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Aproxima-se uma nova época e o mercado de transferências do Dragão está no seu auge. Nem só de contratações “novas” se faz o futebol, e o FC Porto de Sérgio Conceição tem mostrado que tem capacidade para rentabilizar jogadores que estiveram emprestados e que podem render muito no regresso.
Vou apresentar-vos um top de cinco jogadores que podem voltar ao Dragão e afirmar-se definitivamente de azul e branco. Não será nada fácil entrar no plantel do Campeão Nacional, mas as vantagens em termos financeiros também não devem ser postas de lado. Pese embora não tenham feito épocas excecionais, vamos ficar a conhecer esses cinco possíveis reforços.
5.

André Pereira – Confesso que estou reticente a um possível regresso de André Pereira. Trata-se de um ponta de lança que até tem alguns traços do futebol de Sérgio Conceição (forte fisicamente), mas ainda tem alguns momentos do jogo que têm de ser francamente melhorados. Ainda chegou a marcar três golos pela equipa principal portista na época 2018/2019, mas acabou por desaparecer face ao rendimento de Soares e Marega e até à contratação de uma aposta de inverno: Fernando Andrade, que, refira-se, também não convenceu os adeptos portistas.
Depois de uma passagem sem sucesso pelo Vitória SC, André Pereira aventurou-se por terras espanholas, e representou numa parte desta última e atípica temporada o Real Zaragoza S.A.D. Não se estreou a marcar e isso é sempre um dado relevante para um ponta de lança. Não digo que o resto não esteja lá, mas assim é complicado e o futuro próximo pode ser decisivo para o avançado de 25 anos. Um fator que pode dar esperança a André Pereira é a procura incessante de um ponta de lança pelo FC Porto.
4.

Yordan Osorio – Estamos aqui perante um exemplo de um atleta que parecia ser banal, mas parece ser capaz de brilhar quando menos se espera. Osorio chegou ao Dragão como uma das primeiras contratações da era Sérgio Conceição, já no mercado de inverno de 2017/2018, em que o FC Porto começou a investir. Tudo aquilo que se tinha visto do central venezuelano ao serviço do CD Tondela acabou por não se verificar de dragão ao peito e Osorio parecia ser mais uma contratação falhada do FC Porto.
O Vitória SC significou um renascimento para Osorio e Luís Castro teve um dedo na ascensão de um central que poderia vir a ter oportunidades na equipa do FC Porto. Face às opções no eixo defensivo e à ascensão de jovens como Diogo Leite e Diogo Queirós na pré-época de 2019/2020, Osorio foi emprestado ao FC Zenit São Petersburgo que, mais tarde, deveria adquirir o jogador em definitivo. Nunca pensei que este pudesse ser o fim de linha de um central que tinha algo que ainda podia ser útil para o FC Porto, e de facto não estava enganado.
O Zenit não deve ter condições para adquirir o jogador em definitivo e abre-se uma porta para Osorio que esteve muito bem nos “recentes” jogos da seleção venezuelana e até na última edição da Liga dos Campeões. Veremos o futuro.
3.

Chidozie Awaziem – Um caso com algumas semelhanças a Osorio. Trata-se de um central já com algum passado na equipa principal do FC Porto, mas nunca foi um titular absoluto nem uma opção totalmente credível para os treinadores que têm passado pelo Dragão. Nunca se pôs em causa o valor desta promessa nigeriana que poderia ter tudo para se afirmar de azul e branco.
O problema é que nunca passámos do “poderia” e o último empréstimo de Chidozie foi ao CD Leganés. As boas exibições estiveram presentes na terra de Nuestros Hermanos, mas os números acabaram por não provar que estávamos perante um central que regressaria facilmente. Veremos se os 29 jogos dão um bilhete para a pré-época ou mais um encaixe financeiro.
2.

Fernando Andrade – Este jogador figura como a segunda opção mais provável de regressar ao FC Porto e passo a explicar o porquê. Fernando Andrade era um dos principais obreiros do CD Santa Clara na época 2018/2019, até que o FC Porto fez mais uma das suas apostas, muitas vezes duvidosas, no mercado de inverno. Seria o substituto ideal para Marega pela forma como se posicionava em campo, faltando apenas o poderio físico do avançado maliano.
Oferecia profundidade e conseguia ter uma capacidade técnica pelo menos superior a Marega. Mas isso não chegou e, sinceramente, o que Fernando Andrade fez de melhor de azul e branco foi o golo frente ao SL Benfica na final-four da Taça da Liga 2018/2019 e o penalti conquistado frente à AS Roma na segunda mão dos oitavos de finais da Liga dos Campeões desse mesmo ano.
Tratando-se ou não de mais um negócio disparatado, Fernando Andrade fez uma época interessante num clube que conseguiu o quarto lugar na Liga da Turquia: o Sivasspor Kulübü. Foram sete golos em 29 jogos, o que não são números extraordinários. Contudo, mostrou uma aptidão que também já tinha mostrado no FC Porto: pode ser um bom suplente e agitar bem o jogo quando entra. A prova foi o facto de ter sido o jogador que mais golos marcou quando entrava na equipa como suplente utilizado. Tudo isto chega para o avançado brasileiro se afirmar no dragão? Quem sabe…
1.

Diogo Queirós – Termino este Top com aquele cuja probabilidade de regressar está estipulada em 99%. Falo, pois, de uma promessa que tem tudo para se afirmar de azul e branco. Diogo Queirós é, a meu ver, um central que pode oferecer muito ao FC Porto e até ser uma melhor aposta que o seu fiel compatriota Diogo Leite. Infelizmente para os Dragões, a defesa dos Diogos não vai existir. Quando muito, teremos Diogo Queirós e Diogo Costa… Diogo Dalot abandonou o Dragão em 2018 e Diogo Leite pode também sair para o Valência FC.
Voltando a Diogo Queirós, é o único jogador deste Top que o FC Porto acredita mesmo e vai dar uma oportunidade na pré-época. O campeão europeu pelas camadas jovens portistas já afirmou que vai chegar a sua época de afirmação no clube e todos esperam que seja já na próxima.
Na época transata, foi uma opção regular no RE Mouscron e encantou a Liga Belga.
Vai ter pela frente um professor “jovem” chamado Pepe e uma forte concorrência de Marcano, Mbemba ou Diogo Leite (se o jovem central ficar), entre outros centrais que possam regressar ou ser contratados.
Será desta que Diogo Queirós dá um passo gigante rumo à afirmação?
Artigo revisto por Diogo Teixeira












