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Os 5 leões a ter em conta no primeiro clássico da temporada

Alexandre Matos · 4 min

Sporting CP
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

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Aproxima-se o primeiro clássico da época com o confronto entre Sporting CP e o FC Porto à quarta jornada do campeonato. Ambas equipas têm, neste momento, 6 pontos, apesar dos leões terem um jogo em atraso.

O FC Porto começou bastante bem a época, com duas vitórias contra equipas mais fortes (SC Braga e Boavista FC), mas depois tropeçou contra o adversário que, pelo menos no papel, tinha menos qualidade. O início de campeonato do Sporting CP tem sido difícil de avaliar. Apesar de ter ganho os dois jogos e de não ter sofrido qualquer golo, é bastante consensual que a equipa de Alvalade não tem propriamente convencido.

O grande problema do FC Porto, que já vem de algumas épocas atrás, tem sido quando defronta equipas que apenas se preocupam em defender. O jogo muito direto dos Dragões torna-se altamente previsível e mais fácil de defender. Contudo, quando o adversário tenta jogar, tenta ter bola e avança as suas linhas, a equipa de Sérgio Conceição raramente dá hipóteses.

Por outro lado, o Sporting CP de Rúben Amorim tem sentido bastantes dificuldades nos jogos contra os grandes. A construção a partir de trás, que o treinador privilegia, abana muito quando os adversários pressionam e, por consequência, a equipa tem sempre bastantes dificuldades em entrar no bloco adversário e ter bola nas zonas perigosas do campo.

Dessa forma, o Sporting irá sempre depender muito da qualidade individual dos seus melhores jogadores. Assim, apresento aqui os 5 jogadores que podem causar mais transtornos à defesa portista.

5.

Pedro Gonçalves – O jovem português ainda não se conseguiu afirmar verdadeiramente na equipa do Sporting CP, mas não haverá melhor jogo do que este para se mostrar aos adeptos leoninos como a promessa que se viu no Famalicão na época passada.

4.

Nuno Santos – O extremo contratado ao Rio Ave FC é dos jogadores mais perigosos dos leões e pode ser dos que apresenta mais eficácia no jogo contra o FC Porto. É dos jogadores mais rápidos do plantel e destaca-se quando tem espaço na ala para correr e cruzar. Enquanto que em outros jogos do Sporting esse espaço não é concedido, esse não vai ser o caso neste confronto contra os Dragões. Com a sua pressão e defesa altas, irá haver espaço nas costas dos defesas para explorar. Resta saber se Nuno Santos terá a perícia para os atacar com sucesso e se os defensores portistas o conseguirão proteger eficazmente.

3.

Tiago Tomás – O jovem avançado tem sido um dos grandes pontos positivos da, para já, curta época dos leões. Começa normalmente mais descaído na direita, mas flete muito para o meio no sistema bastante fluído e flexível de três homens na frente que Rúben Amorim apresenta. Tem um bom toque de bola e um faro muito apurado para golo. Com apenas 18 anos, o jovem tem tudo para ser dos maiores nomes do futuro próximo dos leões, e, da maneira que tem jogado, do presente também.

2.

Nuno Mendes – Se Tiago Tomás tem sido a revelação da época sportinguista, então Nuno Mendes é a confirmação da época. No final da época passada, mostrou já inúmeras qualidades, ganhando inclusive o lugar ao experiente Acuña. Mas o jovem de também 18 anos não tem abrandado em nada nesta nova temporada. Tornou o lugar de ala esquerdo dele e só dele e é, hoje, um dos jogadores mais importantes do sistema de Rúben Amorim.

Oferece largura e velocidade na ala, aliando também um grande critério em todas as suas ações. Tem uma boa capacidade de cruzamento, mas consegue também ligar-se muito bem com o jogo interior. Com a saída de Alex Telles e com a lesão de Grimaldo, é neste momento o lateral-esquerdo mais entusiasmante a jogar em Portugal.

1.

João Mário – O internacional português dispensa qualquer tipo de apresentações. É um jogador com uma tremenda qualidade, mas que simplesmente não tem sido bem aproveitado nem potenciado nos últimos anos. Se voltar ao Sporting CP a jogar da mesma maneira que saiu, será automaticamente o melhor jogador dos leões. Existe também alguma curiosidade para ver em que posição irá Rúben Amorim colocar o jogador.

Pode facilmente fazer a posição de oito no duplo pivô, ou a de médio-ofensivo a descair numa das alas. A escolha do treinador dependerá muito também do posicionamento de Pote. Este segundo é um jogador um pouco mais vertical e, por isso, provavelmente, encaixará melhor mais à frente, enquanto que João Mário seria importantíssimo para trazer mais qualidade à construção e à ligação defesa-ataque, tendo, na mesma, permissão para chegar ao último terço – um bocado como Wendel fazia.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Alexandre Matos

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