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SC Braga 1-1 Rio Ave FC: Quando ela não quer entrar…

José Baptista · 5 min

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Líder isolado do campeonato, o SC Braga regressava à Pedreira com o intuito de se manter invicto esta temporada e evitar uma escorregadela contra o sempre difícil Rio Ave FC, de forma a manter (ou até alargar) a vantagem sobre os rivais diretos na luta pelo título.

A partida começou exatamente com maior fulgor arsenalista, com os da casa a mostrarem desde cedo que queriam mais uma vitória. Durante mais de 25 minutos, os vila condenses foram resistindo com todos os meios, mas aos 27 minutos, finalmente, o domínio avassalador caseiro deu frutos com um remate colocado de Ricardo Horta a inaugurar o marcador.

No entanto, os festejos não durariam muito. Após alguns minutos de impasse, aos 34’, Gelson Dala passou com facilidade pelos defesas bracarenses e com apenas Tiago Sá pela frente colocou a redondinha lá dentro para empatar a partida. Até ao intervalo, o Braga tentou voltar a pegar no jogo, mas sem a intensidade inicial, enquanto o Rio Ave se viu forçado a uma alteração por lesão de Jambor.

Horta ainda deu vantagem aos da casa, mas durou pouco
Fonte: SC Braga

O primeiro lance de perigo após o recomeço até foi do Rio Ave, resolvido com uma boa defesa de Tiago Sá aos 54’, mas rapidamente os Guerreiros do Minho voltaram a tomar conta do desenrolar da partida e aos 66’ Wilson Eduardo parecia ter encontrado o golo de cabeça, mas valeu uma intervenção por instinto do guardião verde e branco. 

O resto do jogo viu o Braga a insistir mais e mais e a bola a estar tão perto que parecia destinada a entrar. O problema é que os minutos passavam e o jogo continuava empatado. Os visitantes ajudavam e não hesitavam em recorrer às manhas para queimar tempo. O árbitro é que não foi na conversa e daria seis minutos de compensação, que começariam com a expulsão de Abel Ferreira, logo seguida pela de Esgaio por duplo amarelo. O Braga já não tinha o discernimento necessário e não conseguiu desatar o nó, mesmo com o treinador do Rio Ave a também receber ordem de expulsão.

Com este resultado, os arsenalistas perdem dois importantes ponto na luta pelo título e ficam dependentes dos resultados dos rivais para saber se terminam ou não a jornada na frente. Nota final negativa para o árbitro, que mostrou mal alguns cartões e deixou outros por mostrar, além de ter perdido a mão ao jogo nos instantes finais.

SC Braga: Tiago Sá; Sequeira, Pablo, Bruno Viana, Goiano; Ricardo Horta (Fábio Martins 76’), Novais (Eduardo Teixeira 68’), Claudemir, Esgaio; Wilson Eduardo, Dyego Sousa (Paulinho 69’)

Rio Ave FC: Léo; Nadjack, Borevkovic, Buatu, Matheus Reis; Jambor (Tarantini 38‘), Schmidt, Fábio Coentrão (Gabrielzinho 81’); Diego Lopes, Galeno, Gelson Dala (Bruno Moreira 80’)

A Figura

Fonte: Rio Ave FC

Gelson Dala – O angolano perturbou sempre que pode a defesa bracarense numa das raras oportunidades que teve, mostrou a sua qualidade e ofereceu um saboroso ponto ao Rio Ave.

O Fora de Jogo

Fonte: SC Braga

Dyego Sousa – O brasileiro é um muito bom finalizador, mas em termos de qualidade de jogo fica muito atrás de Paulinho e Hassan, as opções da época transata, e o Braga ressente-se disso em várias alturas do seu jogo.

Conferência BnR

Rio Ave FC

O Bola na Rede não colocou questão ao treinador Vitor Gomes.

Outras declarações

«Eu não perdi o controlo. Fiquei no fim à espera do árbitro assistente, que foi quem ordenou a minha expulsão, para lhe perguntar o porquê. O que me respondeu foi que o meu banco estava todo de pé, o treinador do Braga já tinha sido expulso e tinha de escolher um e escolheu-me a mim.»

«Fizemos um bom jogo. Tivemos oportunidades claras de golo. Acho que foi um jogo entre duas equipas que queriam os três pontos.»

«[A lesão do Jambor] foi uma contrariedade importante. Apesar do Tarantini ter dado um contributo importante, o Jambor estava a ser fundamental nos próximos jogos.»

SC Braga

BnR: O Braga esteve muito perto de fazer o segundo golo, mas depois com as substituições acabou por perder um pouco de intensidade. O que pretendia incutir na equipa que não conseguiu?

Abel Ferreira: Vou-lhe ser muito sincero, na altura em que penso em fazer as substituições, o jogo começa a ficar quente para o nosso lado e confesso-vos que hesitei. Mas, depois no fim é muito fácil. Na minha opinião, o Eduardo entrou bem, o Fábio também entrou bem. E depois no final podemos discutir se o Dyego devia ter ficado dentro, mas mais que o Dyego poder ter ficado dentro era aquilo que o Paulinho nos podia ter dado e que, infelizmente e também em função da paragem que teve, não esteve à altura do que nós esperaríamos. Mas, de qualquer das maneiras, como disse, nós tivemos na cabeça do Wilson Eduardo a grande oportunidade da segunda parte, mais a do Ricardo Horta, foram ali 10, 15 minutos em que estivemos com tudo para fazer golo e eu naquela altura hesitei se fazia as alterações ou se aguentava mais um bocadinho para lá dos 70, mas para quem está ali tem de decidir e eu costumo dizer que pior que decidir mal é ficar a meio da ponte, é não decidir. Realmente, tenho de ser honesto, stava à espera de mais da substituição do Paulinho, as outras, criamos oportunidades, tivemos uma excelente jogada do Edu sobre a esquerda que o Fabio dá um calcanhar e simplesmente por um passe que saiu mais curto nós não tivemos ali uma grande oportunidade de golo. Mas depois de acabar o jogo é sempre mais fácil fazer uma análise. Como digo, não vamos ganhar sempre, mas vamos lutar sempre para ganhar. E volto a dizer, sete jogos, cinco vitórias, dois empates. Vamos continuar o nosso caminho.

Outras declarações

«Acima de tudo, o que eu esperava e que aconteceu era um bom jogo.»

«Enquanto líder da minha equipa tenho de gerir as minhas emoções, mas o árbitro com o nível que tem também podia gerir melhor essas situações.»

«Eles têm razão em alguns lances, nós também. O árbitro é soberano.»

«A única coisa que se compara do Braga com os três grandes é a ambição de querer ganhar.»

Foto de Capa: SC Braga

José Baptista

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Pedro Cantoneiro · 5 min de leitura
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