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Rio Ave FC e CD Tondela protagonizaram a partida de arranque da 20.ª jornada da Primeira Liga. O jogo, marcado pela força do vento, terminou com um empate a duas bolas.
Em Vila do Conde, a equipa da casa não conseguiu levar de vencido o Tondela. A formação de Pepa acabou por sofrer para levar o ponto, terminando o jogo com dez, por expulsão de Ricardo Alves.
Logo aos oito minutos, o Rio Ave chegou à vantagem com um golaço de Galeno. O jogador emprestado pelo FC Porto conduziu um contra-ataque rápido e, depois de tabelar com Murilo, rematou forte para o fundo das redes de Cláudio Ramos. O jogador do Rio Ave contou com a ajuda do vento, que alterou a trajetória da bola, traindo o guardião português.
Destaque ainda para um atraso de bola bastante deficiente por parte da defesa do Rio Ave a obrigar Leo Jardim a sair dos postes, que falha a interceção e quase deixa a bola para Tomané rematar para o golo do empate.
O golo do empate acabou mesmo por chegar ao minuto 24 minutos, por intermédio de Juan Delgado. O chileno respondeu ao grande trabalho de Xavier, pela direita, e cabeceou de forma certeira para dentro da baliza do Rio Ave. Estava estabelecida a igualdade no Estádio dos Arcos.
Denotava-se, nesta altura, que o Rio Ave apenas conseguia ter bola em transições rápidas. Nenhuma das equipas conseguia controlar o jogo, que era marcado por várias perdas de bola a meio campo e algumas faltas que obrigavam a várias interrupções.

Fonte: Liga Portugal
A segunda parte arrancou com o Tondela a marcar. Delgado, autor do primeiro golo dos beirões, assistiu Tomané, de canto, e o avançado carimbou a reviravolta com um cabeceamento certeiro.
Os alas dos visitantes continuavam em bom plano e, pouco depois, Xavier ficou perto do terceiro. O número “7” do Tondela passou por Buatu, mas, em boa posição, disparou por cima.
Daniel Ramos não estava satisfeito com a tendência do jogo e avançou para uma dupla alteração. Tarantini e Murilo deram lugar a Ronan e André Silva e o Rio Ave passou a atuar com dois avançados.
A alteração não demorou a fazer efeito e, numa transição, os vilacondenses forçaram a expulsão de Ricardo Alves. Reduzido a dez unidades, Pepa procurou reequilibrar a equipa e fez entrar Pité e Azougha.
Em superioridade numérica, o Rio Ave tomou conta do jogo e chegou ao empate com naturalidade. Numa excelente combinação, Galeno abriu em Nadjack e o lateral assistiu Bruno Moreira, que, à boca da baliza, não perdoou.
Até ao final, os vilacondenses procuraram chegar ao golo da vitória, mas só conseguiram assustar nos descontos e sem eficácia. Primeiro, Ronan cabeceou à figura em boa posição, e depois foi Bruno Moreira a falhar a assistência quando estava em posição para marcar.
Onzes iniciais:
Rio Ave FC – Léo Jardim; Nadjack, Nélson Monte, Buatu, Mateus Reis; Tarantini (Ronan), João Schmidt, Jambor, Galeno, Murilo (André Silva) e Bruno Moreira.
CD Tondela – Cláudio Ramos; Moufi, Ricardo Costa, Ricardo Alves, Joãozinho; Bruno Monteiro, Jaquite, Xavier (Murillo), Delgado (Azougha), Pena (Pite) e Tomané.
A FIGURA

Xavier – O camisola “7” foi o maior agitador da equipa do Tondela. Forte no drible, variou entre os dois flancos e foi uma dor de cabeça para os laterais, tendo ainda assistido Delgado no primeiro golo.
O FORA DE JOGO

Buatu – O defesa angolano não esteve no seu melhor, neste jogo. Esteve mal no um para um várias vezes, mostrou dificuldades a distribuir jogo e não se conseguiu impor perante os extremos do Tondela, que hoje estiveram muito irrequietos.
BnR na Conferência de Imprensa
Rio Ave FC
BnR: “Nota-se que o rendimento do Rio Ave melhora quando joga com dois avançados. Acha que este sistema pode ser válido para o futuro, como plano A? ”
Daniel Ramos: “Admito sim, só não foi até agora porque jogávamos com o Carlos Vinicius na frente. Mas agora há uma necessidade de o substituir. Agora no mercado de Janeiro conseguimos contratar mais um avançado. Há possibilidade de ser colocada em prática e é preciso equacionar os momentos de forma a saber qual é a melhor estrutura para um rendimento mais sustentado durante o jogo. Nós oscilámos em vários momentos e, fundamentalmente, em situações de jogo que não esperávamos, tal como hoje e no jogo contra o CS Marítimo. Não estava nada à espera que a equipa não tivesse capacidade de resposta. Temos qualidade para ter outro tipo de jogo.”
CD Tondela
BnR: “Tendo em conta que acabou o encontro a jogar com dez homens, sente que ganhou aqui um ponto, ou que perdeu dois?”
Pepa: “Não deu para mais… Saímos daqui com frustração. Isto é como se tivéssemos perdido o jogo. Um ponto é um ponto. Isto é feito de pontos, é verdade, mas a frustração é muito grande.”
Foto de Capa: Liga Portugal
Rescaldo de opinião de Pedro Paupério e João Filipe Brandão













