Última horaJosé Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano
Publicidade

CD Tondela 0-1 FC Porto: Simplesmente medonho

Redação BnR · 3 min

CD Tondela 0-1 FC Porto: Simplesmente medonho

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cabeçalho fc porto

Confrangedor. Não há outra palavra que me venha à cabeça para descrever a exibição portista esta noite em Aveiro. Sem chama, sem garra, sem intensidade, sem nada. Não se viu FC Porto com o Tondela. Quanto muito, vimos 11 jogadores com uma camisola que mais uma vez não foi respeitada. Exibição pálida e tristonha que ainda foi pior comparativamente ao do encontro com o Dínamo Kiev.

Comecemos por falar do onze inicial: torna-se quase inútil sequer comentar as escolhas de Lopetegui.  No jogo com os ucranianos, o espanhol decidiu utilizar apenas três médios, num jogo onde a solidez defensiva era fundamental. Esta noite, com o último classificado do campeonato, o treinador decide colocar quatro centrocampistas, numa decisão sem qualquer explicação aparente. Para além do sistema, é igualmente relevante os protagonistas escolhidos: Bueno raramente tinha sido opção e, do nada, aparece a titular; André André, de longe o melhor médio dos dragões, é mais uma vez afastado para uma faixa onde só a espaços é importante.

Foi assim, num mar de dúvidas inexplicáveis, que o FC Porto entrou no relvado. Do outro lado, um Tondela que, apesar do último lugar no campeonato, cedo mostrou que não estava ali para facilitar. Linhas bem juntas, pressão perto da defensiva contrária e uma solidez que promete ter os seus frutos a médio prazo. Do outro lado, uma exibição fantasmagórica durante a primeira meia hora. Objetivamente, só aos 28 minutos, quando Brahimi sacou um coelho da cartola, é que se viu FC Porto. A liderança no marcador era mentirosa, tal tinha sido a falta de qualidade exibicional. Até ao intervalo, as coisas melhoraram um pouco com Brahimi, André André e Aboubakar a conseguir criar perigo. Aliás, o ex-médio do Vitória Guimarães e o avançado camaronês podiam mesmo ter fechado o resultado já sobre o intervalo, mas ambos falharam o golo.

maicon
Maicon comprometeu ao fazer grande penalidade
Fonte:diariodigital.sapo.pt

No segundo tempo, aconteceu o que seria quase impensável. O FC Porto apareceu ainda mais apático, com um estilo de jogo absolutamente medíocre. Os minutos iam passando e o jogo sonolento dos dragões ia fazendo perigar o resultado. Já com Lopetegui há muito expulso do banco, as substituições feitas pelos adjuntos ainda pioraram a situação. De facto, acabar um jogo contra o último classificado com dois trincos é algo que não lembra a ninguém. Rui Bento quis aproveitar a oportunidade e lançou trunfos à procura do empate. A grande penalidade de Maicon sobre Murillo foi a chance de ouro que procurava mas Chamorro, perante Casillas, permitiu a defesa ao espanhol.

Nas bancadas, ouviam-se insultos aos jogadores do FC Porto; no relvado, sobravam poucas palavras para a atitude da equipa. Vitória sofrida e vergonhosa de um dragão que continua a desiludir tudo e todos. Os três pontos rumam à invicta mas, mais importante que o resultado, desta noite fica uma pálida imagem que não se pode repetir. Este FC Porto parece perdido, sem identidade e, se algo não melhorar, dentro de pouco tempo, o filme da época passada pode voltar a ser uma realidade.

 

Figura do Jogo: Casillas – Depois do erro com o Dínamo Kiev, o guardião espanhol voltou a ser decisivo. A defesa na grande penalidade foi determinante para a conquista dos três pontos no jogo com o Tondela.

Fora de Jogo: Exibição portista – Há poucas palavras que possam descrever o que se viu em Aveiro. O FC Porto continua uma sombra do que já foi e a exibição deste sábado foi uma prova disso. A paciência começa a esgotar-se.

Redação BnR

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

José Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano

SEVILHA, ANDALUZIA- Espanha não tem sido notícia apenas por boas razões nos últimos meses, bem pelo contrário. A queda do governo de Pedro Sánchez está na ordem do dia e tal ‘crise’ justifica-se com vários pontos: alianças políticas que já não estavam a funcionar, aumento do descontentamento da população, salários que não acompanham o custo de vida, crise habitacional que levou a manifestações por todo o território… No entanto, a memória é traiçoeira. Faz-nos pensar que certos acontecimentos já ocorreram há bastante tempo, quando não é bem assim. Quantos se recordam do dia 30 de julho de 2026? Foi nessa data que ocorreu o começo da crise migratória de Ceuta e as consequências da mesma ainda se fazem sentir hoje em dia. 70 mil pessoas oriundas de Marrocos entraram no território a partir do mar durante as 48 horas, provocando uma crise migratória totalmente inesperada. As razões que estiveram na origem desta entrada em massa não são o foco desta análise. A maioria das pessoas teria uma boa índole, procurando o melhor para si e para os seus. Histórias de vida diferentes umas das outras, mas o objetivo comum de atingir a felicidade. No entanto, também existiu o outro lado da moeda: quem procurou o conflito e a criação de um ambiente tóxico.

Ricardo João Lopes · 5 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Quem é o rei da Andaluzia? É o Real Bétis. Ah, bem me parecia!

SEVILHA, ESPANHA- As últimas temporadas permitiram confirmar um novo paradigma no futebol espanhol. A Andaluzia, recheada de históricos por todas as suas províncias, acabou por ver o Real Bétis transformar-se na instituição mais forte da região. O designado de número 1. Há poucas missões mais difíceis que esta. Uma Comunidade Autónoma larga, com cidades com um espólio enorme, não é fácil de dominar. Para isso, os béticos lograram montar um projeto com vários prazos e uma figura central, beneficiando também do mau momento vivido por outras instituições. Ao pensarmos no futebol na Andaluzia, sem dúvida alguma que o Real Bétis é um dos primeiros emblemas que nos vêm à cabeça. No entanto, o Sevilha já foi o Rei da Europa League e é lembrado em primeiro lugar por muitos. Málaga, Granada, Cádiz, Almería, Real Jaén… as preferências dividem-se, como em tudo. Porém, o domínio estabelecido pela instituição do Benito Villamarín é inegável. Vivemos tempos em que o verde e brancos está na moda no sul de Espanha.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.