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SC Braga 2-1 Vitória FC: Serviços mínimos chegam para os três pontos

José Baptista · 5 min

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À procura de se manter na liderança partilhada da Liga, o SC Braga recebia o Vitória FC numa chuvosa noite de domingo e antes do arbitro apitar já estava a ganhar. É que Abel Ferreira e Dyego Sousa receberam os prémios da Liga de setembro referentes, respetivamente, a melhor treinador e melhor avançado.

Quanto ao jogo em si, também aí entraram melhor os da casa e com uma bola na barra logo a abrir. Ao quarto de hora, um cruzamento à entrada da área após transição rápida descobriu Dyego Sousa que cabeceou a contar. No entanto, apenas um minuto volvido, Fábio Martins teve uma perda de bola infantil e uma bela troca de bola do ataque vitoriano resultou no empate com Eber Bessa a bater com classe Tiago Sá.

O ritmo de jogou baixaria um pouco depois dos tentos inaugurais, mas Fábio Martins teria duas boas oportunidades para desfazer a igualdade, primeiro num remate em jeito ligeiramente por cima, depois parado por uma excelente intervenção de Joel Pereira. 

Como os da casa dominavam a partida e o intervalo se aproximava com o marcador teimosamente igual de parte a parte, o matador Dyego Sousa deu a liderança aos da casa em mais um excelente cabeceamento. Da primeira parte, ficava ainda a memória das imensas bolas ao centro, porque, além do pontapé inicial e das correspondentes aos três golos, houve também lugar a várias repetições comandadas pelo árbitro que não deixava os jogadores faltar ao cumprir das regras.

Nem de bola parada o Vitória FC conseguiu contrariar o SC Braga
Fonte: José Baptista/Bola na Rede

Já a segunda metade começou com os vitorianos por cima e com perigo. Por duas vezes, Tiago Sá saiu mal a lances aéreos, mas um cabeceamento para fora e uma defesa na sobra acabaram por não causar estragos de maior.

O jogo entrou, então, numa fase mais aborrecida, com ambas as equipas a mostrarem-se incapazes de criar perigo, excepção feita para um remate forte de Goiano que passou perto do poste da baliza à guarda de Joel Pereira. Até final, só mesmo nos últimos instante é que os visitantes tentaram forçar, mas sem grande sucesso.

Assim, os minhotos continuam no topo da tabela, apesar de uma exibição mais eficiente que deslumbrante. Mas, no final, o que conta são os três pontos.

SC Braga: Tiago Sá; Sequeira, Pablo, Bruno Viana, Goiano; Fábio Martins (Ricardo Horta 59’), Fransérgio, Claudemir, Esgaio; Paulinho (Palhinha 80’), Dyego Sousa (Wilson Eduardo 85’)

Vitória FC: Joel Pereira; Mano, Dankler, Vasco Fernandes, Pinto; Alex (Nuno Valente 59’), Mikel, Semedo (Costinha 88’), Eber Bessa; Mendy, Jhonder (Valdo 72’)

A Figura

Fonte: SC Braga

Dyego Sousa – A parceria com Paulinho ainda precisa de algumas afinações, mas parece bem encaminhada para formar a dupla de ataque mais temida do Campeonato. O brasileiro e o português complementam-se e Dyego reforçou o estatuto de goleador desta Liga.

O Fora de Jogo

Fonte: SC Braga

Fábio Martins – Um erro crasso permitiu aos visitantes chegar à igualdade e isso marcou a sua exibição. Ofensivamente, esteve bem na criação e a aparecer nos espaços vazios, mas falhou na finalização, desperdiçando duas oportunidades de colocar os arsenalistas de novo na frente.

Conferência BnR

Fonte: José Baptista/Bola na Rede

Vitória FC

BnR: Agradecia se pudesse comentar o horário do jogo já que a um domingo há noite é difícil ir e vir de Setúbal a Braga e se isso o preocupa como agente do futebol?

Vidigal: Eu acho que nós como participantes neste espetáculo temos sempre opinião sobre isso, por vezes é é pouco valorizada. Todos os agentes têm de se empenhar e tentar encontrar a melhor soluçaão. Não é por isso que vai haver mais adeptos do Vitória, se calhar, até trouxe foi menos adeptos do Braga com o horário tardio e a chuva. O importante é que toda a gente trabalhe para que as pessoas regressem aos estádios em massa.

Outras declarações:

«Criamos várias situações que podíamos ter concretizado. Um jogo bem conseguido da minha equipa, um jogo intenso.»

«É pena pelo resultado, a nossa intenção é vencer sempre, mas estou contente com a exibição.»

«O mais importante é olhar para os jogadores e ver que eles todos juntos conseguem construir uma boa equipa.»

SC Braga

BnR: Tiago Sá teve hoje algumas saídas em falso em lanças aéreos. Queria perguntar-lhe, por um lado, se esse é um detalhe que já está a ser trabalhado nos treinos e, por outro, se, com um campeonato que é muitas vezes decididos nos detalhes, o preocupa Braga venha mais tarde a pagar caros erros como esses?

Abel Ferreira: O que eu tenho a dizer é que foi um jogo extremamente difícil, onde sabíamos que este tipo de lances, porque também tivemos o guarda-redes adversário a sair em falso e, portanto, criamos as oportunidades suficientes. Nos primeiros dois minutos mandamos com o Fransérgio a bola à trave, fizemos um golo, sofremos outro e depois tivemos o Fábio isolado, perante uma equipa que concede muito poucas oportunidades ao adversário, tivemos na segunda parte mais uma e o Marcelo podia ter descansado mais a equipa, porque sabíamos que o nosso adversário a forma como vinha jogar era à espera de um erro, à espera de uma transição e à espera das bolas paradas, que foi onde o nosso adversário criou algumas oportunidades. Mas, foi um jogo muito bem conseguido, uma equipa que trabalhou muito, sabíamos aquilo que seriam as marcações individuais do adversário, fizemos durante a primeira parte uma alteração tática que nos permitiu desbloquear as primeiras marcações do nosso adversário, uma vez que vieram buscar os nossos interiores, quer o Semedo quer o Agu e nós baixamos o Paulinho para criar uma situação de três para dois e conseguimos e, como disse, deixamos logo a seguir o Fábio na cara do golo para poder fazer o 2-1. Honestamente, foi um jogo difícil, nada que não tivéssemos previsto, mas uma vitória inteiramente justa.

Outras declarações: 

«Já vos disse aqui várias vezes. Nós não jogamos sozinhos. O Braga respeita muito os adversários.»

«Este era um jogo de dinâmica e de paciência e a nossa equipa teve essa dinâmica e essa paciência.» 

«Vejam as oportunidades que este Setúbal costuma dar aos adversários e vejam as oportunidades que nós criamos.»

«Em dois cruzamentos fizemos dois golos e podíamos ter feito mais.»

«Não era falta. o Wilson roubou a bola e tudo o que fiz foi dar um murro no banco e por esse comportamento fui expulso. Tudo o que não seja isto é falso.»

Foto de Capa: José Baptista/Bola na Rede

José Baptista

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