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Com o SL Benfica a ter derrotado o CD Aves, a receção do Braga ao Sporting não era só um jogo entre candidatos aos lugares cimeiros, mas também um teste à capacidade de ambas as equipas de continuar a ombrear com os encarnados no topo da tabela. De ambos os lados, os destaques nos onzes iniciais eram as ausências, especialmente dos lesionados Bas Dost, Mathieu e Raul Silva e de Palhinha, impedido de jogar por estar emprestado pelos verde e brancos aos arsenalistas. Por outro lado, Paulinho estava no banco bracarense e poderia finalmente estrear-se esta época, após paragem por lesão.
Os da casa começaram melhor e dominaram os primeiros minutos da partida e só por volta do quarto de hora se estabeleceu algum equilíbrio e também o primeiro lance de perigo, com um excelente remate de Raphinha à entrada da área, que saiu ligeiramente por cima da barra. Esta seria a tónica do resto da primeira metade, com forças bastante equiparadas e apenas um ou outro lance a assustar os guarda-redes. Em destaque, um remate bracarense ao lado aos 29 minutos e uma excelente defesa de Tiago Sá aos 35’ a um cabeceamento após livre. Também de referir, uma saída mal calculada de Salin pouco depois, mas que não causou grandes danos.
O segundo tempo começou da mesma forma, mas aqueceu aos 56 minutos, quando uma grande arrancada de Dyego Sousa apenas foi parada por uma intervenção de qualidade de Salin. A partida começava a abrir mais e aos 64’, num rápido contra-ataque, o Sporting ficou a centímetros de inaugurar o marcador. E, como quem não marca, sofre, Dyego Sousa deu vantagem ao Braga passados dois minutos. Após vários ressaltos, a bola foi parar a Eduardo Teixeira que com um excelente trabalho na ala colocou a bola à disposição do avançado brasileiro que só teve de encostar.

Fonte: SC Braga
José Peseiro recorreu ao banco para tentar dar uma outra corrente ao jogo, mas o Sporting não conseguia mais que assustar, ainda que Jovane Cabral tenha estado bem perto, valeu Tiago Sá. Mas, no contra-ataque até podia ter sido o Braga a aumentar a diferença. O resultado não se alterou e o Braga voltou a derrotar o Sporting em casa, afirmando inequivocamente a sua candidatura ao título.
E assim terminou uma boa partida de futebol, mas com muito poucos nas bancadas. Apenas 16 mil espectadores para um jogo entre candidatos ao título é um mau sinal para o futebol português.
SC Braga: Tiago Sá; Sequeira, Pablo, Bruno Viana, Goiano; Ricardo Horta (Fábio Martins 79‘), Novais, Claudemir, Esgaio; Wilson Eduardo (Eduardo Teixeira 61’), Dyego Sousa (Fransergio 85‘)
Sporting CP: Salin; Ristovski, Coates, André Pinto, Acuña; Battaglia, Gudelj (Diaby 85’), Bruno Fernandes; Nani (Jovane Cabral 71’), Raphinha, Montero (Castaignos 71’)
A Figura

Coates – Mais uma exibição extremamente sólida do central leonino. Tanto pelo ar como pela relva, esteve impecável. O Sporting sai derrotado da Pedreira, mas não por sua culpa.
O Fora de Jogo

Gudelj – Foi visto esporadicamente a albaroar adversários. Fora isso, só contribuiu para que o meio-campo verde e branco não conseguisse tomar conta do jogo. Uma estreia a titular para esquecer.
Conferência BnR
Sporting CP
O Bola na Rede não pode colocar perguntas ao treinador José Peseiro.
Outras declarações
«O Braga foi mais feliz. Fez o golo, foi mais eficaz.»
«Nós queríamos vencer aqui, mas penso que o empate teria sido o resultado mais justo.»
«Na segunda parte fomos melhores que o Braga.»
SC Braga
BnR: O treinador José Peseiro falou da equipa do ano de Domingos Paciência que esteve perto de ser campeã e que também foi eliminada cedo nas competições europeias. De que forma é que já hoje o Braga também beneficiou desse desgaste adicional do Sporting, que teve um jogo a meio da semana e perdeu uma das suas peças fundamentais por lesão?
Abel Ferreira: Se a memória não me atraiçoa, essa equipa era extremamente experiente, tinha campeões na altura, o Alan como é evidente, o Hugo Viana. Tenho alguma dificuldade em recorrer a esse ano, mas lembro-me bem que esse ano era uma equipa com muita experiência, com jogadores que já experienciaram o sabor e a sensação de ser campeões e isso traz uma grande experiência à equipa. Agora, aquilo que nós vamos continuar a fazer é exatamente aquilo que vos disse anteriormente: aproveitar cada dia, cada treino e cada jogo para chegar ao melhor de nós, a nível individual e coletivo. Porque, se queremos ser os melhores, temos de melhorar individualmente e coletivamente e nós procuramos, dentro dos recursos que temos, potenciar no máximo aquilo que é cada jogador. E, depois, de forma coletiva, na nossa ideia de jogar, a ideia que predomina, além da qualidade, é jogarmos em unidade, é jogarmos num corpo só, onde todos pensem a mesma coisa ao mesmo tempo, com e sem bola.
Outras declarações
«O que disse ontem, mantenho exatamente hoje. [sobre ser uma vitória como qualquer outra]»
«Vale apenas três pontos, nada mais que isso.»
«O que todos os jogadores do Braga têm de fazer é continuar a trabalhar todos os dias.»
Foto de Capa: José Baptista/Bola na Rede












