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Seis jogos, seis vitórias azuis – é o recorde de confrontos entre gilistas e portistas na Taça de Portugal, histórico que os comandados de Sérgio Conceição quererão manter a todo o custo. O treinador, a contas com uma gripe, é um dos indisponíveis para o jogo desta sexta-feira (20h45), juntando-se a Nanú, Romário Baró e João Mário, infetados com COVID, e Marcano mais Mbaye, ainda limitados fisicamente ao trabalho de ginásio.
Depois de GD Fabril, CD Tondela e CD Nacional, o FC Porto enfrenta uma equipa em dificuldades na I Liga e que já sofreu chicotada psicológica, com a troca de Rui Almeida por Ricardo Soares. O novo técnico tem conseguido imprimir as suas ideias positivas na equipa, apesar dos resultados não serem animadores: a única vitória em 2021 foi precisamente na prova-rainha, frente ao Académico de Viseu FC, depois de já terem sido ultrapassados ARC Oleiros e União Desportiva de Leiria. As expectativas para a receção aos campeões nacionais são muitas, há vontade de ser o ‘Tomba-gigantes’ desta edição e revitalizar o balneário para o que resta da temporada, difícil até ao momento à conta das fragilidades que impedem a concretização do objetivo primordial – a manutenção. Ultrapassando este obstáculo, Sporting Clube de Braga e CD Santa Clara seriam sempre mais acessíveis para alcançar o sonho do Jamor.
Mas há que contrariar o peso da estatística e levar de vencida uma equipa que ainda não sabe o que é perder pontos em 2021. Os azuis e brancos estão bem, apresentam-se ao seu melhor nível e uma derrota no Cidade de Barcelos seria sempre encarada como hecatombe, situação inédita na Taça – aos jogos que se enunciarão de seguida, há ainda o confronto de 1977-78, quando José Maria Pedroto derrotou (3-0) o Gil nas Antas a caminho da final, jogada em Alvalade e perdida para o… Sporting CP.
5.
Taça de Portugal 1996-97, 4.ª eliminatória: Gil Vicente FC 0-1 (a.p.) FC Porto – Na época que tinha iniciado com a conquista da Supertaça em plena Luz, por cinco bolas a zero, o FC Porto percorreu caminho meritório na prova rainha, apesar de nada fácil. Na ida a Barcelos houve maratona futebolística e necessidade de recorrer ao mais intenso dos esforços. Os Galos andavam pela cauda da tabela classificativa, Bernardito Pedroto já tinha sido rendido por Francisco Festas e ambicionava-se mudança de rumo competitivo, um resultado que permitisse contrariar o mau momento. E o jogo até correu muito bem aos da casa, o FC Porto resguardou-se com a expulsão precoce de Zahovic e esperou pelo prolongamento (que, em caso de persistir o empate, levaria a segundo jogo nas Antas). Jardel entrou de início mas foi Mielcarski a resolver aos 115’, quando o Gil já tinha esgotado todas as forças. O possante ponta-de-lança polaco, tetracampeão de dragão ao peito apesar dos raros momentos de glória e do azar com as lesões, não se sentiu claustrofóbico no mítico Adelino Ribeiro Novo – ao contrário de António Oliveira, que largaria no final analogia curiosa aludindo ás condições do terreno: «Não se pode pedir ao Pablo Suarez (campeão mundial de bilhar) para jogar bem se o puserem a jogar numa mesa de ping-pong…»
4.
Taça de Portugal 2002-03, 5.ª eliminatória: FC Porto 2-1 Gil Vicente FC – Era o primeiro ano a sério de José Mourinho, que terminaria com a conquista de tudo. Foi campeonato, Taça Uefa e Taça de Portugal. Até lá chegar teve que se confrontar com adversários de respeito como o Gil Vicente de Vítor Oliveira, que englobava nomes conhecidos como Nunes (posteriormente capitão em Maiorca), Casquilha, Nandinho, Luís Coentrão ou Paulo Jorge, mixórdia de talento que alcançou o 8º lugar no final da temporada. Jogado a 19 de Janeiro, quatro dias depois duma vitória (1-0) em Alvalade frente ao Sporting de Bolöni, um Porto sem Deco ou Derlei optou pelos serviços mínimos, abordagem arriscada mas que serviu para cumprir com o objectivo. Até ao Jamor, onde se derrotou o União leiriense, a equipa teve de ultrapassar Vitória de Guimarães, Varzim e Naval 1º de Maio.
3.
Taça de Portugal 2007/08, Quartos-de-final: FC Porto 1-0 Gil Vicente FC – Foi Tarik Sektioui, de maneira eficaz mas pouco ortodoxa, no seu estilo inconfundível. Antes de receberem o Gil de Paulo Alves, os comandados de Jesualdo Ferreira já tinham deixado Chaves, Desportivo das Aves e Sertanense; nas meias-finais, o Vitória de Setúbal não teve força para contrariar os dragões e impedir o clássico contra o Sporting na final, onde Rodrigo Tíui seria o herói inesperado (2-0). Pouca história teve o encontro com os barcelenses, oportunidade para dar oportunidade ás segundas linhas e poupar os titulares para os dois encontros seguintes, importantíssimos no contexto daquela temporada – no fim-de-semana haveria ida ao Bessa (0-0) e, a meio da semana seguinte, a segunda-mão dos Oitavos da Liga dos Campeões frente ao Schalke, onde um menino chamado Neuer se apresentou ao mundo…
2.
Taça de Portugal 2015-16, Meias-finais -1ª Mão: Gil Vicente FC 0-3 FC Porto – A um Gil Vicente na II Liga, pouco se pedia neste confronto. David e Golias não é história reeditável de ânimo leve, José Peseiro protegeu-se de surpresas e mandou acabar tudo na primeira mão. Objectivo cumprido, havendo ainda tempo para dar ao jovem Sérgio Oliveira a oportunidade de se estrear a marcar na equipa sénior. Á distância de cinco anos, a evolução que muitos esperavam confirmou-se e é ele o dono actual do meio-campo, voltando a um estádio que lhe dará boas recordações.
1.
Taça de Portugal 2015-16, Meias-finais – 2ª mão: FC Porto 2-0 Gil Vicente FC – Na segunda mão houve lugar a dado curioso: Nandinho, agora treinador, aproveitou a ocasião e o recinto para dar experiência competitiva de primeira aos mais jovens. A média de idades do onze era muito baixa, o mais velho dos quatorze utilizados contava 26 anos – foi Ismael Yartey, ex-promessa do Benfica e que nessa noite foi o líder da mocidade que tentou pelo menos marcar aos Dragões, ainda com a baliza inviolável na prova. Golos sofridos? Só na final, na derrota dramática frente ao Braga de Paulo Fonseca (2-2, 2-4 g.p), na grande exibição de André Silva.








