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O ano de 2020 revelou-se diferente e difícil, mas nem a pandemia que se instalou impediu o FC Porto de conquistar o Campeonato e a Taça de Portugal, fazendo então a famosa Dobradinha.
Apesar de ter sido conquistada fora de calendário habitual e sem a tradicional festa com os adeptos, foram títulos suados e que exigiram trabalho e compromisso mesmo até à última.
Entretanto nesta nova época, 2020/21, a equipa orientada por Sérgio Conceição, está na luta em todas as competições, em terceiro lugar no campeonato e passou à próxima fase na Champions, Taça de Portugal e Taça da Liga.
Com tudo isto, deixo aqui o 11 do ano do FC Porto, os jogadores que mais contribuíram para o sucesso em 2020.

Agustín Marchesín – O guardião Argentino de 32 anos, tem sido um autêntico muro na baliza dos Dragões. Os seus reflexos e saídas de entre os postes tem valido muitos pontos a Sérgio Conceição. Por toda a sua experiência e qualidade demostrada desde que chegou ao plantel é quase impossível o seu nome não estar aqui presente. Atualmente é dos melhores Guarda Redes da Primeira Liga.

Wilson Manafá – Foi um ano crucial na afirmação de Manafá no onze inicial, tornou-se um membro imprescindível para o treinador. Trouxe velocidade, técnica e largura ofensiva ao lado direito da defesa. A sua versatilidade traz mais soluções ao desenho tático do FC Porto, uma vez que também pode atuar do lado esquerdo da defesa ou até mesmo a extremo.

Chancel Mbemba – Como diz o ditado “há males quem vêm por bem”, e foi o que aconteceu com o central congolês, aproveitou a grave lesão de Iván Marcano para agarrar a sua oportunidade no 11 inicial e foi das melhores surpresas do ano para os Portistas. Ao lado de Pepe, Mbemba tem mostrado um nível exibicional consistente e seguro, o ideal para a posição que desempenha.

Pepe – Uma das escolhas mais fáceis deste 11.Começam a faltar adjetivos para qualificar a qualidade dos níveis exibicionais do experiente internacional português. Com 37 anos, enverga a braçadeira de capitão como ninguém, é sem dúvida um dos líderes do plantel e o patrão da defesa. Continuando a este nível, facilmente o veremos a jogar até aos 40 nos grandes palcos do futebol. O melhor central a atuar na Primeira Liga Portuguesa.

Alex Telles – Apesar de já se ter transferido para o Manchester United, o lateral brasileiro foi um dos elementos cruciais do FC Porto no ano de 2020. Titular indiscutível, contribuiu como ninguém para a conquista dos dois títulos, 13 golos e 12 assistências. Não há muitos laterais no mundo que apresentem estes números, juntando ainda a qualidade e entrega demonstrada dentro das quatro linhas. Presença obrigatória neste 11.

Danilo Pereira – O médio internacional português também já não pertence aos quadros dos atuais campeões nacionais, transferiu-se para o PSG. Contudo não deixou de ser um dos jogadores do ano dos Dragões. Sempre foi dos elementos mais seguros dentro de campo, a raça e força física aliadas a inteligência na altura de bloquear o adversário, fazem de Danilo uma mais valia para qualquer equipa do mundo. Um ex-capitão que deixou a sua marca no Dragão.

Sérgio Oliveira – O menino da casa que finalmente se afirmou no plantel portista. Sérgio Oliveira evoluiu muito neste ano, tornou-se titular indiscutível, capitaneou a equipa na ausência de Pepe e, até ao momento, é o melhor marcador do FC Porto na presente temporada. O internacional português acrescenta muita qualidade a este puzzle tático, isto porque traz consistência defensiva, raça na disputa de bola, organiza o jogo ofensivo e é muito perigoso em bolas paradas e remates de fora de área. Um médio completo que pode atuar como seis, oito ou dez.

Otávio – O pequeno grande maestro. O médio ofensivo brasileiro tornou-se dos principais criadores de oportunidades e desequilibradores do plantel. Pode até não marcar muito, mas são raros os golos marcados pelo FC Porto que não tiveram, de alguma forma, a intervenção de Otávio. Apesar de ser um jogador de estatura baixa, sabe usar bem o corpo que tem, na hora de roubar a bola ao adversário e seja no meio ou a descair para as alas, é sempre um perigo para a baliza contrária.

Jesús Corona – Provavelmente é um dos jogadores mais evoluídos tecnicamente do plantel portista. Vai na sua sexta época de Dragão ao peito e a qualidade continua a mesma. Sempre que Tecatito tem a bola nos pés é imprevisível e do nada consegue criar uma oportunidade de golo, característica que já valeu alguns pontos a Sérgio Conceição. Foi o jogador com mais assistências na época passada.

Luis Díaz – O jovem extremo colombiano tem vindo a ganhar bem o seu espaço no onze inicial e este foi um ano crucial na sua evolução. Estreou-se esta época na Champions League e já faturou por duas vezes, tendo assim marcado em todas as competições em que participou pelo FC Porto. Se Corona é o mais evoluído tecnicamente, Luis Díaz vem logo a seguir, é um desequilibrador nato com muita margem de progressão.

Moussa Marega – O avançado maliano continua a ser uma das principais escolhas do treinador, pela sua força física e velocidade. Está presente em quase todos os jogos e é uma peça crucial no xadrez de Sérgio Conceição. Apesar das suas prestações em campo já não serem o que eram, vai marcando alguns golos e foi um dos principais elementos que levou à conquista da Dobradinha.










