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fc porto cabeçalho A temporada futebolística chegou ao final para o FC Porto e, da mesma, restam poucas recordações positivas para os adeptos do clube azul e branco. Houve, contrariamente a épocas anteriores, momentos de alguma euforia resultante das vitórias consecutivas que a equipa ia conseguindo e, sobretudo, da longa sequência de jogos sem que o FC Porto conhecesse o sabor da derrota. Porém, se as derrotas eram poucas os empates eram demasiados e, acima de tudo, os resultados mascaravam perversamente as debilidades táticas que a equipa sempre apresentou.

Com um Sporting CP desde cedo arredado do título, muito por culpa de um plantel extremamente desequilibrado na sequência de opções no mínimo duvidosas tomadas por Jorge Jesus no que concerne às contratações (o treinador da equipa verde e branca, se taticamente está ao nível dos melhores do mundo, está longe de ter o mesmo talento para identificar futebolistas a contratar, tarefa para a qual Rui Costa, no SL Benfica, era um precioso auxílio), e com um SL Benfica que não conseguia transpor para o terreno de jogo, na totalidade, a qualidade individual do seu plantel, alcançar o título de campeão nacional chegou a parecer possível para o FC Porto. Rui Vitória, à semelhança da época transata, nunca conseguiu desenvolver dinâmicas ofensivas com qualidade similar às das defensivas (com a equipa a depender sempre muito dos desequilíbrios individuais no momento ofensivo), razão pela qual o SL Benfica nunca pareceu imbatível e, como tal, sempre pareceu alcançável. Mas o FC Porto era menos competente do que aquilo que parecia.

Deu para vencer muitos jogos na Liga NOS (na qual o desequilíbrio entre as equipas ditas “grandes” e as restantes é gritante), deu para atingir os oitavos de final na Liga dos Campeões (após um play-off no qual a AS Roma terminou a segunda mão reduzida a nove jogadores e uma fase de grupos na qual os adversários foram, todos eles, extremamente acessíveis), mas nunca deu para esconder aos mais atentos as lacunas coletivas da equipa. Individualmente a qualidade era muita, até mais do que parecia no início da época (Casillas, Felipe, Marcano, Danilo, Otávio, Óliver, Brahimi, Corona, Diogo Jota, André Silva, etc.), mas Nuno Espírito Santo nunca foi capaz de formar uma máquina bem oleada a partir destas magníficas peças.

Nuno Espírito Santo não teve uma época feliz ao serviço do FC Porto Fonte: Facebook Oficial de Nuno Espírito Santo
Nuno Espírito Santo não teve uma época feliz ao serviço do FC Porto
Fonte: Facebook Oficial de Nuno Espírito Santo

O desempenho na Taça de Portugal ficou muito aquém das expetativas, com o FC Porto a “cair” logo na quarta eliminatória frente ao GD Chaves. Assim, a meio do mês de novembro, os azuis e brancos estavam já arredados da luta pela segunda competição mais importante a nível interno. Na Taça da Liga, competição na qual não se percebe porque razão o FC Porto ainda participa (dada a displicência com que sempre a aborda), logo a abrir o ano 2017 os azuis e brancos sentenciaram a sua eliminação após derrota, em Moreira de Cónegos, contra o Moreirense FC. E daí em diante pouco mais há a acrescentar à história que todos já conhecem…

Foto de Capa: FC Porto

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