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O lance começou com um ataque muito displicente da equipa do Belenenses, que acabou por perder a bola e isso resultou num contra ataque da equipa forasteira. Nuno Santos conduziu a bola, fez um passe a rasgar para Edinho e o avançado português rematou cruzado, sem hipóteses para Cristiano. Vantagem justa do Vitória ao intervalo, no único lance de verdadeiro perigo que se registou nos primeiros 45 minutos de jogo.
A segunda parte começou praticamente com um golo do Vitória. Livre para os sadinos, após falta sobre Edinho e com o internacional português a marcar de cabeça após o livre de João Amaral. O marcador apontava 0-2 e a equipa do Restelo ficava com ainda menos margem de manobra no encontro. O Vitória continuou por cima do jogo e teve dois golos anulados quase de seguida, sendo que o primeiro foi anulado a Zé Manuel e o segundo a Edinho, ambos por alegado fora de jogo.

O jogo manteve-se com a equipa de Setúbal mais dominante e por cima da partida, mas foi a equipa de Belém quem marcou. Tiago Caeiro correspondeu da melhor maneira a um cruzamento de Juanto, com uma espécie de pontapé de bicicleta, não dando quaisquer hipóteses a Bruno Varela.
O golo animou os adeptos do Belém e a equipa, que logo depois podia ter marcado por Fábio Nunes. Apesar de passarem a dominar o jogo, os azuis do Restelo não conseguiram o golo da igualdade, terminando o jogo 1-2, numa vitória justa dos sadinos.
A FIGURA

Edinho : O internacional português marcou três golos, um deles anulado, e ainda ganhou a falta que originou o livre do segundo golo. Exibição muito inspirada do 36 sadino.
O FORA-DE-JOGO

Equipa do Belenenses : Tirando nos últimos 10 minutos, os jogadores do Belenenses não souberam tratar bem a bola e, apesar de terem tido mais posse de bola e mais remates, muito raramente foram perigosos.
CONFERÊNCIA BnR
BnR: O Vitória dominou até ao golo do Belenenses, acha que foi uma vitória justa da sua equipa?
José Couceiro: Acho que sim. Acho que ganhamos com justiça, durante a maioria do tempo fomos a melhor equipa. Devíamos não ter sofrido na fase final. Houve um lapso do árbitro porque nós fizemos o 0-3 e nós sabemos que o 0-2 é o resultado mais perigoso do futebol. Com o 2-0 o adversário faz um golo e o jogo muda logo e nós não queríamos algo deste género. O Belenenses é uma boa equipa, bem orientada, tem um modelo de jogo bem definido, bom jogadores e nós sabíamos disto e sabíamos que o Belenenses ia pressionar e estando confiante por ter vencido o Rio Ave e ia ser ainda mais pressionante. Naqueles momentos em que conseguimos acelerar o jogo teríamos de os aproveitar e foi isto que fizemos e felizmente as coisas correram bem e no final merecemos ganhar, merecemos os três pontos e acho que a vitória foi justa.
BnR: Tendo em conta a posição do Vitória na tabela que objetivos traça até ao final do campeonato?
José Couceiro: O Vitória tem um primeiro objetivo que é a barreira dos 30 pontos, a barreira da manutenção. Ainda não atingimos esse objetivo. O ano passado no final da primeira volta, os clubes que estavam nos últimos lugares não desceram, desceram clubes com mais 10 pontos que eles. Vamos ter campeonato, vamos jogar um jogo de cada vez. Sabemos que temos um orçamento limitado, sabemos isso tudo. Mas também sabemos que temos uma massa associativa que comparece quando precisamos deles. Esta vitória também é para eles, eles merecem ver a equipa a vencer jogos e vamos precisar deles no Algarve. A equipa, mesmo com a perda de quatro jogadores nesta janela de mercado, tem tido um comportamento fantástico. Espero que a equipa consiga o mais depressa possível a tranquilidade e depois vamos ver.
BnR: Que análise faz ao jogo, o resultado é justo?
Quim Machado: Na primeira parte o Vitória teve mérito, não nos deixou entrar no nosso jogo, naquilo que estávamos a habituados, a controlar o jogo. Antes do golo, tivemos uma oportunidade, o Rosa podia ter feito melhor e no contra-ataque o Vitória fez golo. Acaba por ter mérito pelo que fez e pela forma como chegou ao golo. A segunda parte foi diferente, embora tenhamos sofrido aquele segundo golo que nos deitou abaixo. Tivemos quinze cantos, mais ataques, mas falta-nos sermos mais eficazes na finalização. Na última meia hora se tivéssemos chegado ao empate também seria um empate justo. Tenho de dar os parabéns ao Vitória, mas também aos meus jogadores. Conseguiram reagir, reduziram e estiveram perto do empate. Foi pena, podíamos ter saído daqui com outro resultado se não tivéssemos cometido erros.
Artigo de: Nuno Raimundo e Rodrigo Fernandes
Artigo revisto por: Francisca Carvalho









