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Feliz 127.º aniversário, FC Porto! Eis os 7 Dragões de Ouro

João Pedro Rocha · 7 min

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Esta segunda-feira foi dia de festejar os 127 anos de história do FC Porto e, consequentemente, de revelar os Dragões de Ouro relativos à época passada. Este prémio tem como objetivo honrar as figuras que marcaram o ano do clube, como por exemplo, o melhor treinador, jogador, atleta, jovem, dirigente e até sócio. Infelizmente, devido à pandemia, não foi possível realizar a habitual gala portista para entregar os troféus aos respetivos vencedores, na presença dos principais elementos do clube.

Pelas 10h00 horas, realizava-se nas imediações do Estádio do Dragão o habitual hastear da bandeira azul e branca… Indomável, Imortal! Após esse ritual rigorosamente praticado todos os anos pelo presidente azul e branco, deu-se início à entrega dos prémios, que iriam sendo anunciados ao longo do dia. Os Dragões foram entregues em pleno Dragão.

 O clube teve a responsabilidade de comunicar aos seus adeptos quem seriam os vencedores, de forma a manter uma certa interatividade, num ano em que foi impossibilitada a realização de um evento com público.

Eis os vencedores de cada um dos prémios, com direito a reflexão para os mais relacionados com o futebol:

Atleta do Ano – Pepe: O defesa-central de 38 anos recebeu o prémio referente a Atleta do Ano, num ano em que foi campeão nacional, repetindo novamente esse feito. Com 149 jogos pelo clube, Pepe é umas principais figuras do FC Porto e é um dos jogadores mais acarinhados pela nação portista. O internacional português não podia deixar em branco o papel do presidente portista na sua carreira e relembrou a forma como voltou a vestir a camisola azul e branca.

Pinto da Costa, em poucas palavras, elevou Pepe a um patamar onde muito poucos chegaram nos últimos anos: “Já te dei um Dragão de Ouro em 2006, mas tenho a sensação de que este é o que tem mais justiça de todos os que entreguei, por tudo o que fizeste pela nação portista.”

A paixão de Pepe por este clube é inegável e o seu regresso, mesmo com a idade que tinha, deixou os adeptos empolgados, não só pelo simbolismo, como também pela experiência e maturidade que poderia oferecer ao grupo. Um ano e meio depois, o jogador conseguiu liderar uma defesa que perdeu Marcano a meio da temporada, e deu conta do recado com a ajuda de Chancel Mbemba, vencendo uma histórica dobradinha num ano que Pepe considerou extremamente difícil, afirmando ainda que só um conjunto como este o poderia superar. Com 37 anos (repito, 37 anos), continua a ser um dos melhores deste campeonato, e, ao que tudo indica, inicia-se mais um ano de conquistas para o luso-brasileiro.

Atleta Jovem do Ano – Fábio Vieira: Por todo o trabalho feito durante o último ano, é um prémio mais do que merecido pela forma como chegou à equipa principal dos dragões. Em pouco tempo, mostrou ter mais do que capacidade para brilhar no meio-campo portista. Já teve um papel importante, há mais de um ano, na conquista da UEFA Youth League, e as boas exibições na equipa secundária valeram uma chamada de Sérgio Conceição. As exibições frente ao Boavista, Belenenses, Tondela e Sporting ficam na retina, especialmente contra os leões. Pedem-se mais minutos para este talento, e eu tenho a certeza de que chegarão, pois o seu pé esquerdo não engana.

Atleta Revelação do Ano – João Mário: Poderiam haver mais opções nesta categoria. No entanto, Romário Baró e Fábio Silva já tinham recebido Dragões de Ouro na temporada passada, o que os dificilmente tornava candidatos a revelação. Vitor Ferreira seria o nome mais forte a coletar o Dragão de Ouro, mas o jogador transferiu-se para o Wolverhampton e deu lugar a João Mário, um jovem que fez a formação no clube desde 2008 até chegar à equipa principal, na qual ainda hoje é opção e onde certamente será um jogador útil, com todas as valências para explodir e tornar-se um elemento fundamental no plantel azul e branco.

Futebolista do ano – Tecatito Corona: É óbvio que Alex Telles realizou uma época esplêndida, e seria naturalmente um dos principais candidatos, tal como Otávio, que foi muito consistente e um dos melhores da equipa. Porém, atrevo-me a dizer que Corona foi, indiscutivelmente, o melhor jogador do FC Porto e também do campeonato na última temporada.

O mexicano passou por um processo de evolução duradouro desde a sua chegada ao clube, e, quando passou a ter mais protagonismo, tornou-se no jogador fundamental na criação de golo do conjunto portista. A forma como desequilibra, dribla adversários e descobre os colegas de equipa é impressionante, e a sua inteligência dentro de campo valeu muito ao FC Porto nos últimos tempos. Sinal mais para a época realizada e pelos indícios desta que acabou de começar, Corona poderá superar os feitos realizados.

 Treinador do ano – Sérgio Conceição: Nem haveria outra opção lógica senão o mister Conceição. Sem grandes rodeios, aborda-se aqui o técnico que, depois de altos e baixos, conseguiu manter-se no topo e deixar sem argumentos todos os críticos que tinham vontade de o destituir do posto. Além de dois campeonatos conquistados em três anos e de duas prestações europeias de excelência, Sérgio Conceição foi o principal obreiro das conquistas portistas em 2020/2021. Colocou o seu lugar à disposição por se encontrar a 7 pontos do adversário e perder a final da Taça da Liga em janeiro. Pois, contra tudo e contra todos, remou contra a maré, que a um certo ponto atraía mais a cor azul do que a vermelha, e incutiu nos jogadores o espírito do FC Porto à moda antiga.

Ponto de viragem? 7 de fevereiro, Estádio do Dragão, vitória sem espinhas ao maior rival. A partir desse momento, o Mar Azul avançou e só deu à costa em Coimbra, quando, uma semana depois do 29º campeonato conquistado, levava para o Norte uma Taça de Portugal, conquistada igualmente contra o maior rival. Nessa partida atribulada, de peripécias, altos e baixos e repleta de obstáculos, espelhando dessa forma toda a época azul e branca, o FC Porto fez uma exibição digna de campeão e meteu a cereja no topo do bolo, pois nem com a expulsão de um jogador e do treinador o conjunto saiu derrotado.

Sérgio Conceição continuou sem o devido reconhecimento praticamente pelo país inteiro, mas o treinador é mais do que valorizado pela nação portista. Falamos, indubitavelmente, do maior responsável pela época sucessiva do clube, e, por isso, este foi um dos Dragões de Ouro mais especiais da história do clube.

Há outro para vencer daqui a um ano, mister.

 Parceiro do Ano – Super Dragões: A claque do FC Porto recebeu um distintivo meritório por todo o apoio prestado ao clube, em qualquer estádio, seja em casa ou fora, ou mesmo com ou sem público, já na reta final do último campeonato. A devoção prestada em cada momento é inigualável, e o líder, Fernando Madureira, em nome de todos os Super Dragões, recebeu o prémio e dedicou-o a todos os que contribuíram e deixaram a sua marca ao longo destes 34 anos de história da claque.

“É com enorme satisfação que recebo este troféu em nome dos Super Dragões, com muito orgulho e alegria. Estamos numa fase atípica, na qual não podemos apoiar o clube dentro de campo. Fizemos isso a partir de fora no final da última época e no início desta. Isto é pelos que lutaram pelo clube ao longo destes 34 anos”, referiu Fernando Madureira.

 

Restantes atribuições:

Dirigente do ano – Joaquim Faria de Almeida

Carreira – José Carlos Esteves

Quadro do Ano – Hugo Nunes e Jorge Rocha

Recordação do Ano – Seninho

Casa do Ano – Casa do FC Porto de Lisboa

Sócio do Ano – Fernando Cerqueira

Atleta Amador do Ano – Torbjorn Blomdhal

Atleta de Alta Competição do Ano – António Areia

Projeto do Ano – AJM/FC Porto

Artigo revisto por Mariana Plácido

João Pedro Rocha

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