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Os melhores guarda-redes de sempre a atuar em Portugal

João Maravilha · 7 min

Foto: FC Porto

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Apesar de, muitas vezes, serem subvalorizados e terem de assumir mais vezes do que os colegas de equipa os erros individuais, os guarda-redes são dos jogadores mais importantes numa equipa, podendo ser chamados a recorrer a qualquer instante e a serem a última “muralha” defensiva.

O nosso campeonato teve sempre a sorte de poder contar com grandes nomes nas balizas, sendo que existiram muitos negócios para esta posição que surpreenderam pela carreira que muitos guarda-redes já haviam tido.

Vários foram os grandes guarda-redes que mostraram, em Portugal, as suas qualidades e que se destacaram pela sua irreverência e segurança dentro da área. Para esta lista, foram tidos em conta aqueles que marcaram o seu nome na lista dos melhores da Liga.

7.

Hélton Arruda – Chegou a Portugal na época de 2002/03 para representar o UD Leiria, clube que acabou por defender durante mais duas épocas, transferindo-se, de seguida, para o FC Porto. Foi na cidade “Invicta” que se destacou ao mais alto nível, mostrando-se sempre seguro, mas trazendo “samba no pé”, não tendo medo de enfrentar o avançado no “um para um” e sabendo sair a jogar com classe e elegância.

Em Portugal, conquistou sete vezes o Campeonato, quatro vezes a Taça de Portugal e seis vezes a Supertaça Cândido de Oliveira. Conta ainda com uma Liga Europa conquistada ao serviço do FC Porto, na temporada 2010/11.

Hélton é um guarda-redes muito acarinhado por todos os adeptos portugueses. Relembremos o momento da sua lesão grave na época de 2013/14, no qual todo o Estádio José Alvalade o aplaudiu, durante a sua saída de campo. Hélton, atualmente com 42 anos de idade, representa a UD Leiria no Campeonato de Portugal.

6.

Michel Preud’Homme – É considerado, por muitos, um dos melhores guarda-redes estrangeiros de sempre a atuar no SL Benfica, e também em Portugal. O belga chegou ao clube da Luz na época de 1994/95, depois de ter sido considerado o melhor guarda-redes do Campeonato do Mundo de 1994, já com 35 anos. A sua transferência foi envolta de elogios de adeptos que ficaram surpreendidos pela sua chegada e de algumas reticências em relação à sua idade. Preud’homme mostrou que ainda teria mais para dar e ficou até à época de 1998/99, quando decidiu terminar a carreira.

Preud’homme apenas conquistou uma Taça de Portugal ao serviço do SL Benfica, em 1995/96, mas a sua história em Portugal ficou marcada por exibições memoráveis. Era considerado um “Santo” pelos adeptos encarnados, e as suas defesas milagrosas ficarão para sempre na história. Um guarda-redes capaz de defender bolas já quase na linha do golo, com uma elasticidade extraordinária, que salvou várias vezes a sua equipa de sofrer. Preud’homme estará na história do SL Benfica como um dos melhores de sempre.

5.

Rui Patrício – O atual guarda-redes da Seleção Nacional e do Wolverhampton Wanderers FC brilhou até à época de 2018/19 em Portugal, ao serviço do Sporting CP. Fez a sua estreia na equipa principal na época de 2006/07 e pouco tardou até se tornar o guarda-redes titular do plantel principal e, mais tarde, da Seleção Nacional. Tem mais de 300 jogos na Liga Portuguesa e duas Taças de Portugal no currículo, bem como duas Supertaças no palmarés.

Rui Patrício é, já há muitos anos, considerado um dos melhores guarda-redes portugueses de sempre. A conquista do Campeonato da Europa de 2016, juntamente com o prémio de melhor guarda-redes do torneio, só vieram confirmar o seu talento e contributo para a história do país. A sua exibição durante a final foi apenas um excerto da qualidade deste guarda-redes, que tem como grandes pontos fortes o seu jogo entre os postes e a saída no um para um com o avançado.

É inegável a sua importância na história do Sporting CP e da Seleção – prova disso são os seus números de jogos por ambas. É o segundo jogador do Sporting CP com mais partidas realizadas pelo clube e o nono jogador com mais internacionalizações pela Seleção ‘A’.

4.

Peter Schmeichel – O gigante dinamarquês que veio surpreender Portugal com a sua atitude destemida e lutadora. Schmeichel chegou ao Sporting CP na época de 1999/00, logo a seguir a ter conquistado a Liga dos Campeões pelo Manchester United FC, e surpreendeu a maioria dos adeptos pela sua opção de vir para Portugal.

O guarda-redes campeão da Europa em 1992 surpreendeu pelas suas defesas pouco ortodoxas, criando uma barreira enorme, quase ao jeito de Andebol, e pela sua elasticidade nos momentos entre os postes. Colocava também emoção e confronto em qualquer jogo, sendo constantes os seus gritos para com os seus colegas de equipa e ainda a sua postura de líder.

O Sporting CP de Peter Schmeichel conquistou logo o título de campeão nacional que lhes fugia há 18 anos, entrando, assim, na história do clube. Schmeichel ficou apenas mais uma época em Alvalade. Teve uma passagem fugaz em Portugal, estando cá por apenas duas temporadas, mas deixou a sua marca e é, ainda hoje, relembrado com carinho.

3.

Manuel Bento – Um dos nomes mais importantes de toda a história do SL Benfica e, para muitos, um dos melhores guarda-redes portugueses de sempre. Bento representou mais de 60 vezes a Seleção Nacional e realizou mais de 624 jogos como profissional em Portugal, onde fez toda a sua carreira.

Bento representou o Benfica desde 1972 até 1992, tornando-se um ídolo e um ícone do clube da Luz. Quem o viu jogar fala das suas saídas imponentes da baliza e de defesas espetaculares que apenas eram possíveis devido à sua rápida decisão. Não era um guarda-redes alto, mas a segurança que trazia à baliza encarnada e da Seleção Nacional fazia esquecer esse pormenor.

Conquistou nove títulos nacionais e seis Taças de Portugal. Jogou ainda uma final da Taça UEFA e participou no Europeu de 1984, onde se destacou principalmente contra a França, nas meias finais da prova, e no Mundial do México de 1986.

2.

Vítor Damas – Para muitos, o melhor guarda-redes que passou pelo Sporting CP e pela Seleção. Rivalizou contra Eusébio e competiu pela titularidade da baliza da Seleção no Mundial do México de 1986 e no Europeu de 1984 contra Bento.

Defendeu as balizas da equipa principal do Sporting CP por duas vezes, de 1966 até 1976 e depois de 1984 até 1989, onde terminou a sua carreira. Teve pelo meio passagens por Espanha, no Racing Santander, pelo Vitória SC e pelo Portimonense SC.

Vítor Damas tem mais de 416 partidas realizadas na Primeira Liga Portuguesa e é o terceiro jogador com mais partidas realizadas no Sporting CP, com 444 jogos, ficando atrás de Rui Patrício e Hilário.

Vítor Damas ficará para sempre na história do futebol nacional pelo seu talento e pelas defesas que realizou contra Eusébio e outros craques internacionais.

1.

Vítor Baía – Impossível escrever sobre os melhores guarda-redes de sempre a atuar em Portugal e não referir Vítor Baía. O segundo guarda-redes com mais internacionalizações pela Seleção ‘A’ de Portugal.

É um dos guarda-redes mais titulados de sempre e ganhou tudo o que tinha para ganhar em Portugal, contando com dez campeonatos nacionais, seis Taças de Portugal e nove Supertaças no currículo. A nível internacional, com o FC Porto, ganhou uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA e uma Taça Intercontinental. Ao currículo de Vítor Baía só lhe falta um troféu pela Seleção, algo que podia ter ganho no Campeonato do Mundo de Juniores em 1989, não fosse a sua estreia tão novo na equipa principal do FC Porto que o impediu de participar no torneio, mas que só comprova o seu talento. É também o único guarda-redes português a conquistar o prémio de Melhor Guarda-Redes da UEFA.

Toda a carreira de Vítor Baía foi feita no FC Porto, com exceção de duas épocas em que representou o FC Barcelona. Vítor Baía faz parte de uma “geração de ouro” de jogadores portugueses, e será para sempre considerado um dos melhores guarda-redes a nível internacional.

Artigo revisto por Mariana Plácido 

João Maravilha

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