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O onze mais desvalorizado do FC Porto na última década

Tiago Moura · 4 min

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São onze nomes subvalorizados que passaram pelo plantel do FC Porto na última década. Abandonaram o clube sem conseguirem demonstrar todo o seu potencial ou alcançarem o estatuto de “estrela”. Grande parte destes atletas, depois de passarem pelos dragões, conseguiram chegar a vários clubes dos principais escalões europeus e sul-americanos, mostrando assim o seu verdadeiro valor. Um 4-3-3 que, no esplendor da sua forma, poderia formar uma equipa competitiva pelo título de campeão nacional.

Fonte: FC Porto

José Sá ­– Chegou ao emblema azul e branco juntamente com Moussa Marega, proveniente do Marítimo SC. Começara a sua jornada na equipa B, pois na equipa principal estavam pesos pesados como Hélton e Iker Casillas. Apenas em 2017/2018 conseguiu destacar-se, tendo realizado 21 jogos na totalidade e sofrido 20 golos. Ajudou o FC Porto a conquistar o campeonato nacional, mas na época seguinte partiu para o Olympiacos FC por empréstimo. Atualmente, é titularíssimo na equipa grega.

Fonte: FC Porto

Cristian Sapunaru – Jogue-se bem ou jogue-se mal, que se jogue com tudo. Este era o lema do lateral direito romeno que chegara à Invicta em 2008/2009. Viveu um período de ouro no clube, conquistando dez títulos, sendo um deles a Liga Europa. Foi preponderante no conjunto de André Villas Boas, mesmo não tendo a qualidade técnica de outros laterais. Sem qualquer dúvida, um jogador com raça portista.

Fonte: FC Porto

Willy Boly – Um verdadeiro estudo de caso. Vendido pelo SC Braga em 2016, Boly fez apenas oito jogos no total durante a época em que Nuno Espírito Santo esteve no leme da equipa técnica. Um ano depois estava de malas feitas para o Wolverhampton FC, treinado por… Nuno Espírito Santo. Até então, tem sido uma figura importante na defesa da equipa sensação de Inglaterra.

Fonte: FC Porto

Diego Reyes – Quando chegou a Portugal era uma promessa do futebol mundial, muito por culpa da excelente prova que realizou nos Jogos Olímpicos de Londres. Porém, a adaptação ao futebol português não correu da melhor forma. Iniciou a sua etapa ao serviço da equipa B do FC Porto e apenas conseguiu chegar à equipa principal no final da temporada. Seguiram-se vários empréstimos em Espanha e só voltou a “contar” para o clube em 2017/2018, a sua última temporada em Portugal.

Fonte: FC Porto

Jorge – Emprestado pelo AS Mónaco, em 2018/2019 Sérgio Conceição podia contar com um jogador brasileiro promissor e, simultaneamente, com experiência na Europa. Era o suplente ideal para dar competitividade a Alex Telles, mas as oportunidades que teve foram escassas e Manafá era quem colmatava o número 13 do FC Porto. Foi emprestado novamente, desta vez ao Santos FC, onde superou as expetativas e o AS Mónaco optou por fazê-lo regressar.

Fonte: FC Porto

Fernando Belluschi – Mágico centrocampista do FC Porto entre 2009 e 2012. Apesar de já ter 26 anos quando acordou vir jogar para o emblema azul e branco, o argentino ainda se mantém no ativo. Há quem diga que Diogo Valente ainda tem pesadelos com aquela maldade que Belluschi lhe fez num jogo frente à Briosa em 2010/2011. Infelizmente, saiu pela porta pequena, primeiramente para o Genoa FC, por empréstimo, e depois a título definitivo para o modesto Bursaspor KD da Turquia.

Fonte: FC Porto

Óliver Torres – Todos sabem o quanto jogava (e joga) Óliver Torres. Quando havia rumores do seu empréstimo, muitos portistas não acreditaram que o FC Porto poderia receber um jogador daquele calibre. O que é certo é que Óliver chegou e marcou os adeptos. Tanto que acabaria por voltar dois anos depois e assinar um contrato definitivo. Conseguiu conquistar uma Liga Portuguesa e uma Supertaça de Portugal antes de ser vendido para o Sevilha FC no verão passado.

São onze nomes subvalorizados que passaram pelo plantel do FC Porto na última década. Abandonaram o clube sem conseguirem demonstrar todo o seu potencial.
Fonte: Página de Facebook de Juan Quintero

Juan Quintero – Outro diamante por lapidar. Muitos falam do comportamento que Juanfer Quintero exibia, mas dentro de campo notava-se que tratava a bola por “tu”. Um jogador com muito talento, mas que não conseguiu aproveitá-lo da melhor forma. Teve um arranque em grande, em 2013, quando chegara ao clube, mas a partir de 2015 entrou num ciclo de empréstimos. Agora integra o CA River Plate, um do maiores emblemas argentinos e sul-americanos.

São onze nomes subvalorizados que passaram pelo plantel do FC Porto na última década. Abandonaram o clube sem conseguirem demonstrar todo o seu potencial.
Fonte: FC Porto

Cristian Tello – Os dragões conseguiram um empréstimo de dois anos por um miúdo da cantera que dava cartas no FC Barcelona. Era suplente utilizado num dos maiores clubes do mundo e foi por esse motivo que entrou no FC Porto com rótulo de wonderkid. Mostrou ser um jogador muito rápido e com grande capacidade de explosão no ataque, mas faltava-lhe alguma capacidade na decisão. O hat-trick frente ao Sporting CP demonstra bem o tipo de jogador que era, mas este acabou por não ficar no FC Porto até ao fim do empréstimo e partiu para a ACF Fiorentina.

São onze nomes subvalorizados que passaram pelo plantel do FC Porto na última década. Abandonaram o clube sem conseguirem demonstrar todo o seu potencial.
Fonte: FC Porto

Gonçalo Paciência – A mudança de ares fez-lhe bem. O portista de gema está a mostrar na Alemanha aquilo que só conseguiu fazer no Vitória FC. Depois de meia época feliz nos sadinos, foi resgatado pelo clube do coração, ainda a tempo de se tornar campeão nacional. Não conseguiu fazer qualquer golo e na época seguinte acabou por ser vendido ao Eintracht Frankfurt. Nesta época já é um dos melhores marcadores da equipa com 11 golos em todas as competições.

São onze nomes subvalorizados que passaram pelo plantel do FC Porto na última década. Abandonaram o clube sem conseguirem demonstrar todo o seu potencial.
Fonte: Facebook da CAF

Christian Atsu – Diretamente do Gana para o clube da cidade Invicta, em 2009/2010, Christian Atsu aparecia nos juniores do FC Porto. O baixinho só começou a dar nas vistas aquando do seu empréstimo ao Rio Ave FC e um ano depois já representava a equipa principal portista. Velocidade e técnica foram as principais caraterísticas de Atsu, tendo conquistado os adeptos de imediato. A tenra idade, aliada às boas exibições, despertaram o interesse do Chelsea FC, mas este nunca singrou pelo clube londrino. Cinco empréstimos em quatro temporadas futebolísticas deterioram a sua carreira como profissional, mas finalmente encontrou um clube para estabilizar – Newcastle United FC.

Tiago Moura

Redação Bola na Rede · ver artigos