a sua visão de jogo e a sua velocidade nas transições rápidas das encarnadas para lançar o perigo na baliza adversária.

 

O FORA DE JOGO

Bruna Lourenço –A defesa central do Sporting fez o único tento leonino na partida, mas a verdade é que em termos defensivos ficou ligada ao triunfo encarnado. No primeiro golo, pareceu demasiado lesta a chegar até Carole Costa que estava isolada para atirar à baliza. No segundo, foi precipitada e deixou-se ultrapassar por Cloé Lacasse. Já no último golo das encarnadas, atrapalhou-se com Alicia Correia e deixou a bola à mercê de Ana Vitória.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Filipa Patão apostou num 4-4-2 com Cloé Lacasse, a novidade no onze, e Jéssica Silva na frente. No meio campo, Pauleta ocupava o lugar de trinco, enquanto Beatriz Cameirão e Andreia Faria, nos corredores, e Ana Vitória, mais pelo centro, eram as unidades mais ofensivas do setor intermediário, juntando-se ao duo da frente. Em vantagem desde muito cedo, os encarnados tiveram de recuar linhas, mas não fechando o olho às oportunidades para organizar ações ofensivas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Katelin Talbert (7)

Lúcia Alves (6)

Carole Costa (7)

Sílvia Rebelo (6)

Catarina Amado (6)

Pauleta (7)

 Andreia Faria (7)

Beatriz Cameirão (7)

Ana Vitória (7)

 Cloé Lacasse (7)

Jéssica Silva (6)

SUBS UTILIZADOS

Valéria Cantuário (6)

Kika Nazareth (6)

 Christy Ucheibe (6)

 Ana Seiça (-)

 Maria Negrão (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Mariana Cabral apostou num 3-4-3, com Brenda Pérez à esquerda, Diana Silva ao centro e Chandra Davidson pela direita, no setor ofensivo. Na defesa, havia uma tripla de centrais composta por Carolina Beckert, Bruna Lourenço e Joana Machão. Nos corredores, Mariana Rosa, do lado canhoto, e Joana Martins, do destro, funcionavam como alas para tentar dar largura ao jogo dos leões. Mesmo em desvantagem, o esquema tático não alterou no essencial, apenas com os elementos do meio campo da zona central, Andreia Jacinto e Fátima Pinho, a jogarem mais adiantadas no terreno do jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Doris Bacic (6)

Mariana Rosa (6)

Carolina Beckert (5)

Bruna Lourenço (5)

Joana Marchão (5)

Andreia Jacinto (6)

Joana Martins (6)

Fátima Pinho (5)

Brenda Pérez (6)

  Chandra Davidson (6)

  Diana Silva (6)

SUBS UTILIZADOS

Alicia Correia (5)

Vera Cid (-)

Ana Teles (-)

Pedro Filipe

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