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As saídas que são um zero à esquerda | FC Porto

Diogo Ataíde · 3 min

FC Porto Moussa Marega
Foto: Diogo Cardoso / Bola na Rede

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A travessia financeira que o FC Porto tem atravessado, nos últimos anos, não tem sido surpresa para ninguém, já que a intervenção da UEFA nas contas portistas é do conhecimento geral. Após anos, nomeadamente com Lopetegui, de investimento alto, nem sempre nos “melhores cavalos”, o emblema da invicta entrou num período delicado, tanto a nível desportivo, como a nível financeiro.

Poderá pensar-se que estas dificuldades apenas influenciaram a participação externa do FC Porto no mercado, mas não, os efeitos também fizeram sentir-se no foro interno. Ou seja, a partir da segunda metade da década de 2010, os responsáveis azuis e brancos enfrentaram “n” problemas no que toca a renovações de ativos, isto é, de jogadores do plantel principal.

Podemos enumerar aqui vários exemplos, desde Brahimi a Marcano, de Diego Reyes a Herrera, que abandonaram o Estádio de Dragão a “custo zero”, sem qualquer benefício económico para o clube.

Alguns destes atletas, na altura certa, podiam ter dado algum retorno financeiro, já que foi público a oferta do Olympique de Lyon a Hector Herrera por 25 milhões de euros, assim como a oferta dos ingleses do West Ham FC por Marega, na casa dos 30 milhões de euros.

Neste tema, entra sempre a ótica do que é o melhor para o clube, a vertente desportiva ou a vertente financeira, pois um sucesso desportivo está sempre diretamente ligada à entrada na Liga dos Campeões, que dará sempre um encaixe de 40 milhões de euros para as contas da SAD, mas será sempre um facto condicional…

Contudo, o panorama atual parece estar a mudar, dado que, este ano, os portistas já conseguiram renovar vínculos laborais com Sérgio Oliveira e Otávio, jogadores que foram preponderantes na época desportiva do FC Porto e que muitos poucos davam como viáveis os seus processos de prorrogação de contrato.

Mas nem tudo está bem, basta relembrar a saída de Alex Telles, que podia ter rendido muito mais e também as situações atuais de Mbemba e Corona, que estão prestes a entrar no último ano de contacto. Além disso, temos que adicionar o assunto da semana, a renovação de Sérgio Conceição.

FC Porto
Muita tem sido a especulação sobre o futuro do treinador.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Aqui, entra outro ponto de análise, será um problema financeiro ou de “timing”? Parece um misto de dois.. um problema que tem de ser combatido, pois de certa forma entramos em atos de gestão danosa, pois indiretamente há uma lapidação do património do clube.

Depois, também é de conhecimento geral, que dependendo da importância do jogador, o aproximar do término do seu contrato confere mais poder ao mesmo, já que as suas exigências serão maiores e com isso obrigará os responsáveis do FC Porto, ou de outro emblema qualquer. a “entrar no seu leilão ou não”.

Com isto, estas duas características são um dos dois pontos que tem justificado a dificuldade da estrutura nortenha em estender os contratos dos seus ativos.

Assim, apesar das recentes perspetivas de melhoria, a este ponto, a prova dos 9 vai ser com os casos que já foram especificados anteriormente, isto é, os casos de Corona e Mbemba. A única certeza é que os dragões têm de recuperar a reputação económica que perderam, de modo a tornarem-se competitivos no mercado.

Diogo Ataíde

Redação Bola na Rede · ver artigos

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Tiago Campos · 4 min de leitura
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