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Os 5 momentos-chave da época azul e branca liderada por Conceição

José Mário Fernandes · 5 min

Foto: FC Porto

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Findada que está a longa época 2019/20, o momento é agora de reflexão, não só com vista ao que aí vem, como também numa espécie de retrospetiva de tudo o que de bom e de menos positivo ocorreu ao longo deste ano de competição.

Com isso em mente, resolvemos listar cinco momentos que marcaram a temporada do FC Porto, temporada coroada com a conquista do vigésimo nono título de campeão nacional e da décima sétima Prova Rainha.

5.

Depois da tempestade, vem a bonança – A época dos homens às ordens de Sérgio Conceição começou mais cedo do que seria, certamente, pretendido, por força das eliminatórias de acesso à Champions. Em sorteio ficou determinado que o FC Porto viajaria ainda no solarengo mês de agosto até à Rússia, de modo a defrontar o FK Krasnodar; pelo meio, ainda, a primeira jornada do campeonato, em Barcelos.

Era uma sequência de jogos que poderia ditar muito daquilo que seria a época dos dragões e, verdade seja dita, nem começou particularmente mal: triunfo em solo russo por 0-1. No entanto, todo o cenário sofreria uma drástica inversão. Na ronda inaugural da Liga, os dragões não trazem nenhum ponto do terreno gilista e, na sequência, uma derrota surpreendente no Dragão na segunda mão do duelo europeu, hipoteca a presença dos azuis e brancos na prova milionária.

Era, sem sombra de dúvidas, a pior forma de começar a temporada: sem milhões da Liga dos Campeões e já a correr atrás no campeonato. Era necessário dar uma assertiva resposta, uma resposta à Porto; e haveria melhor palco que a Luz? Triunfo por duas bolas a zero no campo do eterno rival, com direito a olés. O recado estava dado: teriam de contar com o FC Porto.

4.

Os 5 momentos-chave da época azul e branca. Duas semanas separavam o oitavo dia do mês de fevereiro da bombástica declaração de Conceição.
´Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

O murro na mesa – Daremos agora um salto no tempo até à segunda quinzena de janeiro. À entrada para a décima sétima jornada, o FC Porto era segundo colocado, fruto de dois empates, na Madeira e no Jamor. Todavia, com o dérbi da capital no horizonte, os portistas acreditavam numa diminuição da distância de quatro pontos para o líder.

Para isso, contudo, havia que levar de vencido o SC Braga, algo que não se viria a materializar. Num jogo “pouco usual”, com duas grandes penalidades falhadas pelos azuis e brancos, os bracarenses implicariam a segunda derrota na prova aos dragões. Mais tarde nesse dia, o Benfica passaria em Alvalade, aumentando assim para sete pontos a distância para o segundo classificado.

Na semana que se seguiu, mudança de chip: final-four da Taça da Liga e o desejo de trazer pela primeira vez aquele troféu para o museu do Dragão. Facto é que não passaria disso, de um desejo. Depois de deixar para trás, nas meias-finais, a turma de Guimarães, Sérgio Conceição encontraria uma vez mais Rúben Amorim. O desfecho haveria de ser bastante semelhante ao do jogo do campeonato: nova derrota frente aos guerreiros do Minho, desta vez por 1-0.

Na flash interview, a materialização daquilo que muita da massa adepta previa: lugar colocado à disposição pelo técnico azul e branco, não sem antes exteriorizar a falta de união patente no seio do clube.

3.

Os 5 momentos-chave da época azul e branca. Duas semanas separavam o oitavo dia do mês de fevereiro da bombástica declaração de Conceição.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O (re)começo – Duas semanas separavam o oitavo dia do mês de fevereiro da bombástica declaração de Conceição. Desde então, nenhuma mudança, nem na equipa técnica, nem na tabela classificativa. No entanto, era dia de clássico, que tanto poderia transformar-se no clássico da remontada, como no clássico do “xeque-mate”. O Estádio do Dragão completamente lotado era um sinal de que os adeptos do clube da Invicta preferiam acreditar na primeira das opções.

Dez foram os minutos necessários para que os milhares de portistas presentes no estádio retirassem um pouco da tensão de cima dos seus ombros. Num remate acrobático, Sérgio Oliveira responde a um cruzamento atrasado de Otávio e coloca a bola no fundo da baliza visitante.

Pouco depois chegaria o empate dos visitantes, resultado que se manteria inalterado por poucos minutos: castigo máximo exemplarmente convertido por Alex Telles (2-1). Ainda antes do descanso, cruzamento de Marega e Rúben Dias coloca, inadvertidamente, o esférico para lá da linha de golo.

Até final, os encarnados ainda reduziriam a desvantagem, algo que, no entanto, não se revelaria suficiente para retirar os três pontos aos dragões. O primeiro lugar já não parecia estar tão distante assim…

2.

“Isto é uma vergonha” – Intitulo este ponto com as palavras que Sérgio Conceição dirigiu às bancadas do D. Afonso Henriques. Na jornada que se seguiu à do clássico, o Vitória SC recebe o FC Porto, num jogo que acabaria por ser vencido pelos visitantes por 1-2. O resumo do jogo pouco mais merece que duas simples linhas; as situações lamentáveis que ocorreram naquele estádio, essas sim merecem espaço.

Corria o minuto 68 e Marega, claramente incomodado com todas as ofensas gravíssimas proferidas pela plateia, decide abandonar o terreno de jogo, apesar de vários pedidos em contrário dos seus companheiros.

O encontro entre vimaranenses e portistas andou nas bocas no mundo, tal foi a indignação dos fãs da modalidade e do público em geral. Várias personalidades vieram a público condenar as atitudes de “adeptos” do Vitória e demonstrar o seu apoio para com o maliano.

Facto é que o grupo de trabalho pareceu unir-se em volta de todo este infeliz caso, o que poderá ter sido determinante para todas as vitórias e conquistas que se seguiram.

1.

 Dobradinha à moda do Porto – Depois de toda uma longuíssima trajetória, chegávamos à fase decisiva da época desportiva. O FC Porto entrava nesta fase com dois troféus em mira: o campeonato e a Taça de Portugal. Primeiramente, no que à prova máxima do futebol nacional diz respeito, os azuis e brancos conseguiram abrir, depois de um recomeço pós-pandemia algo atabalhoado, uma vantagem de oito pontos para o seu mais direto perseguidor. Essa vantagem haveria de ser definitiva à 32.ª ronda, no Dragão, frente ao Sporting CP. Era o 29.º título dos dragões!

Mas havia ainda mais para conquistar… Quiçá, de uma maneira mais saborosa ainda para a turma de Conceição. Em Coimbra, terra natal do técnico de quarenta e cinco anos, viu (da bancada) a sua equipa, reduzida a dez unidades, superiorizar-se pela terceira vez ao SL Benfica, desta feita por 2-1.

Estava alcançada uma nova dobradinha (a oitava na história), a coroação numa época que tanto teve de atípica como de memorável!

Artigo revisto por Joana Mendes

José Mário Fernandes

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