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CD Tondela 0-1 FC Porto: Simplesmente medonho

Redação BnR · 3 min

CD Tondela 0-1 FC Porto: Simplesmente medonho

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Confrangedor. Não há outra palavra que me venha à cabeça para descrever a exibição portista esta noite em Aveiro. Sem chama, sem garra, sem intensidade, sem nada. Não se viu FC Porto com o Tondela. Quanto muito, vimos 11 jogadores com uma camisola que mais uma vez não foi respeitada. Exibição pálida e tristonha que ainda foi pior comparativamente ao do encontro com o Dínamo Kiev.

Comecemos por falar do onze inicial: torna-se quase inútil sequer comentar as escolhas de Lopetegui.  No jogo com os ucranianos, o espanhol decidiu utilizar apenas três médios, num jogo onde a solidez defensiva era fundamental. Esta noite, com o último classificado do campeonato, o treinador decide colocar quatro centrocampistas, numa decisão sem qualquer explicação aparente. Para além do sistema, é igualmente relevante os protagonistas escolhidos: Bueno raramente tinha sido opção e, do nada, aparece a titular; André André, de longe o melhor médio dos dragões, é mais uma vez afastado para uma faixa onde só a espaços é importante.

Foi assim, num mar de dúvidas inexplicáveis, que o FC Porto entrou no relvado. Do outro lado, um Tondela que, apesar do último lugar no campeonato, cedo mostrou que não estava ali para facilitar. Linhas bem juntas, pressão perto da defensiva contrária e uma solidez que promete ter os seus frutos a médio prazo. Do outro lado, uma exibição fantasmagórica durante a primeira meia hora. Objetivamente, só aos 28 minutos, quando Brahimi sacou um coelho da cartola, é que se viu FC Porto. A liderança no marcador era mentirosa, tal tinha sido a falta de qualidade exibicional. Até ao intervalo, as coisas melhoraram um pouco com Brahimi, André André e Aboubakar a conseguir criar perigo. Aliás, o ex-médio do Vitória Guimarães e o avançado camaronês podiam mesmo ter fechado o resultado já sobre o intervalo, mas ambos falharam o golo.

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Maicon comprometeu ao fazer grande penalidade
Fonte:diariodigital.sapo.pt

No segundo tempo, aconteceu o que seria quase impensável. O FC Porto apareceu ainda mais apático, com um estilo de jogo absolutamente medíocre. Os minutos iam passando e o jogo sonolento dos dragões ia fazendo perigar o resultado. Já com Lopetegui há muito expulso do banco, as substituições feitas pelos adjuntos ainda pioraram a situação. De facto, acabar um jogo contra o último classificado com dois trincos é algo que não lembra a ninguém. Rui Bento quis aproveitar a oportunidade e lançou trunfos à procura do empate. A grande penalidade de Maicon sobre Murillo foi a chance de ouro que procurava mas Chamorro, perante Casillas, permitiu a defesa ao espanhol.

Nas bancadas, ouviam-se insultos aos jogadores do FC Porto; no relvado, sobravam poucas palavras para a atitude da equipa. Vitória sofrida e vergonhosa de um dragão que continua a desiludir tudo e todos. Os três pontos rumam à invicta mas, mais importante que o resultado, desta noite fica uma pálida imagem que não se pode repetir. Este FC Porto parece perdido, sem identidade e, se algo não melhorar, dentro de pouco tempo, o filme da época passada pode voltar a ser uma realidade.

 

Figura do Jogo: Casillas – Depois do erro com o Dínamo Kiev, o guardião espanhol voltou a ser decisivo. A defesa na grande penalidade foi determinante para a conquista dos três pontos no jogo com o Tondela.

Fora de Jogo: Exibição portista – Há poucas palavras que possam descrever o que se viu em Aveiro. O FC Porto continua uma sombra do que já foi e a exibição deste sábado foi uma prova disso. A paciência começa a esgotar-se.

Redação BnR

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