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CD Aves 3-0 Boavista FC: Luz vermelha ao fundo do túnel

Redação BnR · 6 min

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Cabeçalho Futebol NacionalO CD Aves recebeu e venceu o Boavista FC esta terça-feira, por 3-0, no jogo que encerrou a 21.ª jornada da liga. Esta foi a segunda vitória caseira da formação avense, que segue no fundo da tabela, e que se encontra agora às ordens de José Mota para o que falta deste campeonato.

O Boavista FC apresentou-se em Vila das Aves com duas alterações comparativamente ao jogo contra o CS Marítimo: saíram Kuca e David Simão; entraram Aymen Tahar e Fábio Espinho. Já do lado da equipa da casa, quatro alterações em relação ao jogo da 20ª jornada frente ao SC Braga: saíram Falcão, Derley, Arango e Salvador Agra e entraram o reforço de inverno Tissone, Guedes, Nildo Petrolina e Paulo Machado.

O CD Aves entrou pressionante na partida, tendo logo ao segundo minuto da partida a sua primeira oportunidade de golo: Amilton surgiu na cara de Vagner e valeu ao Boavista a intervenção do guarda-redes brasileiro. A equipa da casa veria a sua melhor entrada recompensada logo ao minuto sete. Amilton novamente a surgir na frente, é carregado em falta dentro de área por Rafael Rossi. Na marcação da grande penalidade, Paulo Machado disparou para o lado direito, Vagner voou para o lado esquerdo. Golo para o CD Aves e estava feito o primeiro da partida.

Depois do golo, o CD Aves tirou o pé do acelerador, entregando a bola ao Boavista FC, mas sem perder o controlo sobre o jogo. Do outro lado os axadrezados pareciam incapazes de criar situações de verdadeiro aperto para a defensiva avense. Pelo contrário: era o CD Aves que, quando recuperava a bola, criava perigo, mas sempre através de contra-ataques marcados por más tomadas de decisão.

O remate de Guedes que forçou Vagner a uma grande defesa à passagem do minuto 36 e o remate Paulo Machado ao minuto 42 acabaram por ser as outras grandes oportunidades de golo da primeira parte. Para além de, claro, o golo de Guedes, ao minuto 44. Depois de cruzamento de Amilton, o cabeceamento do avançado português só parou no fundo das redes de Vagner.

Jorge Simão, consciente do mau jogo da sua equipa, não esperou pelo intervalo para mexer e, ao minuto 44, fez sair Aymen Tahar e Leonardo Ruiz para entrar Rochinha e Kuca. O impacto de Kuca na partida foi imediato: um bom trabalho do extremo que acaba a descobrir Mateus ao segundo poste. Este não conseguiu fazer a emenda, naquele que foi o melhor momento do Boavista FC na primeira parte.

A formação avense dominou por completo a partida Fonte: Bola na Rede
A formação avense dominou por completo a partida
Fonte: Bola na Rede

Com o placard a assinalar 2-0 a favor do CD Aves, a segunda parte começou com mais uma oportunidade para a formação às ordens de José Mota. Nildo surgiu à entrada da área e rematou em jeito, levando a bola a bater na trave da baliza defendida por Vagner. O Boavista FC reagiu de imediato e Carraça, de livre, obrigou Facchini a uma boa intervenção. Em desvantagem na partida, os axadrezados tentaram chegar com mais critério à área adversária e, aos 63 minutos, beneficiaram de novo livre no lado direito do ataque, com Carraça a bater e Guedes a aparecer para o corte. Ainda assim, foi mesmo o CD Aves que conseguiu chegar novamente ao golo e fazer o 3-0. Na sequência de um canto batido por Paulo Machado, Guedes desviou de cabeça ao primeiro poste e Vítor Gomes apareceu para fazer o terceiro do jogo. O lance ainda foi submetido à análise do vídeo-árbitro, mas Fábio Veríssimo acabou mesmo por validar o golo.

Um dos momentos mais intensos da partida acabou mesmo por chegar aos 78 minutos, com um choque de cabeça a deixar Tissone caído no relvado. A equipa médica foi chamada de imediato a entrar em campo, o jogador ainda foi assistido pelos bombeiros presentes no estádio, mas teve mesmo de ser encaminhado para o hospital, tendo saído das quatro linhas consciente.

Depois de sete minutos de compensação, a partida terminou mesmo com a vitória do CD Aves por 3-0. Os avenses dominaram a partida, tiveram mais ocasiões de golo e conseguiram garantir a conquista de três pontos importantes na luta pela manutenção, naquela que foi apenas a segunda vitória caseira, no regresso de José Mota ao banco na Vila das Aves


A FIGURA:

Fonte: CD Aves
Fonte: CD Aves

Amilton – O avançado brasileiro foi o mais inconformado do ataque inspirado do CD Aves. Arrancou um penálti logo ao minuto 7 e ao minuto 44 assistiu Guedes para o segundo golo da partida. A fadiga fez com que estivesse menos presente na segunda parte, mas não apagou o que fez na primeira.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Boavista FC
Fonte: Boavista FC

Jorge Simão – A entrada de Kuca e Rochinha aos 44 minutos melhorou – e muito – o futebol praticado pelo Boavista FC e só pode ter deixado os adeptos dos axadrezados a pensar no quão diferente poderia ter sido o jogo se estes estivessem integrados no onze inicial.

CONFERÊNCIA BnR

CD Aves

BnR: O que sente que faltou aos treinadores que o precederam para garantir que este plantel, que tem qualidade, garantisse exibições como esta?

José Mota: Não estava cá para perceber o que faltava e não falo do que se passou, falo do presente, do que pretendo para o futuro. E o que pretendo para o futuro é que mantenham este trabalho, esta atitude, esta dignididade e que façam uma retroespectiva também do que se passou, mas que percebam que temos muito para ganhar esta época. E se os jogadores perceberem isso, vamos ter este tipo de resultados. Sei que têm valor, porque este tipo de resultados não aparece por acaso, a exibição foi boa e vencemos com todo o mérito um adversário difícil. Agora, eles têm que perceber que isto é para manter e penso que estamos perante jogadores responsáveis, que vão fazer tudo para resultados como este continuem a aparecer. Há cinco meses que não vencíamos em casa, não é correcto de forma alguma, e eles também têm a sua grande responsabilidade disso.

 

Boavista FC

BnR: A entrada de Kuca e Rochinha trouxe melhorias às transições ofensivas do Boavista FC. Até que ponto a sua integração no onze inicial poderia ter mudado o final deste jogo?

Jorge Simão: É um momento que eu acho que é o momento chave. A nossa primeira parte na verdade foi irreconhecível em relação aquilo que temos vindo a fazer, o CD Aves podia ter feito logo o golo ao começar, mas sofremos aos sete e depois comecei a aperceber-me que o CD Aves estava mais perto do segundo do que nós do empate. Pode parecer absurdo fazer uma substituição aos 43 minutos, mas o que eu senti foi que tinha que mudar e, no momento em que os jogadores vão entrar, sofremos o segundo. Acho que se essas substituições são antecipadas um lance, provavelmente tínhamos ido para intervalo com a desvantagem mínima, o que era muito bom para nós, e aconteceu o 2-0. Na segunda parte melhoramos, mas não ao ponto de sermos suficientemente agressivos, principalmente na criação de situações de pressão na chegada ao último terço, para podermos chegar ao golo. E o CD Aves acaba depois por fazer o terceiro, mas melhoramos um pouco aquela imagem que ficou da primeira parte. Os dois jogadores que entraram, e ficou claro para todos, ajudaram e melhoramos o nosso processo, a fluidez do nosso jogo e a maior possibilidade de chegar ao golo. Para nós foi um dia mau, para o CD Aves foi um dia muito bom, exibiu-se num bom plano, criou-nos muitas dificuldades com bolas longas, muita luta pelas disputas de bola, onde eles foram melhores, e acaba por justificar a vitória.

Foto de Capa: Bola na Rede

Artigo revisto por: Jorge Neves

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