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FC Porto 3-0 Moreirense FC: Foram três podiam ter sido mais

Ricardo Anselmo · 3 min

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fc porto cabeçalhoFoi uma equipa de pelo na venta, à imagem do que havia referido Manuel Machado, que se impôs frente a um Moreirense frágil, incapaz de contrariar o poderio azul e branco. Aboubakar, com três golos, mostrou que está, efetivamente, com a cabeça no Porto, e no Dragão já só se espera que o dia 31 chegue rapidamente.

Ao entrar em campo já conhecedor das robustas vitórias dos rivais na véspera, competia ao FC Porto encarar a partida não só com o pensamento na vitória, mas também com a preocupação de fazer golos, muitos golos. Foram três, poderiam ter sido muitos mais, mas na retina fica mais uma excelente demonstração de brio, capacidade e segurança desta equipa às ordens de Sérgio Conceição.

De novidade no onze inicial apenas a inclusão de Maxi, que relegou Ricardo para a bancada. De resto, tudo igual. Até a dinâmica imposta pelos azuis e brancos no início da partida. Intensos, com rápida circulação de bola, pressão alta e criação de oportunidades, o que é de assinalar quando os termómetros registavam temperaturas altíssimas. O primeiro aviso saiu da cabeça de Felipe, aos 2’, que após um lançamento longo de Maxi obrigou Jhonatan a esticar-se para evitar o golo.

No que aos golos diz respeito, eles chegaram em dose dupla, quase de rajada, aos 18’ e aos 21’, com Aboubakar a chamar a si todas as atenções. Primeiro, uma jogada bem delineada, com a bola a passar do corredor direito até ao esquerdo, onde Brahimi deixa para o cruzamento milimétrico de Alex Telles para a cabeça do camaronês fuzilar Jhonatan. Depois, recuperação em zona alta de Marega, condução de Oliver, devolução a Marega que, à imagem do seu parceiro não consegue converter em golo, cabendo ao Vicent elevar a contagem. A primeira parte não terminaria sem que Danilo ajudasse o guardião cónego a brilhar novamente.

Para o segundo tempo estava reservada a confirmação da tarde brilhante de Aboubakar, que aproveitou um mau cálculo de André Micael para fazer o hattrick e colar-se a Jonas no topo da tabela dos melhores marcadores. Antes disso, a monotonia própria de uma equipa que privilegiou a gestão do resultado e do esforço físico. Sem grandes velocidades, o dragão lá foi tomando conta de todas as operações, sem que do lado visitante fosse possível qualquer aproximação à baliza do espetador Casillas. As entradas de Neto, Fred Maciel e Cadiz pouco acrescentaram. Do lado portista, Otávio, Hernâni e Layún serviram não mais do que poupar peças importantes para a difícil deslocação que se perspetiva no próximo domingo, a Braga.

A FIGURA:

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Vicent Aboubakar – Quem mais? Numa tarde em que aponta três golos (o quarto no campeonato em três jogos), o camaronês mostrou toda a capacidade que se espera dele. Veia goleadora, trabalho de costas para a baliza e um sem número de espaços criados para a integração de colegas no processo atacante. Vai demorar muito a renovar?

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Maxi Pereira- Não fez um mau jogo, longe disso. Cumpriu durante os noventa minutos, mas as limitações físicas qu e vai apresentando prometem uma época de dificuldades para o uruguaio, principalmente se Ricardo ficar e mantiver a o nível. O problema e a incógnita será até que ponto poderá ser Maxi uma alternativa viável ao jovem português. Em certos momentos do jogo de hoje, o próprio Corona pareceu ressentir-se da falta de andamento do seu companheiro de setor.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Ana Ferreira

Ricardo Anselmo

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