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Schalke 04 1-1 FC Porto: Agridoce

Bernardo Lobo Xavier · 3 min

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Arrancou a caminhada do FC Porto na Liga dos Campeões 2018/2019. Os comandados de Sérgio Conceição deslocaram-se ao terreno do Schalke 04 num estádio de boa memória para os azuis e brancos já que foi lá que, em 2004, o FC Porto levantou a taça da Liga dos Campeões pela última vez. No entanto, uns anos mais tarde, em 2008, o FC Porto viria a perder na Alemanha, tendo mesmo acabado eliminado pelo adversário desta noite.

O Porto chegava à partida de hoje sob uma nuvem de desconfiança provocada pela irregularidade exibicional que a equipa tem evidenciado nesta época.

No palco europeu, Sérgio Conceição voltou à fórmula do meio campo a três, com Herrera, Danilo e Otávio a formarem o trio. Assim, o FC Porto entrou em campo com o seguinte onze: Casillas (20ª temporada do espanhol na mais importante prova de clubes do mundo); Maxi, Felipe, Militão e Alex Telles formaram o quarteto defensivo; Os já referidos Danilo, Herrera e Otávio no meio campo e o ataque entregue a Brahimi pela esquerda, Marega na direita e Aboubakar no centro.

O Schalke 04 (vice-campeão alemão) entrava para este jogo também intranquilo. Três derrotas em outros tantos jogos na Liga Alemã não eram o melhor cartão de visita de uma equipa que viu sair alguns jogadores importantes no verão passado. Assim, Tedesco (treinador dos alemães) optou pelo seguinte onze: Fahrmann; Sané, Naldo e Nastasic; Caligiuri, McKennie, Serdar, Bentaleb e Schopf; Uth e Embolo.

Foi um jogo equilibrado e intenso mas quase sempre mal jogado. O Schalke forçava constantemente a dimensão física, mas foi o FC Porto, nos momentos em que conseguiu debelar as amarras do jogo mais físico alemão (os portistas tiveram muita dificuldade em circular a bola devido à forte pressão dos jogadores alemães), a dispor das melhores oportunidades e a mostrar que apesar de o empate não ser o pior dos resultados, fica a dever a si próprio o facto de não sair de Gelsenkirchen sem a vitória.

Está dado o pontapé de saída na edição 2018/2019 da Liga dos Campeões
Fonte: FC Porto

Foi um jogo interessante de seguir mas sem grandes peripécias para contar. O FC Porto entrou algo nervoso nos minutos iniciais mas cedo conseguiu impor o seu jogo e comandou as operações até à meia hora de jogo. Pelo meio desperdiçou a melhor oportunidade do jogo através de Alex Telles que falhou uma grande penalidade aos 12 minutos a castigar uma mão de Naldo. Depois de uma fase de domínio portista, o Schalke não mais deixou os azuis portugueses jogar. Sem criar ocasiões, os alemães forçaram o erro dos portistas e acabaram a primeira parte a jogar no seu meio campo ofensivo. A segunda parte começa com novo período de domínio portista e com um par de ocasiões desperdiçadas por Felipe e Aboubakar. Volvidos 15 minutos e os comandados de Tedesco reequilibraram o jogo e, numa jogada de contra-ataque, depois de vários ressaltos conseguem inaugurar o marcador por intermédio de Embolo. O resultado era injusto mas o FC Porto teve a sorte e o engenho para empatar o jogo aos 75 minutos num penalty convertido por Otávio (fica por saber se o toque de Naldo no pé de Marega é suficiente para derrubar o maliano). Até ao fim da partida houve mais perdas de bola de parte a parte do que jogadas com princípio meio e fim e coube aos alemães disperdiçarem a derradeira oportunidade com Felipe a desviar para canto um remate de Konoplyanka à boca da baliza.

Substituições: Aboubakar por Corona (60 minutos); Sérgio Oliveira por Brahimi (81 minutos); Hernâni por Otávio (89 minutos).

Foi um jogo errático do FC Porto com vários jogadores em sub-rendimento e fica a sensação que um Porto nos seus melhores dias poderia levar os três pontos para a Invicta. Pela marcha no marcador e por ser um jogo fora, pode dizer-se, ainda assim, que é um resultado satisfatório. Fica, portanto, um sabor agridoce.

A FIGURA

Fonte: FC Porto

Éder Militão – Excelente estreia do defesa brasileiro de 20 anos na Liga dos Campeões. Sempre sóbrio esteve implacável no plano defensivo com cortes e antecipações preponderantes e ainda deu uma ajuda no ataque a desviar alguns lançamentos laterais ao primeiro poste. Sempre bem posicionado.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: FC Porto

Herrera – Péssima exibição do médio mexicano a fazer lembrar os primeiros tempos de dragão ao peito. Parecia cansado e sem intensidade. Falhou diversos passes que acabaram por substituir potenciais ataques portistas por jogadas de perigosas de contra-ataque do Schalke.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Bernardo Lobo Xavier

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