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Os cinco futebolistas mais influentes da época do FC Porto

Francisco Sampaio · 6 min

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O futebol é, acima de tudo, um desporto coletivo. Assim sendo, mais importante do que as individualidades é a forma como esta se organizam e, a partir daí, se desenvolvem as dinâmicas da equipa. Porém, se é certo que uma equipa dificilmente consegue obter bons resultados na ausência de um coletivo bem trabalhado, não menos verdade é que, como dita a gíria popular, “não se faz omeletes sem ovos”.

Sendo o FC Porto uma equipa tão pouco trabalhada em qualquer dos momentos do jogo é precisamente nos duelos individuais que a superioridade perante os adversários tende a evidenciar-se, muito devido à qualidade dos seus futebolistas. Assim sendo, enumeram-se de seguida aqueles que se consideram ser, até ao momento, os jogadores mais influentes na época 2016/17 do FC Porto.

 Foto de Capa:  FC Porto

5.

Fonte: Facebook oficial
Fonte: Facebook Oficial de Brahimi

Yacine Brahimi – Brahimi é sinónimo de imprevisibilidade e desequilíbrio. Com o argelino em campo o FC Porto ganha uma criatividade no último terço que, enquanto este esteve ausente da equipa, nunca existiu. A cada toque que dá na bola Brahimi reúne junto de si um número tão significativo de futebolistas da equipa adversária que permite a abertura de espaços noutras zonas do terreno de jogo.

O argelino não se pode considerar um “jogador de sonho” para qualquer treinador, na medida em que tem que estar motivado para demonstrar em campo o seu melhor futebol. Contudo, quando este aparece, Brahimi praticamente “desmonta” a organização defensiva dos adversários, ultrapassa contenções e coberturas mesmo em espaços extremamente reduzidos. Ao nível da tomada de decisão trata-se de um futebolista invulgar porque tende a, aparentemente, não decidir bem num primeiro momento (“agarrando-se” em demasia à bola) mas, à medida que vai ultrapassando adversários, consegue criar para a equipa situações ainda mais favoráveis do que aquelas que existiam no momento em que recebeu a bola.

Neste top atribui-se a Brahimi apenas a 5ª posição pelo facto de este ter estado ausente da equipa, por opção de Nuno Espírito Santo, durante os jogos referentes ao início da época futebolística. Contudo, desde que entrou na equipa, esta apresentou melhorias de tal modo significativas no momento ofensivo que seria impensável não incluir o argelino nesta lista

Foto de Capa: FC Porto

4.

Fonte: Facebook oficial
Fonte: Facebook Oficial de Iker Casillas

Iker Casillas – Não é e, provavelmente, nunca terá sido o melhor guarda-redes do mundo. Sempre lhe foram reconhecidas qualidades entre os postes, mas também sempre foram por demais evidentes as suas debilidades fora de postes e, em alguns momentos da sua carreira, ao nível do jogo de pés. Com 35 anos de idade e após uma primeira época em Portugal muito aquém das expetativas, Casillas parecia definitivamente em fase descendente da carreira e, para muitos, tratava-se até de uma opção duvidosa para defender a baliza do FC Porto.

Porém, 2016/17 foi a época da viragem para aquele que voltou a ser “San” Iker. Com exibições extraordinárias, sobretudo contra os adversários mais diretos na luta pela Liga NOS, Casillas verdadeiramente valeu pontos para a equipa e, pode dizer-se, é também graças a ele que o FC Porto se mantém na luta pela conquista do campeonato nacional de futebol. O espanhol parece agora melhor ao nível do jogo de pés do que foi no passado, parece mais consciente das suas dificuldades fora de postes e, como tal, pouco arrisca na saída a cruzamentos e, entre os postes, mantém-se ao nível dos melhores do mundo. Por se tratar não só do mais titulado como também do melhor guarda-redes da Liga NOS Iker Casillas teria, definitivamente, que constar nesta lista.

Foto de Capa: FC Porto

3. 

Fonte: Facebook oficial
Fonte: Facebook Oficial de André Silva

André Silva – Começou a época 2016/17 como um dos futebolistas mais apreciados pelos adeptos do FC Porto, não só por se tratar de um “homem da casa” mas também porque estes não esqueceram a sua excelente exibição frente ao SC Braga na final da Taça de Portugal da época passada. Contudo, e apesar dos golos marcados, começaram a surgir algumas desconfianças relativamente ao jovem ponta de lança português, sobretudo no que concerne à técnica de finalização.

Apesar de tudo o que possa ser dito, a influência de André Silva no atual FC Porto é por demais evidente, sendo que deste não se pode esperar que seja “apenas” um homem de área. Sem bola trata-se de um futebolista notável, que arrasta os defesas adversários e abre espaços para a entrada dos seus colegas de equipa (há muito do trabalho de André Silva, por exemplo, nos golos que têm vindo a ser marcados por Soares). O seu papel ao nível da ligação do jogo da equipa é também extremamente importante, na medida em que este tende a baixar para apoio e a tocar nos colegas de equipa mais bem colocados ou, se tiver essa possibilidade, a enquadrar com a baliza. Ao nível da movimentação André Silva é, já hoje, um avançado de topo; ao nível da técnica de finalização é notório que existe ainda trabalho a fazer para que este possa melhorar nesse aspeto, mas não devem ser ignorados os 20 golos já marcados ao longo da presente temporada.

Foto de Capa: FC Porto

2. 

Fonte:Facebook oficial
Fonte: Facebook Oficial de Danilo Pereira

Danilo Pereira – Falar de Danilo Pereira é, provavelmente, falar do futebolista do FC Porto que mais “cresceu” ao longo da época 2016/17. Até há bem pouco tempo Danilo era um trinco que apenas jogava o momento defensivo e que tinha como maior força do seu jogo a velocidade e a capacidade de se impor fisicamente em duelos individuais. Contudo, e muito fruto daquilo que Nuno Espírito Santo lhe tem vindo a pedir, tal já não corresponde ao perfil atual do jogador.

É certo que Danilo não tem, nem nunca terá, as caraterísticas de futebolistas como Busquets, Xabi Alonso ou Julian Weigl; aliás, nunca terá sequer as caraterísticas de Rúben Neves. A Danilo falta-lhe, assim, a criatividade e velocidade na tomada de decisão que lhe permitam aproximar-se de jogadores com esse tipo de perfil. Porém, o trinco português já não é apenas o “clássico” trinco defensivo. Mantém-se lento a decidir, mantém as debilidades técnicas que sempre lhe foram reconhecidas, mas ganhou clarividência no momento da tomada de decisão sendo hoje capaz, por exemplo, de quebrar linhas com recurso a passes verticais. No momento defensivo Danilo também é, atualmente, melhor jogador do que no passado. Se o FC Porto é uma equipa com poucos golos sofridos, deve-o mais à capacidade de encurtar espaços, ao posicionamento defensivo e à capacidade de resposta à perda de bola de Danilo do que à organização defensiva da equipa ou ao seu quarteto defensivo.

Foto de Capa: FC Porto

1. 

Fonte: Facebook oficial
Fonte: Facebook Oficial de Óliver Torres

Óliver Torres –  O pequeno mágico espanhol, é a verdadeira “casa das máquinas” do atual FC Porto. É ele quem liga todo o jogo ofensivo da equipa, é ele um dos primeiros a reagir agressivamente à perda da bola, é ele o cérebro e o pulmão da equipa em pleno meio campo. Óliver é, provavelmente, o melhor futebolista da Liga NOS 2016/17 porque raramente erra e, a somar a isso, tende a criar muito e bem. Quando a bola passa pelos pés do espanhol é quase certo que o FC Porto irá ficar mais próximo do golo do que se encontrava anteriormente.

Velocidade é a palavra-chave no jogo de Óliver Torres. E não, a referência nada tem a ver com correrias desenfreadas com e/ou sem bola. A velocidade de Óliver é mental, passa pela rapidez com que, após receber a bola, toma decisões e executa quase sempre bem. Com pés “de veludo” e a cabeça sempre levantada, são raras as jogadas de ataque do FC Porto que não passam pelo espanhol. Sempre bem posicionado para receber a bola e com criatividade para, com um passe, desequilibrar a organização defensiva adversária, apenas se lamenta que Óliver Torres não seja mais bem aproveitado, ou seja, que tenda a receber a bola em zonas mais recuadas do meio campo quando é precisamente nas zonas de decisão que este, com a sua qualidade no último passe, poderia ser mais decisivo para a equipa.

Foto de Capa: FC Porto

 

Francisco Sampaio

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