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Preciso de ti, meu Porto

Gaspar Ribeiro Lança · 1 min

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amarazul

Já mo disseram, e eu próprio já me mentalizei disso mesmo mas continuo a cair no mesmo erro. Todos os meses vejo a selecção a jogar e a sensação não é outra. Portugal joga (mal!), empata, perde. Também ganha (é raro…) e às vezes a jogar bem (ainda mais raro…).

Se fosse o meu Porto a jogar tudo seria diferente. O ritmo, o ânimo, o resultado, as reacções. Os jornais desportivos não teriam também de desperdiçar capas com prestações tão vergonhosas quanto esta. Vergonhosa, como destacam e bem. Se fosse o meu Porto a jogar assistiríamos a um espectáculo de magia, um verdadeiro show.

O problema, lá está, é este. Sempre este. Pelas ausências criadas no plantel, pela paragem no campeonato e perda de ritmo. E para quê?, começo eu a perguntar-me. Para ver uma selecção de segundo – perdão, quinto – escalão vir ao nosso país conquistar o resultado da história. Durante esses noventa minutos poderia estar a jogar o meu Porto, o nosso Porto. Poderia estar a jogar-se futebol.

E por isso preciso de ti, meu Porto. Tu não me desiludes. Preciso que voltes, bem rapidamente, e nos faças esquecer tudo isto. Vem sem medos e confiante como sempre nos habituaste. Vem para vencer, para deixar pelo caminho todos aqueles que à tua frente se atrevam a passar.

Vem, simplesmente vem.

Gaspar Ribeiro Lança

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Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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