Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Quantas vidas tem Vincent Aboubakar no FC Porto?

Tiago Moura · 2 min

Quantas vidas tem Vincent Aboubakar no FC Porto?
Foto: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Jovem promessa camaronesa, substituto de Jackson Martínez, emprestado, sem vontade de voltar ao clube, ídolo e melhor marcador do plantel, FC Porto B e reserva. Assim é o carrossel Aboubakar, que já está em andamento há quase seis anos. Um caso estranho do futebol, onde podemos observar um jogador capaz do melhor e do pior num só clube. A sétima temporada com ligação contratual aos dragões está prestes a iniciar para Aboubakar, mas será que o camaronês partirá antes do fecho do mercado?

Os portistas com memória curta olham para o número nove e associam imediatamente a sua carreira às lesões que sofreu até ao momento. A verdade é que desde que chegou ao FC Porto esteve sete vezes impedido de jogar por problemas físicos. Ao todo, falhou um total de 56 partidas. Números acima da média para um jogador comum que tornam Aboubakar num risco para qualquer plantel.

No entanto, aqueles que têm boa memória, lembrar-se-ão dos dois golos marcados frente ao BSC Young Boys na fase de grupos da Liga Europa. Os azuis e brancos estavam em desvantagem no marcador desde o início da primeira parte e em menos de quatro minutos (75m e 79m) o ponta de lança fez balançar as redes dos suíços duas vezes.

Quantas vidas tem Vincent Aboubakar no FC Porto? Irá Aboubakar resistir e ganhar uma nova vida no FC Porto ou as despedidas já estão a ser pensadas?
Antes da rotura de ligamentos cruzados, Aboubakar era capaz de fazer levantar o estádio
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede 

Lembrar-se-ão também dos 26 golos marcados em 2017/2018, mesmo com um período de seis jogos falhados devido a lesão. A dupla com Moussa Marega tornava o ataque do FC Porto verdadeiramente avassalador. Foi, sem qualquer dúvida, um dos responsáveis pelo título desse ano.

Contudo, Vincent Aboubakar também teve períodos conturbados no clube da cidade Invicta. Aquando do empréstimo ao Besiktas JK, num jogo de Liga dos Campeões no Estádio da Luz frente ao SL Benfica, o avançado afirmou não ter vontade de voltar ao clube quando a cedência terminasse. As suas palavras não caíram bem nos adeptos, mas foram capazes de perdoar o atleta. Destaca-se pela negativa também a descida à equipa B num jogo para a Segunda Liga frente ao Varzim SC, que acabou por servir para ritmar o avançado portista.

Agora, Aboubakar tem o futuro nas suas mãos e nos seus pés. A pré-época já começou e está apto e às ordens de Sérgio Conceição, tendo, uma vez mais, a oportunidade de convencer o técnico português. Contudo, o FC Porto pode já estar a preparar a sua guia de marcha, uma vez que AS Saint-Étienne e o Besiktas JK estão bastante interessados no jogador. Irá Aboubakar resistir e ganhar uma nova vida no FC Porto ou as despedidas já estão a ser pensadas?

Artigo revisto por Joana Mendes

Tiago Moura

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.